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Crianças agressivas – O que realmente está acontecendo e como ajudar?

jul 17

Pais preocupam-se muito ao notar comportamentos agressivos em seus filhos. Uma das coisas mais importantes para se lembrar sobre comportamento é que ele nos dá informações sobre o desenvolvimento emocional do nosso filho. Ele nos dá pistas de onde nosso apoio está sendo mais necessário. Quando vemos um comportamento inadequado, estamos observando uma evidente frustração.

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Quando uma criança encontra um evento que considera frustrante, a primeira coisa que seu cérebro quer fazer é tentar mudar a situação. Por exemplo, você disse “não” quando ela pediu mais um biscoito. A criança, que realmente quer outro biscoito, se sente na necessidade de te fazer mudar de ideia. Ela sabe o que quer, e é levada a busca-lo. Isso não deveria nos surpreender… mas surpreende! O cérebro da criança fixou-se na ideia de conseguir mais um biscoito, e qualquer coisa ou pessoa que impedir isso, vai alimentar sua frustração. A expressão externa dessa frustração provavelmente será um comportamento destemperado e agressivo, especialmente em uma criança imatura.

Se você tem mais de um filho já deve ter percebido que, quando confrontadas com limites e restrições, nem todas as crianças reagem da mesma maneira. Algumas caem no choro rapidamente enquanto outras parecem resistir sentir à tristeza, e então a frustração irrompe em comportamentos agressivos – tais como bater, chutar, morder, cuspir, gritar, etc.

Mais frequentemente do que percebemos, nós inadvertidamente incentivamos a agressão de nossos filhos ao impedirmos que eles chorem. Uma das razões mais comuns para tentarmos impedir as lágrimas é por causa de como elas mexem conosco, os pais! Nos sentimos tristes, culpados ou até mesmo frustrados pelas lágrimas das crianças e por isso tentamos fazê-las parar de chorar tão rapidamente quanto possível! Cada vez que fazemos isso, impedimos a criança de sentir tristeza sobre aquilo que não pode mudar.

Como pais, precisamos reconhecer e valorizar o propósito das lágrimas. Poucas pessoas percebem que as lágrimas de tristeza sinalizam um processo de adaptação que está acontecendo no cérebro. A criança que pode sentir tristeza sobre algo que não pode mudar está sendo modificada pela experiência. É aí que reside a receita para o crescimento de crianças em adultos resilientes. A cada oportunidade de sentir a tristeza, ao mesmo tempo em que é confortada, uma camada de resiliência é formada. Como pais, podemos ajudar a criança a fazer isso.

O comportamento agressivo é uma resposta à frustração, e a criança é levada a agir baseada em como se sente. Ela responde ao que não está funcionando. As crianças pequenas não tem desenvolvida a “integração cerebral”, e é por isso que dizem o que pensam e se comportam baseadas em como se sentem. Elas ainda não têm a capacidade de pensar duas vezes, ou de considerar as consequências do seu comportamento. Então… como ajudamos nossas crianças quando estão sendo agressivas? Em primeiro lugar, devemos reconhecer sua agressividade como frustração. Não é maldade, é frustração! – “Eu posso ver que você está se sentindo muito frustrado porque seu irmão tirou o seu brinquedo.”; “Eu tenho certeza que você está se sentindo frustrado comigo por não te dar mais um biscoito.” – Reconhecer a frustração da criança não lhe dá permissão para agir agressivamente, mais a ajuda a nomear e reconhecer seus sentimentos… e isso é uma habilidade realmente crucial a ser desenvolvida quando estamos crescendo. A frustração é uma emoção que precisa ser expressada. Nós, adultos, devemos prover suporte e estrutura para a criança expressar sua frustração de forma assertiva.

Embora seja natural e compreensível que o nosso próprio nível de frustração aumente à medida que lidamos com a frustração das crianças, cabe a nós manter o equilíbrio. Entender o que está acontecendo emocionalmente conosco é apenas o começo. Nem sempre é fácil agir como um adulto! Tentar ensinar uma lição no momento da crise não é muito produtivo, porque os adultos e as crianças estão se sentindo emocionalmente abalados. Ninguém absorve informação quando está num estado alarmado. O trabalho do adulto tem melhor resultado se feito após o incidente, quando todos já estamos mais calmos – quando eles estarão prontos para ouvir nossas palavras e compreender os nossos valores e expectativas.

O sistema emocional dos adultos funciona como o das crianças. Nós também ficamos frustrados quando as coisas não saem do jeito que esperávamos, e então precisamos tentar mudar o que não está dando certo ou, se isso não for possível, devemos nos adaptar a essa situação… ou então nossa frustração será expressada através da agressividade. Como adultos, quando ficamos mais conscientes de como estamos nos sentindo podemos mudar a maneira como reagimos à frustração dos nossos filhos.

Tornar-se pai e mãe traz muitos desafios, geralmente muito maiores do que imaginávamos. Esperamos criar nossos filhos, mas ao longo do caminho que nos deparamos com oportunidades inesperadas para o nosso próprio crescimento e desenvolvimento. A partir do momento em que nos tornamos pais, e aqueles pequenos olhos nos procuram para orientação e apoio, começamos a descobrir mais sobre nós mesmos a medida que nos esforçamos para sermos os pais que almejamos ser!

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Texto original (em inglês): Making Sense of Aggression: What’s Really Going On and How to Help, por Bridgett Miller

Dicas para uma boa noite de sono

jul 10

Ao redor do mundo pais exaustos estão à procura de maneiras de ajudar seus filhos a dormirem melhor e por mais tempo. Muitos não querem recorrer ao treinamento de sono, que é frequentemente associado com deixar os bebês chorando sozinhos em seus berços. Felizmente, existem outras opções mais suaves que podem ajudar os bebês e os pais terem o sono que precisam.

O sono do bebê

O sono do bebê

Proteja-se de expectativas irrealistas
Ter um bebê que “dorme a noite toda” é visto como uma medalha de honra na maternidade, e isso gera expectativas irreais que os bebês devem dormir muito mais do que eles são realmente capazes!
Qualquer método que dê a ideia de que vocês todos dormirão alegremente durante a noite toda está lhe dando falsas esperanças. Aceite que seu sono não será tão perfeito e fácil como era antes do pequeno nascer, e ajuste as expectativas para a ter um sono “bom o suficiente” por um tempo.

Espere!
Pais responsivos e amorosos muitas vezes correm para pegar o bebê logo que ele começa a se mexer ou a fazer qualquer barulho… Espere! É natural que, durante o ciclo de sono, haja momentos breve despertares. É importante aguardar! Pegue o bebê apenas se for claro que ele está acordado e precisa de você.

Deixe um bebê cansado dormir – por um tempo
Em nossos esforços para desenvolver bons padrões de sono do bebê, podemos, por vezes, tentar pular uma soneca para prolongar o tempo acordado… e isso é mais prejudicial do que útil. Ao tentar manter um bebê cansado acordado até a hora da próxima soneca programada, você pode causar-lhe privação do sono, que leva a mais problemas na obtenção de um bom sono! Se o seu bebê estiver cansado – exigente, bocejando, olhos sonolentos – deixe-o dormir! Tentar mantê-lo acordado pode atrapalhar o seu ciclo de sono, não ajudá-lo.
Por outro lado, deixar a soneca do bebê durar muito tempo também pode perturbar o sono noturno. Depois de 2-3 horas, acorde o bebê delicadamente, especialmente se for no final do dia, para garantir que o sono durante a noite não será prejudicado.

Rotina
Uma boa rotina de sono informa ao bebê que a hora de dormir está chegando. A rotina deve ser calma, sem nenhum jogo ativo, cócegas, tablete ou TV. A maioria dos pais colocam os bebês para dormir muito tarde à noite na esperança de que eles durmam mais, e até mais tarde, mas isso não é verdade.

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Baseado no artigo: Gentle Sleep Tips

Como deixar de ser um pai ansioso e aproveitar seu filho

jul 06

O texto a seguir é uma adaptação do artigo de Janet Lansbury, que pode ser lido integralmente aqui (em inglês).

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A intensa pressão que muitos pais sentem para desempenhar bem o papel de educadores e formadores de seres humanos, combinada com todos os desafios físicos dessa fase – a privação do sono, alterações hormonais, a recuperação no pós-parto, etc. – pode facilmente jogar os pais num ciclo de ansiedade. Esta situação é agravada nos casos em que o bebê enfrenta complicações de saúde ou outros problemas.

Através dos ensinamentos de Magda Gerber, Janet Lansbury aprendeu que uma abordagem ansiosa, em pânico, tende a criar ainda mais dificuldades para os bebês. Por sua vez, o desconforto deles vai amplificar as ansiedades dos pais, e assim o ciclo começa. Em outras palavras, a chave para criar uma criança menos estressada e mais auto-confiante, e para aproveitar a experiência como pais, pode ser acalmar a nós mesmos – os adultos.

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Simples não significa necessariamente fácil, mas Magda sugeriu que os pais comecem mudando sua perspectiva e, essencialmente, confiando na competência inata dos filhos. Em termos práticos, isto significa:

– Em vez de se sentir responsável por prevenir ou acabar com o choro, primeiro aceite-o, para que possa entender e atender com precisão o que está sendo comunicado.

– Em vez de assumir que todas as queixas do bebê refletem uma necessidade intensa e necessitam de uma ação imediata, deve-se entender que os bebês choram para expressar uma ampla gama de pensamentos e sentimentos. Apesar de toda a comunicação da criança merecer uma resposta rápida e reconhecimento, uma resolução urgente e imediata do problema é apenas ocasionalmente necessária.

– Em vez de tentar distrair e entreter as crianças a todo tempo, confie na capacidade inata das crianças para brincarem e divertirem-se.

– Em vez de agir por medo, conduzir todo o processo com confiança nas competências básicas da criança.

Pesquisa: 1 em cada 3 mães tem dificuldade para criar vínculos imediatos com o bebê

jun 28

Estudo realizado na Inglaterra mostrou também que 12% das mulheres sentem vergonha de falar sobre o assunto com profissionais de saúde.

Você espera nove meses pelo tão sonhado filho e, quando ele nasce, sente imediatamente um amor imenso e o vínculo é estabelecido instantaneamente. Será? Saiba que nem sempre é assim…

Segundo um estudo inglês recente realizado pela National Childbirth Trust, 1 em cada 3 mães luta para criar vínculos com os filhos recém-nascidos. Segundo Elizabeth Duff, representante da instituição, pais que não sentem essa conexão imediata com o bebê que acabou de nascer geralmente sentem culpa e vergonha. “Esperamos que essa pesquisa mostre a esses pais que eles não estão sozinhos e que a formação do vínculo normalmente leva tempo para acontecer”, afirma.

A psicanalista doutora pela USP Vera Iaconelli, diretora do Instituto Gerar (SP), lembra que esse vínculo é mesmo trabalhoso para todos os pais. “A dificuldade está em admitir que não existe essa coisa imediata. A ligação que a mulher estabelece com o filho durante a gestação é com um bebê idealizado na cabeça dela. Esse primeiro vínculo é muito fantasiado e aquele que sai da sua barriga é um ser estranho. É um trabalho emocional a mais para fazer, e cada pessoa tem seu tempo. Isso pode acontecer rapidamente ou não”, diz.

dormir

Dia a dia
É preciso estar preparado para esse tempo necessário para a formação do vínculo, que é diferente para a mulher e para o homem. Vera Iaconelli diz que essa ligação forte com o bebê é estabelecida no dia a dia, nos momentos de cuidado. (…)

Rede de apoio
Embora o estudo fale sobre a importância dos profissionais de saúde para ajudar as mulheres a lidar com essa questão, 12% delas afirmaram sentir vergonha de abordar o assunto. Vera lembra que isso é comum porque elas acham que têm algo de errado, não contam para ninguém e, então, cria-se a confusão.

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Leia a matéria completa: Crescer

Coisas que pais de crianças ansiosas devem tentar!

jun 20

(Por Renee Jain)

Conforme as crianças se organizam para ir à escola, seu filho Timmy olha para você e diz: “Eu não quero subir no ônibus. Meu estômago está doendo. Por favor, não me faça ir.” Você se encolhe toda e pensa ‘lá vamos nós de novo’. E o que era para ser uma simples manhã se transforma em um desafio.

Você olha pra Timmy e vê pavor genuíno. Você quer confortá-lo. Você quer acalmar sua preocupação excessiva, que já se tornou parte do seu dia-a-dia. Primeiro, você tenta a lógica. “Timmy, nós caminhamos 4 quarteirões a mais para pegar esse ônibus porque esse motorista nunca se envolveu em um acidente!” Ele não se convence. Você fornece garantias. “Eu prometo que você vai ficar bem. Timmy, olha pra mim… você acredita em mim, né?”. Ele concorda. Alguns segundos depois ele sussurra em seu ouvido: “Por favor, não me faça ir.”

Você recorre à raiva: “Timothy Christopher, você vai pegar o ônibus agora ou sofrerá consequências graves… Sem iPad durante uma semana!”. Ele olha para você como se você estivesse levando ele para a forca. Ele sobe no ônibus, derrotado. Você se sente terrível.

Se isso soa familiar para você, saiba que não está sozinha. A maioria dos pais moveria montanhas para aliviar a dor do filho. Os pais de crianças com ansiedade também. Dói ver seu pequeno preocupado com situações que, francamente, não parecem tão assustadoras. O ponto crucial é: Para a mente do seu filho essas situações são verdadeiramente ameaçadoras. E mesmo ameaças percebidas podem criar uma resposta real do sistema nervoso. Chamamos essa resposta de ansiedade.

Eu passei a maior parte da minha infância encobrindo uma sensação persistente de preocupação, até que, finalmente, nos meus 20 anos, decidi procurar uma solução. O que eu aprendi ao longo das últimas 2 décadas é que muitas pessoas sofrem de preocupações debilitantes. Na verdade, 40 milhões de adultos americanos, bem como 1 em cada 8 crianças, sofrem de ansiedade. Muitas crianças faltam à escola, atividades sociais e têm péssimas noites de sono por causa de pensamentos preocupados. Muitos pais sofrem de frustração e um sentimento de impotência quando vêem o filho nesse estado. O que também aprendi é que, apesar de não haver uma solução para ansiedade que sirva para todos, há uma infinidade de técnicas, baseadas em pesquisas, que podem ajudar a controlá-la!

Ser sincero é muito importante para ajudar a criança a lidar com a morte de alguém querido

Eu criei um programa de alívio de ansiedade para crianças, chamado GoZen! (tradução livre: Fique Zen). Aqui estão 9 ideias para pais de crianças ansiosas tentarem agora!

1. Pare de dar garantias
Seu filho está preocupado. Você sabe que não há nada para se preocupar, então você diz “Acredite em mim. Não há nada pelo que se preocupar!”. Pronto! Certo? Todos nós esperamos que fosse simples assim. Por que sua garantia é falha? Sua criança ansiosa quer, desesperadamente, te escutar, mas seu cérebro não permite! Durante os períodos de ansiedade, há um rápido despejo de produtos químicos e transições mentais executados no corpo para a sobrevivência. O córtex pré-frontal – ou a parte mais lógica do cérebro – é colocado em espera, enquanto o cérebro emocional assume o controle. Ou seja, é realmente difícil para seu filho pensar com clareza, usar a lógica, ou até mesmo se lembrar como executar as tarefas básicas. O que você deve fazer então, em vez de tentar racionalizar? Você pode tentar o método FEEL:

• Freeze – (congele) dê uma pausa e respire profundamente, algumas vezes, com seu filho. A respiração profunda pode ajudar a reverter a resposta do sistema nervoso.
• Empathize – (tenha empatia) a ansiedade é assustadora. Seu filho precisa saber que você está com ele, que o compreende.
• Evaluate – (avalie) depois que seu filho estiver calmo, é hora de descobrir possíveis soluções.
• Let Go – (liberte-se) livre-se da culpa; você é um pai maravilhoso, que está dando ao seu filho ferramentas para lidar com as preocupações.

2. Realce porque preocupar-se é bom
Ensine seus filhos que a preocupação, de fato, têm um propósito. Quando os nossos antepassados iam à caça havia muitos perigos no ambiente, e a preocupação os ajudou a evitar ataques de animais ferozes escondidos no mato. Nos tempos modernos, nós não temos a necessidade de fugir dos predadores, mas ficamos com uma marca evolutiva que nos protege: a preocupação.

Preocupar-se é um mecanismo de proteção. A preocupação soa um alarme em nosso sistema e nos ajuda a sobreviver aos perigos. Ensine seus filhos que a preocupação é perfeitamente normal, pode ajudar a proteger-nos, e todo mundo a experimenta ao longo do tempo. Às vezes nosso sistema dispara alarmes falsos, que nos gera ansiedade.

3. Dê vida à preocupação de seu filho
Ignorar a ansiedade não ajuda. Mas trazê-la para vida e falar dela como uma pessoa real pode ajudar! Crie um personagem! No GoZen!, criamos o “Widdle, the Worrier”. Widdle personifica a ansiedade. Ele vive no cérebro antigo, que é responsável por nos proteger quando estamos em perigo. Claro que, às vezes, ele fica um pouco fora de controle e quando isso acontece, temos de falar coisas com sentido para ele.

Personificar a preocupação tem vários benefícios. Pode ajudar a desmistificar a resposta física assustadora que a criança experiencia quando se preocupa. Pode reativar o cérebro lógico, e é uma ferramenta que as crianças podem usar por conta própria a qualquer momento.

4. Ensine seu filho a ser um detetive de pensamentos
Lembre-se, a preocupação é um meio do nosso cérebro nos proteger do perigo. Para se certificar de que estamos realmente prestando atenção, a mente, muitas vezes, exagera o objeto da preocupação. Você deve ter ouvido dizer que deve ensinar seus filhos a pensarem positivamente para acalmar suas preocupações. Mas o melhor remédio para o pensamento distorcido não é o pensamento positivo; é o pensamento preciso. Tente o seguinte método:

• Pegar seus pensamentos: Imagine que cada pensamento que você tem flutua acima de sua cabeça em um balão (como nas histórias em quadrinhos). Agora, pegue um dos pensamentos preocupados, como “Ninguém na escola gosta de mim.”

• Procure provas: Em seguida, colete evidências para apoiar ou negar este pensamento. Ensine seu filho a não fazer julgamentos sobre o que se preocupar com base apenas em sentimentos. Os sentimentos não são fatos.
– Prova que apoia o pensamento: “Eu tive dificuldade de encontrar alguém para sentar-se comigo no almoço ontem.”
– Evidência que nega o pensamento: “Sherry e eu fazemos a lição de casa juntos – ela é minha amiga”

• Desafie seus pensamentos: A melhor (e mais divertida) maneira de fazer isso é ensinar seus filhos a terem um debate consigo mesmos.

5. Permita que ele se preocupe
Como você sabe, dizer para seu filho não se preocupar não vai impedi-lo de fazê-lo. Se ele pudesse simplesmente empurrar seus sentimentos de lado, ele faria. Mas permitir que seu filho se preocupe abertamente, em doses limitadas, pode ser útil. Crie um ritual diário chamado de “hora da preocupação” que dura de 10 a 15 minutos. Durante este ritual incentive seu filho a liberar todas as suas preocupações por escrito. Vocês podem criar e decorar uma caixa de preocupação. Durante o a hora da preocupação, não existem regras sobre o que constitui uma preocupação válida – vale tudo. Quando o tempo acaba, fechem a caixa e digam adeus para as preocupações.

6. Tentar sair do “e se…”
Você pode não saber disso, mas os seres humanos são capazes de viajar no tempo. De fato, mentalmente passamos muito tempo no futuro. Para alguém que experimenta a ansiedade, este tipo de viagem mental no tempo pode agravar a preocupação. Um ansioso típico faz perguntas ‘e se…’: “E se eu não conseguir abrir meu armário e perder aula?” “E se Suzy não falar comigo hoje?”

Pesquisas mostram que voltar para o presente pode ajudar a aliviar essa tendência. Um método eficaz de fazer isso é praticar exercícios de conscientização. Ajude o seu filho pedindo para ele se concentrar em sua respiração por alguns minutos.

7. Evite evitar tudo que causa ansiedade
O seu filho evita eventos sociais, cães, escola, aviões ou basicamente qualquer situação que causa ansiedade? Infelizmente, a longo prazo, a fugir torna a ansiedade pior.

Então… qual é a alternativa? Transformar os desafios em pequenas metas toleráveis. Vamos supor que seu filho tenha medo de sentar-se no balanço do parquinho. Em vez de evitar essa atividade, crie pequenas metas para atingir a grande meta (por exemplo: vá até o cantinho do parque, em seguida, caminhe pelo parque, passeie próximo aos balanços, e, finalmente, sente-se em um balanço). Você pode ficar em cada etapa até ficar fácil realizá-la. Quando estiver fácil está na hora de ir para a próxima etapa!

8. Ajude-o a trabalhar através de um Checklist
O que pilotos treinados fazem quando enfrentam uma emergência? Eles não improvisam! Mesmo com anos de treinamento, todos os pilotos funcionam através de uma checklist: porque, quando em perigo, é difícil pensar claramente. Quando as crianças ficam ansiosas sentem-se da mesma maneira. Por que não criar uma Checklist para que eles tenham um passo-a-passo para se acalmar? Pergunte a ele: “O que você quer fazer quando sentir o primeiro sinal da ansiedade chegando?”. Se a respiração ajudá-lo, então o primeiro passo é fazer uma pausa e respirar. Em seguida, pode avaliar a situação. No final, vocês podem criar uma lista para o seu filho ter em mãos quando se sentir ansioso.

9. Pratique a Auto-Compaixão
Ver seu filho sofrer de ansiedade pode ser doloroso, frustrante e confuso. Não há um pai que não se perguntou em um momento ou outro, se ele não é a causa da ansiedade de seus filhos. Pesquisas mostram que a ansiedade é muitas vezes o resultado de múltiplos fatores (ou seja, genes, fisiologia do cérebro, temperamento, os fatores ambientais, eventos traumáticos do passado, etc.). Tenha em mente, você não causa a ansiedade do seu filho, mas você pode ajudá-lo a superá-la!

Para uma vida mais saudável para toda a família, pratique a auto-compaixão. Lembre-se, você não está sozinho, e você não é culpada.
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Texto original (em inglês): 9 Things Every Parent with an Anxious Child Should Try

Organizando a Rotina do Sono do Bebê

jun 13

O pediatra Gustavo Moreira, especialista em medicina do sono, do Instituto do Sono (SP), conversou com a Revista Crescer e deu algumas dicas sobre como organizar a rotina do Sono do Bebê.

A partir dos 6 meses já é possível criar uma rotina que favoreça bons hábitos de sono para a criança. O segredo para o sucesso está na constância. Ou seja, a rotina deve ser repetida todos os dias, de maneira igual. Tudo deve começar ao anoitecer. Neste momento, é fundamental diminuir os estímulos e criar um ambiente agradável, propício ao sono, evitando barulho e claridade.

O sono do bebê

Soneca
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, dormir durante o dia não atrapalha o sono noturno dos bebês e crianças pequenas. Pelo contrário, até os 4 anos, as famosas sonecas são fundamentais para uma boa noite de sono, já que as crianças tendem a resistir a dormir quando estão muito cansadas, ficando irritadas e chorosas. Durante o dia, é importante que o bebê tire suas sonecas com a menor alteração possível no ambiente, o que significa que a claridade deve ser mantida, bem como o ritmo da casa. A providência ajuda eles a entender que o sono do dia é diferente do da noite, o que facilita a adoção de bons hábitos para dormir.

Falta de Sono
“A criança que dorme pouco ou não dorme bem pode apresentar problemas de comportamento, como irritação, agressividade, hiperatividade e desatenção. Em casos mais graves, pode haver até alterações no crescimento”, finaliza Moreira.

Para ler a matéria de Gladys Magalhães completa, clique aqui.

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Consultoria do Sono