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Reprodução Assistida

O post de hoje é uma introdução sobre um tema não abordado antes aqui no blog: a reprodução assistida. Nas próximas semanas vocês poderão acompanhar depoimentos de casais que não puderam engravidar pelos meios naturais e partiram para a reprodução assistida.

Reprodução Assistida é um conjunto de técnicas, utilizadas por médicos especializados, que tem como principal objetivo tentar viabilizar a gestação em casais com dificuldades de engravidar.

Uma recente resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre a reprodução assistida estabeleceu uma série de normas para regulamentar a fertilização in vitro e a inseminação artificial. A partir de agora, a idade máxima que a mulher pode ter para se submeter à inseminação artificial é de 50 anos. Antes, não havia limite de idade para a prática. O limite foi escolhido por causa do risco obstétrico. A partir de agora, somente homens com menos de 50 anos poderão doar para bancos de esperma. Além disso, homossexuais e solteiros são citados na resolução como elegíveis para a inseminação.

A nova resolução aumenta a possibilidade de uso da “barriga de aluguel” – parentes de até quarto grau (tias e primas) também podem emprestar o útero para este fim. O CFM não aceita o uso comercial da prática e só permite que ela seja feita quando a mulher que gera o filho tem algum parentesco com o pai ou com a mãe da criança.

Embriologista adicionando o esperma ao óvulo
Embriologista adicionando o esperma ao óvulo

Quando é feita uma fertilização in vitro, os médicos normalmente geram um número de embriões superior ao que vai ser inseminado na paciente. A partir de agora, a clínica só deverá manter os embriões congelados por cinco anos. Depois disso, eles poderão ser descartados ou doados para a ciência – a escolha será feita pela mãe na contratação do serviço.

A nova resolução permite a seleção genética de embriões para que o bebê não tenha uma doença hereditária que algum filho do casal já tenha demonstrado. Segue vetada, no entanto, a escolha do sexo do bebê em laboratório, exceto quando a seleção for feita com o intuito de evitar doenças ligadas a esse sexo.

Como é escolhida a técnica de reprodução assistida mais adequada para cada casal?

Uma minuciosa avaliação médica resultará na eleição da técnica certa para cada caso, o que dependerá da análise de testes físicos, provas laboratoriais e exames de imagem. A inseminação artificial (ou inseminação intrauterina) é indicada nos casos de dificuldade de ovulação, alterações anatômicas no colo do útero, distúrbios na produção de espermatozoides, mulheres jovens (em torno dos 35 anos) e com função tubária preservada. A fertilização in vitro é a opção para as que têm problemas nas trompas, estão acima dos 35 anos, fizeram ligamentos de trompas ou apresentam obstrução tubária.

Médico retirando óvulos usando o ultra-som vaginal
Médico retirando óvulos usando o ultra-som vaginal

Primeira parte: indução da ovulação

A etapa conhecida como indução da ovulação é comum às duas técnicas. Nela, há estímulo do crescimento do maior número possível de óvulos. No segundo dia do ciclo menstrual, inicia-se o uso de um hormônio injetável. A partir do 6º dia, opera-se o controle do estímulo ovariano através do ultrassom. Por volta do 8º ao 10º dia de uso de medicação, verifica-se se há resposta ovariana para uma ou outra técnica. Usa-se, então, um hormônio específico para amadurecer os óvulos e desencadear a ovulação. A partir de agora, as duas técnicas seguem por caminhos diferentes.

Inseminação artificial

De 36 a 42 horas após do início da ovulação, o casal retorna ao centro de reprodução, e os melhores espermatozoides colhidos do marido são inseminados no útero. O procedimento é indolor, não envolve cirurgia e o casal é liberado no mesmo dia. Após 21 dias da inseminação artificial, realiza-se o tão esperado exame de gravidez.

Fertilização in vitro

Nesta técnica, a paciente é submetida à captação de vários óvulos 36 horas após o uso do hormônio. É necessária uma cirurgia denominada punção ovariana por ultrassonografia transvaginal, que deve ser realizada com anestesia, e dura cerca de 20 minutos. Os óvulos são aspirados dos ovários, selecionados e, em seguida, unidos aos espermatozoides para formar os embriões. Após um breve repouso, o casal volta para casa. No laboratório, cada óvulo é imerso num recipiente especial. Formados, os embriões são colocados em uma estufa, que reproduz as condições ambientais da tuba uterina, onde ficarão até serem formados os blastocistos – estágio final do desenvolvimento embrionário. Após três dias, acontecerá a transferência dos embriões para o útero. Após 12 dias da transferência, é realizado o exame de gravidez.

Fontes:

Revista Viva Saúde

Projeto Ghente

Bem Estar – Rede Globo