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Como lidar com os filhos únicos?

Artigo retirado do portal português Sapo.pt

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Como lidar com os filhos únicos?
Especialistas apontam estratégias para as famílias com os filhos únicos.

Teresa Abreu, psicóloga clínica e coordenadora científica do guia A Nossa Gravidez, frisa que o fato de se ser filho único não é um elemento que defina por si só o futuro de uma criança. “Isso depende mais dos pais do que da criança, da educação que lhe dão, das expectativas e das pressões a que a sujeitam e das características da personalidade dos pais, ou seja, do modo como eles próprios são ou não adultos e como conquistaram a sua autonomia emocional e satisfação na vida”, refere Teresa Abreu, continuando: “Se os pais conseguirem valorizar-se e gozar a sua própria vida, não terão por que mandatar os filhos a fazê-lo por eles, criando para eles trajetórias que não lhes permitem encontrar-se enquanto pessoas diferenciadas, com desejo próprio.”

Os estudos mostram que o filho único pode ser mais seguro de si, com uma boa autoestima, independente e criativo. A criança pode ter maior maturidade, capacidade intelectual, capacidade de liderança e desenvolvimento linguístico, pela maior atenção e estimulação. “É fácil cair na tentação de mimar ou proteger em excesso os filhos, sejam únicos ou não, pois todos os pais têm de se confrontar continuamente com a angústia da separação ao vê-los crescer e a conquistarem, aos poucos, a sua independência e autonomia, com o medo dos perigos que os rodeiam e o desejo de os salvaguardarem. Em contrapartida, há a satisfação de os verem crescer, ir à conquista do mundo e da sua felicidade e de poderem tornar-se adultos seguros.” Teresa Abreu, psicóloga clínica, de Portugal.

Estratégias: Os pais devem facilitar momentos de partilha e integração com outras crianças, que os estimulem a participar em atividades fora da sua superproteção, e que desenvolvam as suas competências e fortaleçam a sua autoestima. Teresa Abreu aconselha que sejam definidos os limites. “É fundamental que os incentivem a perseguir os seus objetivos, experimentar as suas competências, aprender com os fracassos e regozijarem-se com os seus sucessos, o que requer apreciá-los pela coragem e aceitá-los e respeitá-los com os seus limites ou defeitos. Não tentarem compensá-los continuamente por serem únicos, pois todos os filhos o são”, termina.

Autora: Ana Margarida Marques