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Paternidade no Divã

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Muito se fala sobre a relação da mãe com o filho. Desde a gestação a proximidade do bebê com sua mãe torna-se evidente – a mulher sente em seu corpo o desenvolvimento de outro ser, e fica evidente seu estado. Com recém-nascidos e até crianças maiores, por vezes, os pais sentem-se excluídos e podem até sentir ciúmes.

Quando o bebê nasce é natural que ele fique mais próximo à mãe pois, nos primeiros meses após o nascimento, a mulher fica muito identificada com o filho, e ambos passam por uma fase de transição e separação – do útero materno para o mundo real, da relação diádica mãe-bebê para as relações com terceiros. A presença do pai é fundamental nesse momento para inserir a criança no convívio social e também para o estabelecimento das regras e limites.

O pai tem uma função fundamental no desenvolvimento da criança para que ela possa desenvolver um sentimento de amor e proteção. Ele pode (e deve!) desempenhar algumas funções e auxiliar nos cuidados com o bebê. A aproximação do pai com o filho tem de se dar desde a gestação. Mesmo que ele não sofra as alterações corporais que a mulher sofre nesse período, ele não deve ser somente um espectador.

Durante a gravidez o pai pode participar acariciando ou passando óleo na barriga, além de conversar com o bebê. Participar na decoração do quartinho do bebê é mais uma maneira de construir um espaço para esse bebê, e tornar-se mais disponível psiquicamente para receber esse membro na família. Podemos dizer que o pai passa pela gestação psíquica desse filho. Ao nascer um bebê, nascem um pai e uma mãe.

É interessante que os pais participem das consultas médicas, acompanhem os exames e as ultra-sonografias, conversem com outros pais, ou seja, envolvam-se com o universo infantil. Depois do nascimento do filho, os pais devem tentar ir às consultas com o pediatra a fim de acompanhar o desenvolvimento e tirar as dúvidas.

Após o nascimento do bebê o pai pode oferecer suporte à mãe, que se sentirá mais cansada e debilitada por conta do parto e das alterações hormonais, além de todas as mudanças psíquicas e emocionais relacionadas ao puerpério. É comum que os homens sintam medo de segurar o bebê no colo por se sentirem desajeitados e incapazes de dar segurança para uma serzinho tão pequeno. Esse medo tem de ser enfrentado e superado! Trocar fraldas, dar banho, ninar o bebê podem ser atividades prazerosas tanto pro pai como pro bebê, além de ser uma ótima oportunidade para que eles estreitem a relação.

É comum que as mães fiquem de olho, vigiando o que os pais estão fazendo. Algumas até criticam e interrompem os pais no meio da atividade porque “ele não está fazendo direito”. Para que o pai consiga aproximar-se do filho e possa adquirir confiança, a mãe deve confiar e permitir que ele desempenhe várias funções.

Existem diversas formas dos pais se aproximaram dos filhos desde a gestação até depois do nascimento. Criar laços e fortalecê-los só trará benefícios para ambos. Você, papai, não tenha medo de se aventurar nesse novo universo. E você, mamãe, permita e incentive a aproximação do parceiro com o filho. Uma família unida e que divide as funções é mais saudável e mais feliz!

4 thoughts on “Paternidade no Divã

  1. Olá Maria Cecília,
    Parabéns pelo tema,e pelo blog!Também adoro este universo.Vou compartilhar seu texto no aubreypsicologa do facebook.Informações como essa devem ser multiplicadas!
    Abraço Aubrey

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