Maternidade no Divã | Psicologia, Maternidade e Desenvolvimento infantil <data:blog.pageTitle/>

Medo de mãe

maio 22

Ser mãe dá um medo danado.
Durante a gestação a mulher sente medo – medo de fazer algo prejudicial ao filho, medo de comer algo proibido, medo de cair, medo do parto, medo de descobrir algo ruim nos exames, medo de perder o bebê.
Aí, ufa, o bebê nasce. Lindo. Perfeito. E por um segundo (é só um segundo mesmo), você se sente aliviada por não sentir mais medo. Mas logo depois ele volta, e aumenta. Lembra que eu disse que era só um segundo? Começa pelo medo da onda de amor. “Como é possível amar tanto? Amo tanto que dá medo.”
Aí tem o medo de dar banho, medo de cuidar do umbigo, medo de cortar as unhas (precisavam crescer unhas tão grandes em dedinhos tão pequenos?). Medo de o tempo passar depressa. De se perder de si mesma. De nunca mais ter uma boa noite de sono.
Mães têm medo de morrer. Mesmo que já sentissem esse medo antes, agora não temem por elas, mas pelo filho. “Nada pode acontecer comigo para que eu não falte à minha cria”.
Medo de pedir ajuda. Afinal, dizem por aí que mãe sabe de tudo. Medo de serem descobertas – “e quando perceberem que eu não faço a menor ideia do que estou fazendo?”.
Ah… mães! Quem foi que inventou que mãe precisa dar conta de tudo? Que são superpoderosas, não podemos negar. Afinal, mesmo com tanto medo executam com maestria o trabalho mais desafiador de todos! Por desejarem, do fundo do coração, acertar, morrem de medo de errar. Mas quem pode falar de erro quando o amor é tão grande que dá medo?
Ah… mães. Aquele misto de amores e pavores. A resposta pra tudo isso? Não sei. Não tem. De tudo, fica apenas uma certeza: com todos os seus medos e defeitos – você é a melhor mãe que seu filho poderia ter.

Seminário Pais&Filhos – Como foi?

maio 16

No último domingo (15), tive o prazer de ir ao Seminário “Mãe Também é Gente”, da Pais&Filhos. Foi demais! A começar pela apresentação e participação da Mônica Figueiredo, um amor de pessoa, uma simpatia! Realmente ela fez toda a diferença ao conduzir o evento!

iPhone

A primeira palestra foi da Cris Guerra, que abriu o evento já emocionando todo mundo. Com o poder da oratória, Cris contou de forma leve e bem humorada sua história. Pouco antes do seu filho Francisco nascer, seu marido e melhor amigo Gui morreu de forma repentina. Cris dividiu conosco a dor desse momento, mas também o poder da resiliência! Não é a toa que o nome de sua palestra foi “Mãe não é um bicho frágil”.

Cris Guerra (foto: Helena Sordili - eueleeascriancas.com.br)

Cris Guerra (© Helena Sordili – eueleeascriancas.com.br)

Melinda Blau falou sobre o tema “Criança Rei x Birra: qual o caminho do meio”. Momento confissão: eu tinha um “pé atrás” com essa palestra, pois não concordo com alguns pontos da série “A Encantadora de Bebês”, da qual ela é coautora. Mas, para minha surpresa, eu simplesmente AMEI a Melinda e suas palavras. Amei tanto que comprei seu novo livro! Em breve farei um post exclusivo sobre a palestra dela.

IMG_5400-001

Após o almoço, assistimos a uma Mesa Redonda com o tema “Ser Mãe Fica Melhor a Cada Dia”, com a participação de mulheres sensacionais: as cantoras Maria Rita e Luciana Mello, a atriz Miá Mello, a promotora de justiça Gabriela Manssur e a redatora publicitária Ana Castelo Branco. Foi um bate-papo informal sobre como elas enxergam a maternidade e sobre os pontos que elas consideram mais desafiadores nessa jornada.

IMG_5414

Em seguida, a psicóloga Betty Monteiro falou sobre a Culpa Materna. Essa palestra foi muito interessante, marcada principalmente pela participação do público – Betty chamou pessoas da platéia para encenar diversas situações do cotidiano materno.

IMG_5420

Para fechar com chave de ouro, o Doutor em Psicologia Clínica, Luiz Hanns falou conduziu uma palestra com o tema “Para ser mãe você não precisa deixar de ser mulher”. Confesso que eu já estava bem cansada, mas felizmente fiquei até o fim para poder conferir as excelentes considerações desse colega de profissão que passei a admirar ainda mais. Mais uma palestra sobre a qual farei um post exclusivo!

IMG_5423

Não posso deixar de mencionar os brindes que ganhamos… foram taaantos!!! Destaque especial pra Pom Pom que nos presenteou com produtos com rótulos personalizados. Olha só o Shampoo Suave com o logo do Divã:

IMG_5403

Gostaria de agradecer a Pais&Filhos pelo convite. Foi muito bom! Ontem soubemos que eles já estão organizando mais um Seminário pro segundo semestre. Com certeza o Divã estará lá!

Empresa Cidadã: O que é isso?

maio 15

Programa Empresa Cidadã: De acordo com a Receita Federal, mesmo depois de 7 anos da criação do programa, das 174.836 empresas que podem aderir ao programa, apenas 10% fazem isso.

baby

Quem pode ser Empresa Cidadã? Não são todas as empresas brasileiras que podem se cadastrar no programa, mas apenas as que declaram os impostos sobre o Lucro Real, o que é o caso de pouco menos de 5% do total das empresas ativas atualmente no país. A maior parte adere ao Simples ou a outras formas de tributação, que são mais flexíveis e custam menos para o empreendedor. As participantes do Empresa Cidadã podem abater dos impostos o valor pago ao empresário no prolongamento da licença.

A Empresa Cidadã possibilita que suas funcionárias tenham 180 dias de Licença Maternidade, e a Licença Paternidade é de 20 dias. Os benefícios de ampliar a licença-maternidade e da paternidade são vários, entre eles, facilitar a amamentação exclusiva durante os seis primeiros meses de vida da criança, o que fortalece o sistema imunológico das crianças (entre outras inúmeras vantagens) e diminui, por exemplo, os gastos com saúde e a mortalidade infantil, além de estabelecer o vínculo entre mãe e filho.

Fontes: Crescer | Amamentar É |

Maternidade equilibrada não inclui culpa – Betty Monteiro

maio 11

A psicóloga, pedagoga e escritora Betty Monteiro dará uma palestra com o tema “Culpa não!” no “Seminário Internacional: Mãe Também é Gente”, organizado pela Pais&Filhos, que está marcado para o dia 15 de maio, no WTC (World Trade Center São Paulo). Ela é mãe de Gabriela, Samuel, Tarsila e Francisco, avó de quatro netos, e autora dos livros “Criando filhos em tempos difíceis”, “Criando adolescentes em tempos difíceis”, “A Culpa é da mãe”, “Cadê o pai dessa criança?” e “Avós e sogras”.

betty-monteiro

Segundo ela, seja por voltar ao trabalho, deixar o filho na creche ou mesmo por não poder comprar os brinquedos mais caros, as mães compartilham um sentimento muito comum. “Nasce a mãe, nasce a culpa”. Toda essa culpa acontece, porque as mães querem ser perfeitas e isso acontece por diversos fatores, tanto pessoais, quanto culturais e até religiosos. “Em geral, as mães são as mais responsáveis pela criação do filho e acabam assumindo maiores responsabilidades. Sendo assim, quando alguma coisa não dá certo, a sociedade aponta a mãe como culpada”.

Segundo Betty, a própria família e amigos também podem criar essa sensação nas mães. Tias, avós e pais delas estão sempre querendo dizer o que se deve ou não fazer. Além disso, a psicóloga acredita que, hoje em dia, o peso da culpa é ainda maior porque as mães também competem entre si. “A maternidade está virando uma coisa muito angustiante porque as mães querem trabalhar, cuidar da casa, dar conta do filho e ainda fazer tudo isso perfeitamente.”

Mas, será que a criança precisa de mãe perfeita? “Filhos precisam de mães coerentes. Mãe culpada não consegue educar e muito menos sentir prazer na maternidade”. Por isso, é tão importante aprender a lidar com a culpa e, principalmente, a confiar em si mesma. “É muito mais fácil educar se direcionando por aquilo que você pensa do que buscar modelos que não vão ao encontro da sua concepção de vida.”

Confira mais sobre a temática do “Seminário Internacional: Mãe Também é Gente”, a programação, outras participações especiais e como se inscrever no site: www.seminariopaisefilhos.com.br

Vida de mãe (Feliz dia das Mães!)

maio 08

Não é fácil.
É gostoso, gratificante, recompensador. Mas não é fácil ser mãe.
Mãe sofre. Mãe sente medo, culpa, inadequação. Ser mãe às vezes dói.
Ninguém sabe o que se passa no coração (e na cabeça) de uma mãe.

Ser mãe é conferir se os pés estão cobertos, se a temperatura da água está agradável; é dar beijinho no dodói pra fazer sarar; é cortar unhas tão pequeninas que dão até medo!

Vida de mãe é passar noites em claro – seja fazendo a cria dormir, seja admirando-a deslumbrada e se perguntando “como eu pude fazer algo tão perfeito?”; é querer trocar de lugar quando o filho fica doente; é ficar encabulada com as perguntas inusitadas.

Ser mãe é ouvir conselhos, pitacos, opiniões, críticas e se questionar se está fazendo mesmo tudo errado. Mas, quando ouve um “mamãe te amo”, encontra um olhar grato, é envolvida por bracinhos pequenos, sabe, pelo menos por um instante, que, se não é a melhor mãe do mundo, com certeza faz o máximo para ser a melhor mãe que pode ser.

Feliz dia das mães!

Um grande abraço do Divã à todas as mães.

Deixo meu abraço apertado também às mães de anjo; que não tem hoje seus filhos nos braços, mas os carregam para sempre em seus corações.

canguru

Laura Gutman – Palestra Exclusiva em São Paulo

maio 04

Laura Gutman

A argentina Laura Gutman é autora dos best-sellers “A maternidade e o encontro com a própria sombra” e “O poder do discurso materno”.

A renomada psicoterapeuta familiar e escritora fará uma palestra exclusiva em São Paulo, dia 21 de maio, a convite da plataforma virtual “Somos Mães de Primeira Viagem”.

É claro que o Maternidade no Divã não ficaria fora dessa! E vocês vem comigo! Leitores e seguidores do Divã têm 50% de desconto ao usar o código promocional: 3ER26NS814

Acesse: http://lauragutman.somosmaesdeprimeiraviagem.com.br e faça já sua inscrição. As vagas são limitadas!