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Endometriose: uma das principais razões da infertilidade feminina

set 25

Cólica crônica e dificuldade para engravidar são alguns dos sintomas de uma patologia que atinge de adolescentes a mulheres adultas: a endometriose. Suas causas não são muito claras e o tratamento varia em cada caso, mas somente seu nome já causa desconforto, pois a doença é considerada uma das principais razões da infertilidade feminina, atingindo de 10 a 15% das mulheres em idade fértil.

A endometriose é uma doença com uma diversidade clínica enorme, tanto que ao longo dos anos vem ganhando importância cada vez maior por interferir diretamente com a qualidade de vida de uma jovem saudável, além de ser importante causa de infertilidade. Estudos com grupos específicos de mulheres com dor pélvica ou com dificuldade para engravidar mostraram que a prevalência da endometriose beira os 40%.

Partindo do princípio que uma mulher vai ao ginecologista regularmente, sabe que tem endometriose e quer engravidar, é necessário acompanhar a evolução da doença de perto. “As avaliações clínicas e os exames complementares pertinentes são individualizados, dependendo da gravidade da doença e da dificuldade ou não para engravidar espontaneamente. Ou seja, serão adequadas caso a caso”, explica Dr. Diogo Rosa, um dos coordenadores do setor de endoscopia ginecológica do Grupo Perinatal.

Abaixo, Dr. Diogo Rosa responde a algumas perguntas sobre a relação entre endometriose e infertilidade:

1. O que é a endometriose?
– Nada mais é que uma condição na qual o endométrio, mucosa que reveste a parede interna do útero, cresce em outras regiões do corpo. E essa formação de tecido sobressalente, normalmente, aparece nos ovários, intestino, no reto, na bexiga e na membrana que reveste a pélvis, embora possa aparecer em outros órgãos.

2. Há sintomas? Como posso saber se tenho?
– Pode se manifestar com muita dor ou se apresentar de forma silenciosa, portanto o diagnóstico é feito com base na história clínica da paciente, correlacionado ao exame físico e ginecológico. Como os sinais da doença podem passar despercebidos, mascarando a gravidade da lesão, é importante ir ao médico regularmente. O diagnóstico de certeza da endometriose só é feito através da biópsia da lesão encontrada, o qual é, geralmente, feito através de um procedimento cirúrgico. Não existe prevenção para a endometriose.

3. O que uma mulher com endometriose deve fazer se quiser engravidar?
– Por ser uma causa possível de infertilidade, a mulher sabidamente portadora de endometriose deve fazer acompanhamento com o seu ginecologista para avaliar a evolução da doença. As avaliações clínicas e os exames complementares pertinentes serão individualizados, dependendo da gravidade da doença e da dificuldade ou não para engravidar espontaneamente. Ou seja, serão adequadas caso a caso.

4. O uso desses métodos contraceptivos, como pílulas e DIU, influencia nesse processo?
– Sim. Essas substâncias podem servir como tratamento da endometriose. O controle clínico da doença é feito através do uso de terapia hormonal. Existem diversas opções para este tipo de terapia, através de pílulas a base de progesterona isolada, terapia hormonal combinada (anticoncepcionais), medicações injetáveis e em casos específicos até o DIU medicado com progesterona.

5. Quais os tipos de tratamento?
– A escolha do tipo de tratamento a ser utilizado depende de vários fatores, mas pode ser feito clinicamente, à base de hormônios, ou com intervenção cirúrgica, em casos específicos, para a retirada de focos da doença. Existem diversas opções para o controle clínico hormonal. Pode-se utilizar progesterona isoladamente ou terapia hormonal combinada, como os contraceptivos orais. Usam-se também medicações hormonais injetáveis e, em casos específicos, um dispositivo intrauterino (DIU) à base de progesterona.

6. Qual a rotina dessa mulher que deseja engravidar?
– Levando em consideração que o tratamento deve ser individualizado, a paciente que deseja engravidar deve seguir uma rotina de avaliação periódica com o ginecologista. O intuito é avaliar a evolução da doença, uma vez que a endometriose pode interferir negativamente na fertilidade, tanto pela possibilidade da doença levar a alterações na anatomia do sistema reprodutor feminino (trompas e ovários), como também pela ocorrência, em alguns casos, de alterações imunológicas causadas pelo processo inflamatório crônico, advindo da doença. Assim, a rotina de uma paciente que deseja engravidar deve estar pautada em uma boa relação médico-paciente, para que se possa fazer o melhor acompanhamento da evolução da doença, com exames periódicos pertinentes.

7. A questão da idade influencia no tratamento?
– Podemos analisar esta questão, subdividindo-a em dois aspectos: o tratamento da endometriose em uma paciente que quer engravidar e o tratamento evolutivo da endometriose fora da perspectiva de uma gestação. Na paciente jovem que quer engravidar o tratamento deve ser precoce e, em alguns casos, a conduta tende a ser mais intervencionista objetivando o sucesso da gravidez. No segundo caso, deve-se levar em conta que a endometriose é uma doença da mulher que menstrua, doença do período fértil, com influência hormonal. Sabe-se que na menopausa os sintomas tendem a atenuar-se bastante ou até mesmo a desaparecer. Deste modo, quanto mais próximo ao período da menopausa, mais conservador tende a ser o tratamento, procurando poupar ao máximo a mulher de um procedimento cirúrgico.

8. Quando deve acontecer uma intervenção cirúrgica?
– A cirurgia é uma das opções de tratamento, que não deve ser generalizado. Cada caso deve ser avaliado individualmente e a decisão sobre a melhor proposta terapêutica será tomada em conjunto, médico e paciente, após avaliarem todas as opções disponíveis. A escolha deve levar em conta o objetivo principal da paciente, que pode ser: melhora da dor, tratamento de infertilidade ou evitar progressão da doença para órgãos próximos, como intestino e vias urinárias.

A decisão sobre a melhor forma de tratamento deve ser discutida com um especialista, bem como o acompanhamento do caso, de forma a amenizar os males que a doença possa causar. Para o Dr. Diogo, o que tem de positivo nisso tudo é que houve um avanço considerável na investigação e no tratamento da endometriose. “O que proporciona bem estar às pacientes, possibilitando em inúmeros casos que as mulheres com dificuldade de engravidar possam constituir suas famílias”, comenta.


Material enviado pela assessoria do Grupo Perinatal.

Responder com sensibilidade

set 21

“Responder com sensibilidade” é um dos oito princípios da Criação com Apego. Durante a infância, você pega o seu bebê quando ele chora. Você satisfaz suas necessidades físicas e passa a maior parte do seu tempo segurando o bebê bem perto. Essa proximidade física ajuda a desenvolver e reforçar a ligação emocional entre vocês.

O aspecto mais desafiador dessa filosofia começa quando o seu filho cresce um pouco, já não é mais um bebê, e passa a exibir comportamentos um pouco “problemáticos”. Nessa fase, você está para além de atender apenas as necessidades biológicas do seu filho. Crianças têm uma longa lista de coisas que simplesmente querem, sem razão aparente. E se elas não conseguem, você vai ouvir sobre isso. Como pai/mãe, é difícil de ser compreensivo quando você vê seu filho se acabar em lágrimas pelo que parece ser completamente sem sentido. No entanto, esta é exatamente a hora de demonstrar o quão sensível você pode ser.

carinho

Reconhecer a emoção
O que parece irracional para você é uma emoção verdadeira para seu filho, e ela vai se manifestar naqueles comportamentos que fazem qualquer pai perder a calma. Estas são as suas primeiras experiências com sentimentos de raiva, frustração e tristeza. É importante nomear esses sentimentos de seu filho, o ajudando a reconhecer suas emoções. Por exemplo, seu filho está chorando e reclamando porque você não está conseguindo entender o que ele está tentando comunicar. Você pode dizer “Eu sei que você está frustrado porque eu não estou te entendendo. Você pode tentar respirar um pouco e me explicar novamente?” ou então, “Eu sei que você está bravo porque eu não deixei você subir nos móveis, mas eu não posso permitir que você se machuque.”

Seja paciente para ensinar paciência
As crianças gostam de imitar os adultos. Você é o centro do universo do seu filho, e o modelo pelo qual a criança aprende a interagir com o mundo. Como seu filho pode aprender a ser paciente se você não mostrar para ele como é ser paciente? Quando seu filho tem um mau comportamento é muito fácil você perder o controle. É muito difícil manter a calma e o tom de voz baixo. A idéia é modelar um comportamento calmo para o seu filho imitar, em vez de entrar em um concurso de quem pode falar mais alto ou ser mais insensível!

Ao demonstrar que você é sensível aos sentimentos de seu filho e ao seu comportamento, você está mostrando a ele como ser compreensivo com os outros. Você está ensinando sobre paciência, compaixão, e como resolver problemas. Mais importante ainda, você está ajudando a promover uma relação baseada em confiança e compreensão.

(Baseado no artigo, em inglês, How to Parent with Sensitivity, de Brittany Ferrell)

O poder do olfato no desenvolvimento do bebê

set 18

Como o tato, o olfato tem um papel importante no desenvolvimento saudável do bebê. As sensações de segurança, felicidade e tranquilidade criadas pelo toque são reforçadas ainda mais quando você usa produtos que ampliam a experiência da massagem por meio do olfato.

Aromas agradáveis e conhecidos, como já comprovado, melhoram o humor, a calma e a atenção do bebê, e o cheiro da mamãe pode ajudar a reduzir o choro.

(…)

dormir

Aromas: o segredo das lembranças duradouras

Lembranças evocadas pelo cheiro são mais emotivas e prazerosas do que aquelas estimuladas por outros sentidos. A habilidade de cheirar e as associações relacionadas pelos odores começam logo cedo. Recém-nascidos usam seu olfato, mais do que qualquer outro sentido, para se familiarizar com seu próprio mundo. Na verdade, é nesse momento que o laço com seu pequeno se estreita – bebês são capazes de reconhecer suas mães utilizando apenas seu olfato.

Ainda nas primeiras semanas de vida, o cérebro do seu bebê começa a associar as experiências entre emoções e aromas. Odores prazerosos, quando combinados com toques de carinho, podem criar memórias duradouras.

Por que o olfato evoca mais memórias do que qualquer outro sentido?

Por que uma fragrância é mais do que apenas um aroma agradável? Tem tudo a ver com a composição do cérebro.

Quando vemos ou ouvimos algo, os sinais são enviados ao tálamo, uma parte cerebral que age como um porteiro, antes que esses sinais sejam processados. Mas quando sentimos um cheiro os sinais são transmitidos diretamente para a área do cérebro responsável por processar os odores – chamada bulbo olfativo.

A área de processamento está conectada pelo caminho olfativo para a parte do cérebro responsável pelas nossas emoções, conhecida como a amígdala, e pela nossa memória, conhecida como hipocampo e córtex entorrinal. Como resultado, o olfato ativa essas regiões de forma mais rápida e é o gatilho para lembranças mais vibrantes emocionalmente do que os outros sentidos.

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Fonte: JOHNSON’S® baby

Cérebro muda durante a gravidez

set 14

Que seu corpo está passando por um monte de transformações rapidamente, com certeza é fácil notar. Mas sua cabeça, além de passar por mudanças psicológicas, também sofre alterações biológicas e hormonais.

Alguns estudos e teorias falam em Circuito Maternal: quando a mulher está grávida, haveria uma ativação de estruturas relacionadas a comportamentos maternais. Nas grávidas, existe uma atenuação do eixo hipotálamo, hipófise e adrenal, conhecido como eixo do estresse, que é uma resposta natural do organismo.

Pai-Filho Maternidade no divã

© moodboard/Corbis

Isso aumenta a quantidade de alguns hormônios que já eram produzidos pelo corpo, mas agora estão sendo fabricados em maior quantidade. Toda grávida é uma bomba de hormônios!

Você também já deve ter ouvido coisas a respeito do tamanho do cérebro aumentar ou diminuir durante a gestação, ou sobre uma possível alteração na quantidade de líquido na cabeça da grávida. A sabedoria popular desperta a curiosidade, mas sobre isso há controvérsias e nenhuma conclusão médica definitiva. O que sabemos é que não existem mudanças funcionais envolvidas nestas questões.

Onde eu deixei minha concentração?
É comum muitas grávidas reclamarem que se sentem mais distraídas, esquecidas e com a memória fraca durante a gestação. Mas será que isso tem fundamento científico? Segundo o Dr. Álvaro Pentagna, neurologista do Hospital e Maternidade São Luiz e pai de Helena e Paulo, sim, existem fatores biológicos que contribuem para que isso aconteça.

(Leia aqui a matéria completa na Pais & Filhos)

Teste da Linguinha & Amamentação

set 11

Fonte: Crescer

Desde 2014 hospitais e maternidades públicas e privadas são obrigadas a realizar o chamado teste da linguinha, conforme determinado pela Lei 13.002/2014. Para esclarecer as principais dúvidas sobre o procedimento CRESCER conversou com a fonoaudióloga Raquel Luzardo, especialista em linguagem e diretora da clínica Fonoterapia (SP).

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CRESCER – O que é e para que serve o teste da linguinha?
Raquel Luzardo – O teste da linguinha é um procedimento que serve para detectar se a criança tem a língua presa ou não. Ou seja, se o frênulo, a membrana que conecta a língua ao assoalho da boca, tem algum problema.

C – Quando deve ser feito o teste e como ele é realizado?
RL – O teste deve ser feito nas primeiras horas de vida do bebê, ainda na maternidade. Isso é muito importante porque evita o desmame precoce. Caso não seja possível, o procedimento pode ser feito em consultório. O teste é basicamente observação e manipulação com os dedos. Ele deve ser feito por um fonoaudiólogo. Nele, observa-se a criança durante a mamada para ver a funcionalidade do frênulo. Depois, há uma análise anatômica, onde prestamos atenção, por exemplo, na postura da língua durante o choro.

C – O teste é gratuito?
RL – Segue-se o mesmo princípio dos outros testes, como o do pezinho e da orelhinha. Ele é oferecido gratuitamente pelo SUS e pago quando realizado no consultório.

C – Como os pais podem perceber que o filho tem a língua presa? Há relação com a amamentação?
RL – A língua presa atrapalha na sucção da mamada. A criança mama pouco, não consegue sugar e pegar de maneira adequada no bico do peito, o que, muitas vezes, machuca a mãe e acaba levando ao desmame precoce. Mais tarde, a criança pode ter dificuldades de passar o alimento de um lado para o outro da boca, além de demonstrar problemas com a fala. Alguns fonemas se tornam mais difíceis de executar, como o “l” e o “r”. Em vez de falar morango, ela vai falar “molango”, por exemplo. Tais situações podem deixar a criança mais tímida, retraída e a faz evitar algumas palavras ou sons, que peçam a elevação da língua.

C – Quando a cirurgia é indicada?
RL – Há vários níveis de língua presa. A grosso modo, o teste tem uma pontuação que varia de zero a 27, mas depende da faixa etária do paciente. Conforme a idade, a partir da pontuação 9, a cirurgia é indicada. O procedimento é simples. Nestes casos, basta um pique (um corte pequeno no frênulo) para corrigir o problema. O procedimento, que deve ser feito por um dentista, otorrinolaringologista, ou cirurgião plástico, leva cerca de 10 minutos, não precisa de anestesia (uma pomada anestésica basta). Os bebês podem mamar logo depois. Não há limite mínimo ou máximo de idade para realizar a cirurgia. No entanto depois que a criança completa 1 ano, ela pode ser mais complicada, exigindo internação e anestesia.

Objeto transicional

set 07

Muitas crianças se apegam a um cobertor, um urso de pelúcia, ou algum outro objeto que usam para o conforto na hora de dormir e em outras situações quando precisam se acalmar. O termo psicológico para isso é “objeto transicional”. Por quê? Porque, conforme os bebês começam a fazer a viagem de recém-nascido totalmente dependente rumo a ser um adulto independente, ter um objeto pode ajudá-lo com essa transição.

objeto transicional

Cerca de 50% a 60% das crianças desenvolvem uma ligação com algum tipo de objeto de conforto, por volta de 8 a 12 meses de vida. O uso desse objeto para proporcionar conforto é puramente uma questão de temperamento individual.

Esse objeto tem um cheiro, uma textura e uma aparência familiar. É um lembrete portátil do conforto e da segurança de casa e dos pais, e permite que muitas crianças sintam-se mais confiantes a medida que passam a se aventurar no mundo exterior aos braços dos pais.

Não se preocupe que o seu filho pode ser muito apegado ao objeto; e ter um objeto desse não é um sinal de insegurança. Estes objetos não são apenas um sinal de desenvolvimento saudável, mas servem também para um propósito valioso: são úteis em qualquer situação onde a criança sente ansiedade ou estresse. Um objeto transicional é um item que permanece constante; ele não vai embora ou muda, e isso ajuda a criança a se sentir segura!