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Depoimentos de pais enlutados que utilizaram os serviços dos fotógrafos da NILMDTS

ago 24

A organização americana NILMDTS já apareceu várias vezes aqui no Divã. Achei interessante traduzir alguns depoimentos de pais que utilizaram o serviço. Quem sabe isso estimula fotógrafos brasileiros a se juntarem ao projeto! (Quer saber como a NOW I LAY ME DOWN TO SLEEP funciona? Clique aqui)

NILMDTS

“Quando o hospital nos falou sobre a NILMDTS eu não tinha certeza se eu queria fotos, devido à grande dor emocional que eu estava passando. A sessão de fotos privada foi feita com o máximo cuidado, paciência, sensibilidade e amor. Não senti como se alguém estivesse lá apenas para “tirar fotos”, mas sim para nos acompanhar durante os últimos momentos em que segurávamos nossa filha em nossos braços. A equipe do hospital e a fotógrafa tornaram essa experiência mais fácil. Agora nós sabemos que em um piscar de olhos o mundo o qual construímos pode desabar. Até agora nós éramos iguais a maioria dos casais, trabalhando mais que deveríamos e focando em coisas que agora sabemos que não são importante. Estamos mais próximos como uma família, e estamos reavaliando nossas vidas. Nós agora valorizamos cada dia. Eu recomendo que os pais utilizem esse serviço. Trabalhar com a fotógrafa ajudou a aliviar um pouco a nossa dor e a perceber que agora temos esperança para o futuro.”

“Duas mulheres foram ao hospital para tirar fotos da nossa filha. Vocês fizeram uma coisa incrível por nós! Por alguma razão, essa manhã estou assistindo ao slideshow repetidamente, e estou muito impressionada com o quanto vocês fizeram seu trabalho de forma respeitosa e bonita. Eu não consigo expressar como me sinto afortunada por poder olhar às fotos da minha filha e não sentir como o passado estivesse perdido. Essa organização faz um trabalho maravilhoso. Tenho muito respeito por ela e seus voluntários. Obrigada.”

“Era quase tarde demais quando descobrimos a Now I Lay Me Down to Sleep. Quando nossa filha partiu inesperadamente, não conhecíamos esse serviço. Foi apenas no funeral em nossa casa que pudemos tirar fotos que vamos valorizar e amar para sempre. (…) Queremos que os pais saibam o quão importante este serviço é, o mais breve possível.”

Mais amorosos e protetores: o que acontece no organismo dos homens depois de se tornarem pais

ago 21

(Por Revista Crescer)

Produção de hormônios altera o comportamento e estreita vínculo com a família

Sempre se fala em toda a reviravolta que ocorre no organismo da mulher durante e após a gestação: afinal, ela carrega o bebê em seu ventre por nove meses e, depois, ainda vive a experiência de amamentá-lo. Mas e os homens? Saiba que a paternidade também traz alterações na química corporal deles. Seja a produção de certos hormônios ou a modificação na estrutura do cérebro, tudo é programado para que os laços com a criança e com a mãe sejam estreitados. O novo pai aprende que tem uma nova posição no mundo: irá cuidar de um outro ser e amá-lo assim que o conhecer.

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A partir do fim da gestação até os primeiros meses de vida da criança, uma substância chamada ocitocina será produzida e liberada em maior quantidade no organismo masculino. E é isso que fortalece, desde o início, o vínculo do pai com o bebê. O comportamento passa a ser de maior zelo e cuidado em relação ao filho. Há também o aumento de dois neurotransmissores: a serotonina e a dopamina. Parecem nomes difíceis, mas o sentido deles é incrível – são responsáveis pela sensação de bem-estar, de felicidade e de plenitude. Depois de nove meses de expectativa, o pai se sentirá completo ao conhecer a criança.

E quando o bebê começa a chorar, de repente? A reação do homem tende a ser mais rápida e significativa depois da paternidade. Isso porque há mudanças na estrutura do cérebro que deixam os cinco sentidos (olfato, paladar, audição, tato e visão) aguçados. “O novo pai fica mais atento a tudo o que ocorre ao redor de sua família. Assim que detecta o que é potencialmente nocivo para a criança, já elabora uma resposta rápida para defendê-la”, explica Ricardo Monezi, pesquisador do Instituto de Medicina Comportamental da Unifesp (SP). A produção de testosterona, por exemplo, passa a variar mais depois que a mulher dá à luz. Quando o homem está numa situação que julga perigosa, a liberação do hormônio dispara, para que esteja preparado e proteja sua “cria”. Mas, quando está em casa, segurando o filho calmamente no colo, a testosterona se reduz e o pai fica menos agressivo e mais próximo à criança.

Há ainda uma alteração no sistema límbico, uma parte do cérebro relacionada às emoções: a tendência é que o homem fique sensível. Em casos extremos, essa ternura se exacerba a tal ponto que há o crescimento do tecido mamário e a produção de uma substância líquida na glândula da região, como se o homem fosse amamentar. Claro que, nessa situação, é preciso procurar ajuda médica – há um distúrbio da hipófise, glândula que pode provocar a alteração da prolactina (hormônio que, nas mulheres, auxilia na produção do leite). É uma patologia chamada de pseudociese, ou “falsa gravidez”.

É importante saber que todas as mudanças no organismo masculino dependem do grau de envolvimento do pai com o bebê. “A convivência é essencial. Compartilhar experiências e passar momentos juntos são atos importantes para reforçar o vínculo familiar”, diz Monezi. Dar papinha, ajudar na hora do banho e conversar colocando-se na altura dos olhos do filho são pequenos gestos, mas que ajudarão na construção do sentimento de aproximação. Mais para frente, demonstrar interesse pelo que ocorre na escola e nas atividades de lazer também são exemplos de boa convivência.

Mas e se o pai não morar na mesma casa que o bebê? Não se preocupe. Basta sempre ter o cuidado de tornar cada momento em que passarem juntos como algo intenso e especial. É preciso trocar a palavra “quantidade” por “qualidade”. Dá para ficar mais próximo da criança, mesmo se a frequência de visitas não for tão grande quanto a que você deseja. E não podemos desprezar os benefícios da tecnologia: os celulares, o Skype e as redes sociais permitem que pai e filho conversem, troquem fotos, gravem mensagens de voz e até joguem à distância. Monezi aconselha: “Faça um resgate da infância e vire criança também na hora da brincadeira. Isso reforça o vínculo com a família e com a própria vida”.

5 dicas para evitar e aliviar a dor nas costas durante a gravidez

ago 17

(por Revista Crescer)

A lombar é a região das costas que mais sofre durante a gestação. Veja as dicas da fisioterapeuta Talmai Fernandes para driblar os possíveis desconfortos.

gestante dor costas

1- Na hora de dormir, deite de lado e coloque um travesseiro entre as pernas para aliviar a pressão nas costas.

2- Você não deve carregar peso, mas se precisar pegar seu filho mais velho no colo, por exemplo, agache primeiro, traga-o para junto do corpo e, em seguida, erga-o lentamente usando a força da perna.

3- Quando estiver em pé, mantenha as pernas um pouco afastadas e os joelhos levemente dobrados. Isso diminui a curvatura da lombar.

4- Ficar sentada força mais a coluna do que ficar em pé. Então, sente sempre em cima dos ísquios, os ossos pontudos que ficam embaixo do bumbum.

5- Um bom exercício, que melhora instantaneamente a dor, é a contração do músculo transverso, que fica em volta da lombar e do abdômen. Localize os ossos do seu quadril e escorregue um dedo em direção ao centro da barriga. Para encontrar esse músculo, tussa, porque ele dá uma leve saltadinha. Contraia o músculo como se estivesse segurando o xixi. Faça esse movimento 15 vezes. Depois, repita essa série mais duas vezes.

Respeitando o espaço das crianças

ago 15

Por Rebecca Eanes

Meu filho tinha migalhas de comida no rosto. Distraidamente, comecei a limpá-lo na frente de outras pessoas. Aparentemente, isto foi bastante embaraçoso para ele. Claro que eu não queria constranger o meu filho. Na verdade, eu pensei que seria mais constrangedor para ele andar pela escola com as migalhas no rosto, mas seu olhar me levou a fazer uma pausa e pensar em minhas ações. Eu gostaria se alguém começasse a limpar meu rosto na frente dos meus amigos? Minha resposta honesta é: não.

Penso em mim como uma mãe respeitosa. Vejo meus filhos como seres humanos valiosos, e faço o meu melhor para tratar suas mentes, corpos e espíritos com respeito. Ainda assim eu percebi que existem muitas vezes que eu, involuntariamente, desrespeito seu espaço pessoal.

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Vejamos algumas das práticas comuns à maioria dos pais, coisas que fazemos sem pensar duas vezes:

– Limpar as mãos e o rosto sem avisar:
Pode parecer estranho falar para um bebê “Vou limpar o leite do seu queixo agora”, ou para uma criança “Suas mãos estão pegajosas, vou limpá-las”.
Nós geralmente limpamos nossos filhos sem permissão ou sem ao menos avisá-los… isso não é rude?!
Quando eu penso sobre como eu me sentiria se, talvez, um garçom viesse até mim em um restaurante e limpasse o meu rosto de repente, eu me encolho! Nós não sonharíamos em desrespeitar um adulto de tal maneira, mas essa é uma prática comum na forma como nos relacionamos com as crianças.

– Cócegas, abraços e beijos
Eu acredito na importância de demonstrar carinho para nossos filhos, e eu não vou afirmar que é preciso pedir permissão cada vez que queremos abraçá-los. O que estou sugerindo é que devemos estar cientes das pistas que nossos filhos nos dão, e saber quando pedir e quando recuar. Um dos meus filhos ama abraços, mas não beijos. Outro despreza cócegas. Acho que demonstramos respeito aos nossos filhos quando honramos os seus desejos em relação a cócegas e carinho e permitimos que eles tenham uma voz.

Eu acredito que todos os seres humanos têm o direito de proteger seus próprios corpos. Nós podemos honrar nossos filhos e mostrar-lhes respeito, mesmo quando são bebês. Embora você possa se sentir boba no começo, explique o que você está fazendo enquanto troca fraldas ou dá banho. Eu sei que eles não vão entender suas palavras no início, mas o seu comportamento gentil e respeitoso será comunicado. À medida que crescem, avise-os antes de pegá-los no colo, e explique por que eles não devem tocar na tomada ou ficar tão perto do fogão. Mostre para eles a sujeira em seus rostos e ofereça um lenço para eles se limparem, o que lhes permite assumir o comando de manter seus corpos limpo.

As crianças são valiosas, seres humanos completos desde o início da vida. Quando enviamos para eles a mensagem de que “você é digno de respeito”, desde o primeiro dia, mostramos para eles que estão seguros conosco e que nós os valorizamos como pessoas!

(Baseado no artigo Respecting Children’s Space: Don’t Spit-Smudge My Face – Rebecca Eanes)

As Sutilezas de Sono do Bebê

ago 07

“A palavra ‘dormir’ acorda até mesmo o bebê mais dorminhoco.” – Magda Gerber

As crianças são surpreendentemente atentas, claras e conscientes. Elas reconhecem palavras repetidas, leem o que deixamos subentendido, sentem nossos sentimentos e atitudes. Magda recomenda a substituição da palavra ‘dormir’ por ‘descansar’, até porque “descanso” é um pouco mais suave, menos exigente. Além disso, para muitos de nós, “sono” pode ter uma conotação negativa, e podemos acabar transmitindo isso aos nossos filhos. Os bebês podem se tornar instáveis e resistirem ao sono dependendo da nossa atitude em relação à hora de dormir.

A coisa mais importante a saber sobre o sono é também a coisa mais importante a saber sobre parentalidade em geral: Os bebês são conscientes e competentes. Eles estão sempre ouvindo, observando, absorvendo, preparados para aprender sobre nós e sobre vida, através de cada interação.

O sono do bebê

O sono do bebê

Coisas importantes para saber sobre bebês e sono:

1. Os bebês ficam facilmente super-estimulados e super-cansados
É fácil subestimar a hipersensibilidade de crianças muito pequenas, mas lembre-se: eles não desenvolveram os filtros que temos. Embora esta hiper-consciência é o que torna os bebês aprendizes fenomenais, ela também permite que eles se sintam superestimulados em ambientes que para nós, adultos, estão tranquilos. E superestimulação e cansaço extremo pode significar mau humor, choro, dificuldades para adormecer e para permanecer dormindo.

Os bebês estão, a todo tempo, absorvendo o espaço, a energia de todas as pessoas, além de estarem desenvolvendo habilidades motoras, cognitivas e sociais. Para eles, o mundo é exaustivo! Para ajudarmos os bebês a dormirem na hora certa precisamos estar atentos para a ameaça da superestimulação e da exaustão. Alguns dos primeiros sinais de cansaço incluem uma lentidão, a falta de coordenação e uma aparência um pouco atordoada.

2. Bebês apreciam rotina e desenvolvem hábitos rapidamente
Nossas escolhas como pais definem o que é “vida” para os nossos filhos: nós ensinamos o que eles devem esperar, e eles geralmente desejam continuar fazendo o que já sabem.

3. Se as mudanças nas rotinas precisam ser feitas, comunicação e respeito são fundamentais
Por mais que os bebês prefiram o previsível e familiar, eles também são capazes de se adaptar às mudanças que julgarem necessárias, desde que nossas expectativas sejam adequadas ao momento do desenvolvimento.

4. Sono requer desapego
Estabelecer ritmos de sono saudável para os bebês significa criar condições e adotar práticas que tornam mais fácil para eles desligarem-se de seu mundo fascinante na hora de dormir. Nossa presença calma ajuda-os a reduzir a estimulação, o stress, a excitação e outras emoções que podem ter armazenado durante o dia. Rotinas de ninar previsíveis que repetimos a cada dia ajudam o bebê a aprender a desligar-se e antecipar o sono, talvez até mesmo desejá-lo – como as histórias suaves e canções de ninar.

Magda Gerber diz: “Um bom habito na hora de dormir pode começar com uma recapitulação do dia. Você pode dizer, por exemplo, ‘Hoje nós fomos para uma caminhada e choveu. Nós chegamos em casa e comemos o almoço, etc’. O que nós pensamos que não é importante, é sim importante para a criança – o que ela comeu, onde ela esteve, o que ela viu. Relembrar o dia é uma maneira de dar-lhe segurança. Ela, então, carrega os bons sentimentos do dia para a cama, com ela. Você também pode mencionar o que vai acontecer amanhã. Isto liga o passado, o presente e o futuro, e permite conectar o fluxo da vida…” (Your Self-Confident Baby – Magda Gerber)

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Artigo original: The Subtleties of Baby Sleep (4 Important Things To Know) – Janet Lansbury

Depressão Pós-Parto – Entrevista (Una Mamma Green)

ago 03

Post traduzido por mim. Post original, em italiano, aqui no blog Una Mamma Green, de Silvana Santo.

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Valentina Colmi é jornalista e blogueira, e mãe de Paola e Vittoria. O nome da segunda não foi escolhido aleatoriamente, mas para celebrar a libertação de sua mãe da depressão pós-parto, que tinha quase se instalado após o nascimento de sua primeira filha.

Valentina escreve sobre a depressão perinatal em seu site Post-partum.it (…). Eu a entrevistei pois sua história, de muitas maneiras, é a história de muitos. E porque adoro histórias com finais felizes!

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O que você gostaria que sua família tivesse feito quando você teve depressão pós-parto e não aconteceu?
Na verdade, quando eu estava doente eu tinha o apoio da única pessoa que, naquela época, estava vivendo comigo todo o drama – meu marido. Posso dizer que tive muita sorte, pois ele nunca reagiu negativamente quando eu estava mal, na verdade ele me consolou e, acima de tudo, ele sempre esteve lá para mim. A minha família – quero dizer, meus pais – provavelmente não souberam imediatamente que era algo mais do que apenas tristeza, e eles me diziam o tempo todo para eu voltar ao normal. Eu acho que queria ter sido levada mais a sério.

Como você descobriu que você precisava de ajuda, e como você pediu?
Três meses após o nascimento de Paola, a sensação de angústia que eu sentia não se atenuava. Na verdade, ficou agarrada… eu sempre me sentia irritada, ansiosa, presa. É por isso que decidi pedir ajuda. Encontrei na web o contato do Hospital Niguarda: Eu liguei e marquei uma sessão. Uma das melhores decisões que eu poderia ter tomado!

Alguns comentários, silêncios ou comportamentos de outras pessoas agravaram seu quadro depressivo?
Não, até porque apenas meu marido sabia, de início. Eu precisava viver essa jornada sozinha, sem olhares preocupados. Aos meus pais, eu disse apenas que estava fazendo terapia.

Em seu livro parece que você sentia um pouco de raiva devido à falta de atenção que se dá à depressão pós-parto. O que, em particular, você acha que deve ser feito no plano social e da saúde para prevenir e tratá-la?
Você disse bem. Eu ainda tenho muita raiva pelo que aconteceu comigo, porque para mim Paola não existiu por cinco meses e esse tempo nunca poderá ser recuperado. Apesar de avisarem que isso poderia acontecer; no pré-natal a maternidade é pintada como o mais belo momento da vida. Acham que a consulta com um psicólogo é opcional! Eu não comparecia porque eu acreditava, com muita superficialidade, que comigo não iria acontecer nada, que eu nunca teria depressão pós-parto. Então acho que deve haver mais educação e prevenção (…), e as futuras mães não devem se esconder atrás de frases como “é um momento feliz, eu não quero ouvir notícias negativas” porque assim é muito pior. (…)

Quando eu estava esperando meu primeiro filho, vivi um período de profunda angústia e insegurança, que deixou uma ferida com a qual ainda luto. A depressão pode acontecer também antes do parto? Por que ninguém nunca fala sobre isso?
Claro, a depressão também pode acontecer antes do parto e é chamada de depressão pré-parto. Tem mais ou menos os mesmos sintomas de que a pós-parto: ansiedade, sentimento de fracasso, e acima de tudo sentimentos ambivalentes pelo feto. Muitas vezes as grávidas tendem a reprimir esses sentimentos, talvez por causa da culpa. Contudo, é importante saber que a ambivalência – quando saudável – permite que você construa um relacionamento sincero e profundo com seu filho. Não se pode falar sobre isso porque como vamos quebrar o clichê de que ser mãe é um estado de graça?

O que você diria a uma mãe que não se sente feliz como todos dizem que ela deveria se sentir?
Primeiramente, que ela é muito corajosa de admitir isso, e que ela faz muito bem em falar sobre isso. E que ela não deve ter medo de falar sobre isso … primeiro com as pessoas que gostam dela, e depois com um terapeuta.

E para uma menina que está prestes a virar mãe?
Eu diria apenas uma coisa: Antes de ser mãe você é uma pessoa, mesmo que depois de dar à luz você comece a ser conhecida como “a mãe”, e não mais pelo seu nome. (…)

Como alguém sabe que tem depressão pós-parto?
Infelizmente, os sintomas são muitas variáveis e, por isso, é difícil ter um bom diagnóstico. Podem ir de causas orgânicas (por exemplo, um parto ruim) à psicológicas (como o relacionamento com sua mãe), situação econômica, estar sem companheiro. Os sintomas geralmente são ansiedade repentina, choro, cansaço, excesso ou falta de sono, falta ou excesso de apetite, perda de interesse na vida, até chegar a pensamentos de morte. (…)

Como você está hoje?
Acabei a psicoterapia e devo dizer que estou bem. Estou muito cansada, porque as minhas filhas são muito exigentes, mas eu faria de novo tudo o que me trouxe aqui, incluindo depressão pós-parto.