Maternidade no Divã | Psicologia, Maternidade e Desenvolvimento infantil <data:blog.pageTitle/>

Primeiro mês de vida: será mesmo que os bebês “só choram, comem e dormem”?

jan 29

O primeiro mês de vida de uma criança pode nos parecer bastante “parado” e “tranquilo” à primeira vista. Seu tempo é passado entre momentos de sono, nos quais descansa profundamente; sono rápido, em que move-se enquanto dorme e reage a sons do ambiente e sonolência, ou semicerrar de olhos que acontece antes de dormir. Quando está acordado alterna entre estados de vigília descontraída, nos quais observa o mundo; estados de vigília ativa, em que ocorrem movimentações do corpo e mímicas faciais ou momentos de choro, que podem ser acompanhados de gritos e agitação corporal.

Na maioria do tempo o bebê está deitado de barriga para cima e só é capaz de sustentar um pouquinho a própria cabeça quando está de bruços e procura levantar o olhar. Entretanto, estes são momentos fundamentais para o desenvolvimento. Os movimentos inaugurais no berço vão fortalecendo os braços, as pernas e as costas para que posteriormente a criança seja capaz sustentar o próprio corpo. Os primeiros reflexos de agarrar e alternar as pernas quando segurado em pé vão aos poucos se refinando para dar lugar a movimentações mais coordenadas e voluntárias.

Os gestos e sons emitidos nesta fase também são importantes, pois possibilitam que a comunicação e a linguagem comecem a se desenvolver.

Conforme o bebê vai crescendo, além do choro, ele passa a emitir outros ruídos até ser capaz de repetir uma vogal como “aaaaa” por algum tempo. Quem nunca viu um pequeno divertindo-se com isso, gargalhando de sua própria voz?

Nestes momentos iniciais de vida a criança é muito frágil e tudo que acontece ao seu redor é sentido intensamente. Isto porque ela ainda não diferencia o que está acontecendo dentro e fora dela e pode ficar muito desestabilizada num o ambiente hostil, agitado ou quando é deixada sozinha por tempo demais. Para o bebê, a mãe é sentida como o mundo e ambos formam um só ser. A presença dela é essencial para a sobrevivência da criança. Além de oferecer alimento, higiene e segurança, com seus cuidados vai suprindo as necessidades do bebê e lhe ensinando sobre os limites de seu corpo.

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Artigo original: Toda Criança Pode Aprender

Parentalidade Positiva

jan 08

A psicologia positiva enquadra as questões da parentalidade, pela forma científica e rigorosa, quando estuda e identifica as intervenções que constroem e promovem a gestão saudável e feliz das emoções entre pais e filhos.

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As habilidades individuais determinam a adaptação psicológica do indivíduo ao meio, sendo por isso de extrema importância dotar as figuras parentais de competências emocionais e sociais e de responsabilidade na transmissão das mesmas.

A educação parental não se pode basear no controle de comportamentos, mas sim na compreensão das emoções que os explicam.

A Educação Positiva tem consequências abrangentes, formadoras e permanentes. Isto porque forma e desenvolve recursos intelectuais que irão ser utilizados posteriormente pela criança.

Nos primeiros anos de vida o desenvolvimento social, cognitivo e físico é determinante sendo naturalmente exponenciado pelas brincadeiras naturais e pela boa disposição presente nas crianças. As emoções positivas facilitam actividades de exploração, que por sua vez, permitem um maior domínio, e este, o desenvolvimento de novas emoções positivas.

Outro aspecto importante na relação precoce com os filhos é olhar as emoções positivas tão seriamente como as negativas e, as suas forças, de forma tão atenta quanto as fraquezas. Nos primeiros anos de vida a principal tarefa da Educação Positiva é desenvolver e educar para as Emoções Positivas.

Em síntese, são três os princípios básicos na Educação Parental: Emoções positivas desenvolvem fortes características individuais; Emoções positivas geram emoções positivas e Conhecer o seu filho significa identificar as suas forças, tão bem quanto as suas fraquezas.

Educar os nossos filhos para o otimismo, vai-nos permitir viver com mais felicidade e bem-estar e co-construir uma geração mais confiante, sorridente e positiva.

Fonte: Conversas com Barriguinhas

Ansiedade infantil: por que precisamos ensinar a criança a esperar?

dez 11

Fazer birra é um comportamento normal das crianças, afinal, faz parte da infância testar os limites. A questão é que, com a tecnologia cada vez mais ao alcance das (pequeninas) mãos, a paciência está virando artigo de luxo. “Vivemos num contexto em que tudo se resolve muito rapidamente com apenas um clique. Os avanços tecnológicos fazem com que as crianças cresçam num mundo em que as coisas acontecem na hora em que elas querem. Não precisam nem esperar o desenho preferido na TV, já que assistem quando têm vontade e na plataforma que preferem”, explica Roberta Bento, especialista em aprendizagem baseada no funcionamento do cérebro pela Universidade da Califórnia e Duke University; e em aprendizagem cooperativa pelas Universidades de Minnesota e de San Diego.

Além da questão tecnológica, a formação das famílias atuais também influencia nessa pressa que os pequenos têm para serem atendidos. “Antigamente, tinha-se mais filhos e até nas refeições era preciso esperar a sua vez de ser servido. Hoje, é cada vez mais comum que os casais tenham só uma criança, que sempre tem tudo na hora que quer”, lembra a especialista, que completa: “elas vivem num mundo que parece ser totalmente adaptado e pronto para os seus desejos”.

(…)

E não custa lembrar: o comportamento da criança na rua, na escola, nos restaurantes e em todos os outros ambientes que ela frequenta é apenas um reflexo de como ela vive em casa e, claro, de como os pais se comportam. Portanto, não adianta esperar que seu filho saiba esperar se, em casa, ele tem tudo quando deseja e se vê os adultos na maior correria a todo momento. Além disso, é preciso ter consciência de que a paciência precisa ser ensinada. “Essa não é mais uma competência que se desenvolve sozinha e não é interessante que os pais pensem que, dado o contexto atual, ela é desnecessária, já que tudo acontece muito rápido. É preciso que eles se empenhem dia a dia”, ressalta a especialista.

(…)

A importância do tédio
Natação, inglês, judô, futebol, balé? A agenda dos pequenos parece estar cada vez mais cheia de atividades e o tempo livre – aquela famosa horinha de não fazer nada – está ficando raro. “Nós percebemos uma angústia dos pais em nunca deixar as crianças entediadas, mas a verdade é que elas precisam lidar com isso. Vivenciar o tédio é bom porque ele gera a necessidade da criatividade para fazer alguma coisa interessante, além de possibilitar um descanso ao cérebro”, finaliza Roberta.

Matéria original: Educar Para Crescer (Leia o artigo completo aqui)

1° workshop Fazendo a Festa para Crianças Alérgicas | Danone

dez 07

No último sábado (3), o Divã foi à Oca Tupiniquim a convite da Danone Nutrição Especializada para um bate-papo sobre organização de festas para crianças alérgicas e lançamento do livro NeoParty – Fazendo a Festa para Crianças com Alergias Alimentares, das autoras Babi Oliveira, Carla Maia e Jaqueline Neves. O evento foi mediado pela mãe da Luísa e do Bento, a atriz e apresentadora Fernanda Rodrigues, da nutricionista Mariana Del Bosco e de Vanessa Ramos, especialista em decoração de festas infantis.

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Com Fernanda Rodrigues

A nutricionista Mariana Del Bosco deu um show de conhecimento. Além de reforçar a diferença entre intolerância à lactose e alergia à proteína do leite, Mariana abriu o coração nos contando sobre como uma experiência pessoal a influenciou a interessar-se mais pelo mundo das crianças alérgicas: Alice, primogênita da nutricionista, era uma criança alérgica, e foi em grupos de mães que Mariana conheceu diversas receitas adaptadas e encontrou acolhimento.

Vanessa Ramos mostrou como montar uma mesa linda em casa, gastando pouco e deixando a festa a cara do seu filho! Em seguida, uma das autoras do livro, Jaqueline Neves, e Priscila Lorente ensinaram 3 receitas deliciosas: Frozen de Maracujá e Manga com NeoForte, Brigadeiro e Salgadinho de Cogumelos.

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Vanessa, Fernanda, Priscila, Mariana, Jaqueline e Vivian

No fim do evento ganhamos um exemplar do livro! A obra conta com receitas de festas para que os pequenos alérgicos possam aproveitar como merecem! Receitas de bolo de cenoura, beijinho, palha italiana, brigadeiro, quibe, salgadinhos e muito mais… tudo isso adaptado para crianças alérgicas! Muito legal, né? Alimentar-se vai para além do biológico. O ato de comer é um ato social, e por isso precisamos pensar em alimentos que promovam a inclusão, pois a exclusão só causa isolamento!

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Não posso deixar de comentar sobre as comidinhas servidas no evento, da Lilóri. Vocês não tem ideia das delícias sem glúten e sem lactose servidas! Destaque especial pra coxinha e pro brownie, que estavam DI-VI-NOS!

“A Lilóri surgiu a partir da vivência pessoal de nossa idealizadora, a empresária Mariana Pierre. Por ser mãe de filho alérgico, Mariana enfrentou junto com o seu pequeno uma batalha pela saúde. (…) Ela resolveu deixar de lado uma bem-sucedida carreira como advogada e transformar sua motivação em um projeto de vida, em que pudesse compartilhar os ensinamentos e as receitas dessa experiência. Foi assim que nasceu a Lilóri (…)”

NEOFORTE
Neoforte é o primeiro e único suplemento com sabor para crianças com alergia à proteína do leite de vaca (APLV) e outras alergias. É nutricionalmente balanceado e fonte de proteínas, vitamina D, cálcio e ferro. No sabor baunilha acrescido de prebióticos. É a força extra para crianças com alergias alimentares

Encontro #TudoSobreLeite – TetraPak

nov 30

No dia 23 de novembro o Divã esteve no charmoso Ruella Bistrô a convite da TetraPak para participar de um bate-papo enriquecedor sobre a importância do consumo de leite.

A nutricionista Cynthia Antonaccio falou sobre os nutrientes do leite, sobre sua composição, além de esclarecer as diferenças entre Instolerância à Lactose e Alergia à Proteína do Leite. O leite possui grande concentração de nutrientes em relação ao seu teor energético e, por isso, é considerado um alimento com alta densidade nutricional. Além disso, na dieta humana, aproximadamente 70% do cálcio alimentar é proveniente do leite e derivados.

A médica veterinária Flávia Fontes falou sobre sua iniciativa, o #BebaMaisLeite – o primeiro e único programa brasileiro, independente, de estímulo ao consumo de lácteos – e sobre os mitos e verdades sobre o leite.

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A ultrapasteurização ou tecnologia UHT é uma técnica para a preservação de alimentos líquidos (como o leite) por meio da exposição ao calor intenso por um rápido período de tempo, seguindo de um ráido resfriamento. O leite UHT apresenta a mesma qualidade protéica que o leite cru. As embalagens Longa-Vida são compostas por seis camadas, que impedem a entrada de luz, ar, água e micro-organismos.

Importante: O conteúdo de todas as palestras foi sobre o consumo de leite após os 2 anos. O Divã e todos os participantes do evento são a favor do Aleitamento Materno.

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Ruella Bistrô – R. João Cachoeira, 1507 – Vila Olimpia, São Paulo – SP

Dr. Carlos González no Brasil

nov 26

Ele é espanhol, tem 56 anos, é casado e pai de 3 filhos. Pediatra, concluiu sua formação em Barcelona. É fundador e presidente da Associação Catalã Pró Aleitamento Materno (ACPAM) desde 1991. Dr. Carlos González se denomina o “pediatra a favor das crianças”.

O médico de Zaragoza esteve no Brasil para o lançamento do terceiro título traduzido no país, Meu filho não come!, e participou de diversos eventos para profissionais de saúde, pais e mães, e para a mídia. O Divã teve o privilégio e a honra de estar presente em 2 deles!

Dia 18/11 – Diálogos com Dr. González – Conversa especial com o público da área de saúde
No Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Dr. Carlos González falou para uma platéia de médicos, nutricionistas, psicólogos, fonoaudiólogos, enfermeiras, doulas sobre curvas de crescimento, critérios de nutrição, crescimento infantil, alimentação e sono.

Com o Dr. Carlos González no Simesp

Com o Dr. Carlos González no Simesp

Dia 21/11 – Encontros Crescer Dr. Carlos González
Nesse evento, Dr. González focou mais nas necessidades afetivas dos bebês e crianças. “A criança precisa do colo dos pais e, ao contrário do que costumam dizer, ela não vai ficar mal acostumada por isso.” Baseado na Teoria do Apego, de John Bowlby, o pediatra bem-humorado falou sobre licença-maternidade, berçários, tecnologia, birras, colo, cama compartilhada, alimentação, amamentação, sono infantil e muito mais!

“Quando uma criança faz birra é porque está sofrendo. Podem falar que é para manipular você, para conseguir o que quer, mas não é verdade. Seu filho faz birra porque tem um problema e o que você precisa fazer é consolá-lo.”

De forma bem-humorada e usando palavras de fácil compreensão para o público leigo, o pediatra encantou a platéia de mais de 60 pais e mães no Espaço Buticabeira, em São Paulo. Ao pregar o respeito às crianças e suas necessidades, ele se mostra empático e reforça a importância de os cuidadores prestarem atenção no que elas dizem e demonstram.

Dr. Carlos González

Dr. Carlos González

No Brasil, Dr. Carlos González tem três livros publicados. Confira no site da Editora Timo.