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Reprodução Assistida – Valéria

Falamos recentemente aqui no blog sobre reprodução assistida.

Pedi, na nossa página no facebook, para que mães que tiveram filhos através da reprodução assistida nos procurassem para contar sua história. Recebemos muitas respostas e todas, pouco a pouco, serão publicadas aqui no blog. São histórias de perseverança e, principalmente, de amor. Acompanhe o primeiro depoimento – a história de Valéria.

“Comecei o tratamento com 28 anos (levando-se em conta que foi todo feito pelo SUS, então demorou 1 ano e meio entre os primeiros exames e o procedimento da ICSI propriamente dita) e engravidei com 30 anos.

No nosso caso, descobrimos cedo e por acaso, com 21 anos, que meu marido possui agenesia de canal deferente, que impede a saída dos espermatozóides. Assim, não tentamos engravidar, pois sabíamos da condição de que somente poderíamos ter nosso bebê através de reprodução assistida. Assim, quando decidimos que era a hora, comecei a pesquisar clínicas e acabei descobrindo o HC da USP em Ribeirão Preto, que faz o tratamento gratuitamente, pelo SUS (excluindo-se apenas a medicação).

No nosso caso, o único meio viável era a ICSI (Injeção Citoplasmática Supra Interina), indicação unânime dos médicos da equipe.

Fomos abençoados logo na primeira tentativa! Tive 9 folículos, desses, 3 fertilizaram, mas um parou de crescer, e foram implantados 2 embriões, dos quais, Isadora permaneceu!

Não tivemos outros filhos, pois temos que passar por todo o procedimento novamente, como não há chance de engravidarmos naturalmente. Como não tive embriões congelados (pois nessa hipótese, obrigatoriamente, teríamos tentado novamente), optamos por não fazer um novo tratamento. Estamos amadurecendo a ideia de, a médio prazo, talvez, adotar uma criança.

Eu acho que nós ficamos MUITO tensos. Eu tive uma gravidez completamente normal (com direito a alguns enjoos e azia, risos), mas ficávamos sempre com medo de alguma coisa estar errada. Medo de perdermos o bebê, coisas que todo casal grávido sente, mas eu acho que nós sentíamos em maior proporção…

O pior momento do tratamento, sem dúvida nenhuma, é após a implantação dos embriões. Tivemos que esperar LONGOS 14 dias até fazer o exame de sangue para confirmar (ou não) a gravidez. É um período de angústia, ansiedade, incerteza, já que não há garantia nenhuma que dará certo. Me lembro de ter cólicas, e chorar, achando que ia menstruar (depois eu fiquei sabendo que é um dos sintomas da nidação).

Quando fiz o BETA e deu positivo, eu comecei a chorar, liguei pra todo mundo, MAS não acreditava. Achava que era “efeito colateral” dos hormônios… só acreditei mesmo uma semana depois, quando refiz o exame (risos).

Eu acho que o que mais existe é um “auto preconceito” com relação à infertilidade. As pessoas se sentem inferiores porque tem problemas de fertilidade e acabam escondendo da família, dos amigos, que estão fazendo tratamento.

Minha opinião é que isso é medieval. O fato de não poder engravidar naturalmente não muda a pessoa, nem o casal. Na época que comecei o tratamento, eu criei um blog (ativo até hoje, aos trancos e barrancos: http://pumpkinjuice.com.br) para aliviar um pouco a ansiedade, e de repente, um comentário, e outro e mais outro… no fim, encontrei MUITAS pessoas que passavam pela mesma situação (muitas das quais tenho contato até hoje). Recebemos muito apoio e carinho de nossa família e amigos (reais e virtuais). Todo mundo acompanhando, torcendo e vibrando! Eu brinco que Isadora deve ter sido quase tão esperada quanto o bebê Real… risos

Aos casais que lutam para ter um filho, eu digo apenas para que sigam seu coração. Eu acredito que reprodução assistida é estar no momento certo, com o embrião certo. O caminho é tortuoso, mas vale a pena!”

A família da Isadora Maternidade no Divã
A família da Isadora

 

6 thoughts on “Reprodução Assistida – Valéria

  1. Maria Cecília
    Sua iniciativa de reunir historias sobre reprodução assistida é muito legal, pois pode ajudar muita gente.
    Parabens para valeria e seu marido e Deus abençoe a isadora!!!
    G.

  2. Me orgulho muito dessa família e sou uma fã da Isadora, menina linda, charmosa, doce. Cada vez mais sou #izildinhafan (interna minha e da mãe dela). Felicíssima de ver essa história feliz por aqui.

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