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Haptonomia – Comunicação com o feto através do toque

Você já ouviu falar em haptonomia? Tocar a barriga da mãe, sentir o bebê mexer… Todos os futuros pais praticam a haptonomia, em um momento ou outro, durante a sua gravidez. Esta ciência da afetividade, que já é reconhecida como um método de preparação para o parto, está atraindo futuros pais que desejam estabelecer contato com o filho ainda dentro do útero.

Antes de uma preparação pro parto, a haptonomia é uma preparação para a paternidade/maternidade. Essa ciência é baseada em dois princípios fundamentais: a relação triangular que liga o pai, a mãe e o bebê; e a comunicação através do toque. O objetivo é ajudar os futuros pais a olharem para o futuro, reconhecendo, da vida intra-uterina, a individuação de seu filho. Para isso, os pais devem desenvolver um toque muito fino, sensível, respeitoso e presente. Dentro desta relação triangular, o bebê é central. Para muitos especialistas nesta prática, esta abertura e aproximação emocional deve ser essencialmente voltada pro bebê.

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O toque da haptonomia não deve ser um gesto técnico, mesmo que seja necessário saber como posicionar as mãos corretamente, e conhecer as áreas do corpo onde exercer alguma pressão suave permite contato com a criança. É um toque simpático, emocional, generoso, terno e sincero, para que os pais possam se comunicar com seu bebê. O filho, por sua vez, cada vez mais vai responder aos convites! Os pais, ao sentirem o bebê interagir com eles, ficam mais seguros de sua capacidade de criar vínculos e tornarem-se pais!

A presença do pai às sessões de haptonomia não é apenas recomendada – é necessária. Seu papel será, primeiro, o de tranquilizar a mãe, através de palavras e atos, a fim de ajudá-la a relaxar e construir confiança. Somente quando a mulher estiver tranquila será possível a comunicação com o bebê intra-útero. Além disso, durante as sessões, ele aprende os movimentos para ajudar a parceira a encontrar posições que aliviam as dores e facilitam a respiração. Pais que praticaram a haptonomia, junto às parceiras, sentem-se realmente presentes e se envolvem na gravidez, aproximando-se do bebê e também da companheira.