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Coisas que pais de crianças ansiosas devem tentar!

jun 20

(Por Renee Jain)

Conforme as crianças se organizam para ir à escola, seu filho Timmy olha para você e diz: “Eu não quero subir no ônibus. Meu estômago está doendo. Por favor, não me faça ir.” Você se encolhe toda e pensa ‘lá vamos nós de novo’. E o que era para ser uma simples manhã se transforma em um desafio.

Você olha pra Timmy e vê pavor genuíno. Você quer confortá-lo. Você quer acalmar sua preocupação excessiva, que já se tornou parte do seu dia-a-dia. Primeiro, você tenta a lógica. “Timmy, nós caminhamos 4 quarteirões a mais para pegar esse ônibus porque esse motorista nunca se envolveu em um acidente!” Ele não se convence. Você fornece garantias. “Eu prometo que você vai ficar bem. Timmy, olha pra mim… você acredita em mim, né?”. Ele concorda. Alguns segundos depois ele sussurra em seu ouvido: “Por favor, não me faça ir.”

Você recorre à raiva: “Timothy Christopher, você vai pegar o ônibus agora ou sofrerá consequências graves… Sem iPad durante uma semana!”. Ele olha para você como se você estivesse levando ele para a forca. Ele sobe no ônibus, derrotado. Você se sente terrível.

Se isso soa familiar para você, saiba que não está sozinha. A maioria dos pais moveria montanhas para aliviar a dor do filho. Os pais de crianças com ansiedade também. Dói ver seu pequeno preocupado com situações que, francamente, não parecem tão assustadoras. O ponto crucial é: Para a mente do seu filho essas situações são verdadeiramente ameaçadoras. E mesmo ameaças percebidas podem criar uma resposta real do sistema nervoso. Chamamos essa resposta de ansiedade.

Eu passei a maior parte da minha infância encobrindo uma sensação persistente de preocupação, até que, finalmente, nos meus 20 anos, decidi procurar uma solução. O que eu aprendi ao longo das últimas 2 décadas é que muitas pessoas sofrem de preocupações debilitantes. Na verdade, 40 milhões de adultos americanos, bem como 1 em cada 8 crianças, sofrem de ansiedade. Muitas crianças faltam à escola, atividades sociais e têm péssimas noites de sono por causa de pensamentos preocupados. Muitos pais sofrem de frustração e um sentimento de impotência quando vêem o filho nesse estado. O que também aprendi é que, apesar de não haver uma solução para ansiedade que sirva para todos, há uma infinidade de técnicas, baseadas em pesquisas, que podem ajudar a controlá-la!

Ser sincero é muito importante para ajudar a criança a lidar com a morte de alguém querido

Eu criei um programa de alívio de ansiedade para crianças, chamado GoZen! (tradução livre: Fique Zen). Aqui estão 9 ideias para pais de crianças ansiosas tentarem agora!

1. Pare de dar garantias
Seu filho está preocupado. Você sabe que não há nada para se preocupar, então você diz “Acredite em mim. Não há nada pelo que se preocupar!”. Pronto! Certo? Todos nós esperamos que fosse simples assim. Por que sua garantia é falha? Sua criança ansiosa quer, desesperadamente, te escutar, mas seu cérebro não permite! Durante os períodos de ansiedade, há um rápido despejo de produtos químicos e transições mentais executados no corpo para a sobrevivência. O córtex pré-frontal – ou a parte mais lógica do cérebro – é colocado em espera, enquanto o cérebro emocional assume o controle. Ou seja, é realmente difícil para seu filho pensar com clareza, usar a lógica, ou até mesmo se lembrar como executar as tarefas básicas. O que você deve fazer então, em vez de tentar racionalizar? Você pode tentar o método FEEL:

• Freeze – (congele) dê uma pausa e respire profundamente, algumas vezes, com seu filho. A respiração profunda pode ajudar a reverter a resposta do sistema nervoso.
• Empathize – (tenha empatia) a ansiedade é assustadora. Seu filho precisa saber que você está com ele, que o compreende.
• Evaluate – (avalie) depois que seu filho estiver calmo, é hora de descobrir possíveis soluções.
• Let Go – (liberte-se) livre-se da culpa; você é um pai maravilhoso, que está dando ao seu filho ferramentas para lidar com as preocupações.

2. Realce porque preocupar-se é bom
Ensine seus filhos que a preocupação, de fato, têm um propósito. Quando os nossos antepassados iam à caça havia muitos perigos no ambiente, e a preocupação os ajudou a evitar ataques de animais ferozes escondidos no mato. Nos tempos modernos, nós não temos a necessidade de fugir dos predadores, mas ficamos com uma marca evolutiva que nos protege: a preocupação.

Preocupar-se é um mecanismo de proteção. A preocupação soa um alarme em nosso sistema e nos ajuda a sobreviver aos perigos. Ensine seus filhos que a preocupação é perfeitamente normal, pode ajudar a proteger-nos, e todo mundo a experimenta ao longo do tempo. Às vezes nosso sistema dispara alarmes falsos, que nos gera ansiedade.

3. Dê vida à preocupação de seu filho
Ignorar a ansiedade não ajuda. Mas trazê-la para vida e falar dela como uma pessoa real pode ajudar! Crie um personagem! No GoZen!, criamos o “Widdle, the Worrier”. Widdle personifica a ansiedade. Ele vive no cérebro antigo, que é responsável por nos proteger quando estamos em perigo. Claro que, às vezes, ele fica um pouco fora de controle e quando isso acontece, temos de falar coisas com sentido para ele.

Personificar a preocupação tem vários benefícios. Pode ajudar a desmistificar a resposta física assustadora que a criança experiencia quando se preocupa. Pode reativar o cérebro lógico, e é uma ferramenta que as crianças podem usar por conta própria a qualquer momento.

4. Ensine seu filho a ser um detetive de pensamentos
Lembre-se, a preocupação é um meio do nosso cérebro nos proteger do perigo. Para se certificar de que estamos realmente prestando atenção, a mente, muitas vezes, exagera o objeto da preocupação. Você deve ter ouvido dizer que deve ensinar seus filhos a pensarem positivamente para acalmar suas preocupações. Mas o melhor remédio para o pensamento distorcido não é o pensamento positivo; é o pensamento preciso. Tente o seguinte método:

• Pegar seus pensamentos: Imagine que cada pensamento que você tem flutua acima de sua cabeça em um balão (como nas histórias em quadrinhos). Agora, pegue um dos pensamentos preocupados, como “Ninguém na escola gosta de mim.”

• Procure provas: Em seguida, colete evidências para apoiar ou negar este pensamento. Ensine seu filho a não fazer julgamentos sobre o que se preocupar com base apenas em sentimentos. Os sentimentos não são fatos.
– Prova que apoia o pensamento: “Eu tive dificuldade de encontrar alguém para sentar-se comigo no almoço ontem.”
– Evidência que nega o pensamento: “Sherry e eu fazemos a lição de casa juntos – ela é minha amiga”

• Desafie seus pensamentos: A melhor (e mais divertida) maneira de fazer isso é ensinar seus filhos a terem um debate consigo mesmos.

5. Permita que ele se preocupe
Como você sabe, dizer para seu filho não se preocupar não vai impedi-lo de fazê-lo. Se ele pudesse simplesmente empurrar seus sentimentos de lado, ele faria. Mas permitir que seu filho se preocupe abertamente, em doses limitadas, pode ser útil. Crie um ritual diário chamado de “hora da preocupação” que dura de 10 a 15 minutos. Durante este ritual incentive seu filho a liberar todas as suas preocupações por escrito. Vocês podem criar e decorar uma caixa de preocupação. Durante o a hora da preocupação, não existem regras sobre o que constitui uma preocupação válida – vale tudo. Quando o tempo acaba, fechem a caixa e digam adeus para as preocupações.

6. Tentar sair do “e se…”
Você pode não saber disso, mas os seres humanos são capazes de viajar no tempo. De fato, mentalmente passamos muito tempo no futuro. Para alguém que experimenta a ansiedade, este tipo de viagem mental no tempo pode agravar a preocupação. Um ansioso típico faz perguntas ‘e se…’: “E se eu não conseguir abrir meu armário e perder aula?” “E se Suzy não falar comigo hoje?”

Pesquisas mostram que voltar para o presente pode ajudar a aliviar essa tendência. Um método eficaz de fazer isso é praticar exercícios de conscientização. Ajude o seu filho pedindo para ele se concentrar em sua respiração por alguns minutos.

7. Evite evitar tudo que causa ansiedade
O seu filho evita eventos sociais, cães, escola, aviões ou basicamente qualquer situação que causa ansiedade? Infelizmente, a longo prazo, a fugir torna a ansiedade pior.

Então… qual é a alternativa? Transformar os desafios em pequenas metas toleráveis. Vamos supor que seu filho tenha medo de sentar-se no balanço do parquinho. Em vez de evitar essa atividade, crie pequenas metas para atingir a grande meta (por exemplo: vá até o cantinho do parque, em seguida, caminhe pelo parque, passeie próximo aos balanços, e, finalmente, sente-se em um balanço). Você pode ficar em cada etapa até ficar fácil realizá-la. Quando estiver fácil está na hora de ir para a próxima etapa!

8. Ajude-o a trabalhar através de um Checklist
O que pilotos treinados fazem quando enfrentam uma emergência? Eles não improvisam! Mesmo com anos de treinamento, todos os pilotos funcionam através de uma checklist: porque, quando em perigo, é difícil pensar claramente. Quando as crianças ficam ansiosas sentem-se da mesma maneira. Por que não criar uma Checklist para que eles tenham um passo-a-passo para se acalmar? Pergunte a ele: “O que você quer fazer quando sentir o primeiro sinal da ansiedade chegando?”. Se a respiração ajudá-lo, então o primeiro passo é fazer uma pausa e respirar. Em seguida, pode avaliar a situação. No final, vocês podem criar uma lista para o seu filho ter em mãos quando se sentir ansioso.

9. Pratique a Auto-Compaixão
Ver seu filho sofrer de ansiedade pode ser doloroso, frustrante e confuso. Não há um pai que não se perguntou em um momento ou outro, se ele não é a causa da ansiedade de seus filhos. Pesquisas mostram que a ansiedade é muitas vezes o resultado de múltiplos fatores (ou seja, genes, fisiologia do cérebro, temperamento, os fatores ambientais, eventos traumáticos do passado, etc.). Tenha em mente, você não causa a ansiedade do seu filho, mas você pode ajudá-lo a superá-la!

Para uma vida mais saudável para toda a família, pratique a auto-compaixão. Lembre-se, você não está sozinho, e você não é culpada.
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Texto original (em inglês): 9 Things Every Parent with an Anxious Child Should Try

Organizando a Rotina do Sono do Bebê

jun 13

O pediatra Gustavo Moreira, especialista em medicina do sono, do Instituto do Sono (SP), conversou com a Revista Crescer e deu algumas dicas sobre como organizar a rotina do Sono do Bebê.

A partir dos 6 meses já é possível criar uma rotina que favoreça bons hábitos de sono para a criança. O segredo para o sucesso está na constância. Ou seja, a rotina deve ser repetida todos os dias, de maneira igual. Tudo deve começar ao anoitecer. Neste momento, é fundamental diminuir os estímulos e criar um ambiente agradável, propício ao sono, evitando barulho e claridade.

O sono do bebê

Soneca
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, dormir durante o dia não atrapalha o sono noturno dos bebês e crianças pequenas. Pelo contrário, até os 4 anos, as famosas sonecas são fundamentais para uma boa noite de sono, já que as crianças tendem a resistir a dormir quando estão muito cansadas, ficando irritadas e chorosas. Durante o dia, é importante que o bebê tire suas sonecas com a menor alteração possível no ambiente, o que significa que a claridade deve ser mantida, bem como o ritmo da casa. A providência ajuda eles a entender que o sono do dia é diferente do da noite, o que facilita a adoção de bons hábitos para dormir.

Falta de Sono
“A criança que dorme pouco ou não dorme bem pode apresentar problemas de comportamento, como irritação, agressividade, hiperatividade e desatenção. Em casos mais graves, pode haver até alterações no crescimento”, finaliza Moreira.

Para ler a matéria de Gladys Magalhães completa, clique aqui.

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Consultoria do Sono

2º Seminário Internacional de Mães em BH – Eu fui!

jun 05

Na última sexta embarquei para Belo Horizonte com o objetivo de aprender muito sobre maternidade e conhecer pessoas fantásticas no 2º Seminário Internacional de Mães. Tarefa concluída com MUITO sucesso!

Sexta-feira foi a Coletiva de Imprensa, uma oportunidade única de se aproximar de algumas das palestrantes do evento – Dra. Filó, Laura Gutman e Ashley Merryman. Esse dia foi super especial pois, além de ouvir essas profissionais maravilhosas, pude conhecer pessoalmente muitas blogueiras do mundo materno do Brasil todo!

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Quando cheguei ao evento no sábado fiquei muito feliz por ver o logo do Divã no banner de Parceiros! Apoio o Seminário desde a primeira edição, no ano passado, e foi emocionante ver o blog lado a lado com sites que admiro bastante.

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Cris Guerra abriu o evento com simpatia e bom-humor, como sempre. Acompanhava o blog Para Francisco antes mesmo de virar um livro, e nunca imaginei que fosse conhecê-la. Já era muito fã e isso aumenta a cada encontro!

A primeira palestra foi da psicóloga Lígia Guerra, com o tema REAPRENDENDO A SER MULHER DEPOIS DA MATERNIDADE. Lígia usou seu conhecimento em Psicanálise e casos clínicos da sua prática em consultório para falar sobre os mitos da maternidade e da importância de uma preparação prévia.

Em seguida, a pediatra Filomena Camilo do Vale (Dra. Filó) deu um show de palestra, denominada DESAFIOS DA PRIMEIRA INFÂNCIA. A Dra. Filó é uma das médicas mais famosas de BH e tinha uma legião de fãs na platéia. Eu já tinha adorado suas colocações na coletiva de imprensa; gostei mais ainda na palestra! Ela afirma que as mães precisam confiar mais em si mesmas, em seus instintos, e em sua capacidade de cuidar e amar seu filho.

Após o almoço, a escritora americana Ashley Merryman falou das NOVAS IDEIAS SOBRE EDUCAÇÃO. Pausa para aplaudir a Ashley. Eu não a conhecia, mas fiquei completamente encantada com ela – não apenas por ser um AMOR de pessoa, super simpática e agradável, mas suas ideias vão na contramão do senso comum e me fizeram refletir bastante! Comprei seu livro e em breve farei um resumão aqui no blog.

Com Ashley Merryman

Com Ashley Merryman

A psicoterapeuta argentina Laura Gutman palestrou sobre o tema IMPACTO DOS FILHOS SOBRE A PSIQUE FEMININA. Gosto bastante de algumas das colocações da Laura, especialmente quando ela afirma que o nascimento do bebê não é o capítulo 1 de sua história, pois ele é completamente influenciado pela história de sua mãe, sua avó, bisavó e todas as gerações anteriores. A forma como uma mãe cuida e sente seu filho depende de como foi cuidada e sentida quando era um bebê.

Gabriela Kapim fechou o evento com um Talk Show: SOCORRO! MEU FILHO COME MAL. Eu adoooooro o programa dela no GNT, e o bate-papo com ela no evento foi muito legal! Antes de falar sobre nutrição, Kapim falou sobre a maternidade e sua vida como mãe de Sofia e Antonio. Segundo a nutricionista, na vida e na alimentação a criança aprende por observação. Ou seja, ela não aprende o que falamos, e sim através do exemplo que damos. Por isso, não adianta os pais exigirem que os filhos comam coisas saudáveis, se eles mesmos priorizam comer alimentos industrializados, por exemplo.

O Divã se despediu de BH com a bagagem cheia de novidades, aprendizado, novas amizades e brindes… muitos brindes! Ano que vem tem mais!

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Sou mãe de UTI

maio 30

Sou mãe de UTI.
Tenho medo. Medo dos alarmes, medo dos boletins médicos, medo de notícias ruins. Medo de tocar meu filho e machucá-lo. Medo a cada vez que o telefone toca. Medo do pesadelo não acabar. Medo de perder meu filho.
Tenho culpa. Culpa por não ter evitado essa situação. Culpa por não poder cuidar do meu bebê, por não conseguir tirar todo o volume de leite que ele precisa, por ter que observá-lo pelas portinhas da incubadora.
Tenho raiva. Raiva por isso ter acontecido comigo. Raiva quando outras mãos, que não as minhas, cuidam dele enquanto eu deveria ser seu porto seguro. Raiva por ter que desapegar dos meus planos e encarar uma realidade desconhecida.
Tenho vontade. Vontade de ouvir algo melhor que “estável”, de pegar meu filho no colo, de trocar suas fraldas e de dar banho. Vontade de apresentá-lo pra todo mundo. Vontade de chorar.
Sou mãe de UTI.
Tenho fé. Fé de que minhas preces serão ouvidas. Fé de que Deus está ao lado do meu filho, cuidando dele a todo instante.
Tenho esperança. Esperança de sair daqui com meu bebê em meus braços. Esperança de levá-lo pra casa pra que ele viva os sonhos que sonhei pra nós, e todos os sonhos que ele vier a ter.
Em mim, mora o maior amor do mundo. Sou mãe de UTI. Sou força, pavor, esperança e amor. Tenho tudo dentro de mim. Sou mãe.

Autora: Maria Cecília Mattos | Maternidade no Divã
facebook.com/maternidadenodiva
maternidadenodiva.com

Medo de mãe

maio 22

Ser mãe dá um medo danado.
Durante a gestação a mulher sente medo – medo de fazer algo prejudicial ao filho, medo de comer algo proibido, medo de cair, medo do parto, medo de descobrir algo ruim nos exames, medo de perder o bebê.
Aí, ufa, o bebê nasce. Lindo. Perfeito. E por um segundo (é só um segundo mesmo), você se sente aliviada por não sentir mais medo. Mas logo depois ele volta, e aumenta. Lembra que eu disse que era só um segundo? Começa pelo medo da onda de amor. “Como é possível amar tanto? Amo tanto que dá medo.”
Aí tem o medo de dar banho, medo de cuidar do umbigo, medo de cortar as unhas (precisavam crescer unhas tão grandes em dedinhos tão pequenos?). Medo de o tempo passar depressa. De se perder de si mesma. De nunca mais ter uma boa noite de sono.
Mães têm medo de morrer. Mesmo que já sentissem esse medo antes, agora não temem por elas, mas pelo filho. “Nada pode acontecer comigo para que eu não falte à minha cria”.
Medo de pedir ajuda. Afinal, dizem por aí que mãe sabe de tudo. Medo de serem descobertas – “e quando perceberem que eu não faço a menor ideia do que estou fazendo?”.
Ah… mães! Quem foi que inventou que mãe precisa dar conta de tudo? Que são superpoderosas, não podemos negar. Afinal, mesmo com tanto medo executam com maestria o trabalho mais desafiador de todos! Por desejarem, do fundo do coração, acertar, morrem de medo de errar. Mas quem pode falar de erro quando o amor é tão grande que dá medo?
Ah… mães. Aquele misto de amores e pavores. A resposta pra tudo isso? Não sei. Não tem. De tudo, fica apenas uma certeza: com todos os seus medos e defeitos – você é a melhor mãe que seu filho poderia ter.

Seminário Pais&Filhos – Como foi?

maio 16

No último domingo (15), tive o prazer de ir ao Seminário “Mãe Também é Gente”, da Pais&Filhos. Foi demais! A começar pela apresentação e participação da Mônica Figueiredo, um amor de pessoa, uma simpatia! Realmente ela fez toda a diferença ao conduzir o evento!

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A primeira palestra foi da Cris Guerra, que abriu o evento já emocionando todo mundo. Com o poder da oratória, Cris contou de forma leve e bem humorada sua história. Pouco antes do seu filho Francisco nascer, seu marido e melhor amigo Gui morreu de forma repentina. Cris dividiu conosco a dor desse momento, mas também o poder da resiliência! Não é a toa que o nome de sua palestra foi “Mãe não é um bicho frágil”.

Cris Guerra (foto: Helena Sordili - eueleeascriancas.com.br)

Cris Guerra (© Helena Sordili – eueleeascriancas.com.br)

Melinda Blau falou sobre o tema “Criança Rei x Birra: qual o caminho do meio”. Momento confissão: eu tinha um “pé atrás” com essa palestra, pois não concordo com alguns pontos da série “A Encantadora de Bebês”, da qual ela é coautora. Mas, para minha surpresa, eu simplesmente AMEI a Melinda e suas palavras. Amei tanto que comprei seu novo livro! Em breve farei um post exclusivo sobre a palestra dela.

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Após o almoço, assistimos a uma Mesa Redonda com o tema “Ser Mãe Fica Melhor a Cada Dia”, com a participação de mulheres sensacionais: as cantoras Maria Rita e Luciana Mello, a atriz Miá Mello, a promotora de justiça Gabriela Manssur e a redatora publicitária Ana Castelo Branco. Foi um bate-papo informal sobre como elas enxergam a maternidade e sobre os pontos que elas consideram mais desafiadores nessa jornada.

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Em seguida, a psicóloga Betty Monteiro falou sobre a Culpa Materna. Essa palestra foi muito interessante, marcada principalmente pela participação do público – Betty chamou pessoas da platéia para encenar diversas situações do cotidiano materno.

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Para fechar com chave de ouro, o Doutor em Psicologia Clínica, Luiz Hanns falou conduziu uma palestra com o tema “Para ser mãe você não precisa deixar de ser mulher”. Confesso que eu já estava bem cansada, mas felizmente fiquei até o fim para poder conferir as excelentes considerações desse colega de profissão que passei a admirar ainda mais. Mais uma palestra sobre a qual farei um post exclusivo!

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Não posso deixar de mencionar os brindes que ganhamos… foram taaantos!!! Destaque especial pra Pom Pom que nos presenteou com produtos com rótulos personalizados. Olha só o Shampoo Suave com o logo do Divã:

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Gostaria de agradecer a Pais&Filhos pelo convite. Foi muito bom! Ontem soubemos que eles já estão organizando mais um Seminário pro segundo semestre. Com certeza o Divã estará lá!