Paternidade no Divã

nov 14

Pai-Filho Maternidade no divã

© moodboard/Corbis

Muito se fala sobre a relação da mãe com o filho. Desde a gestação a proximidade do bebê com sua mãe torna-se evidente - a mulher sente em seu corpo o desenvolvimento de outro ser, e fica evidente seu estado. Com recém-nascidos e até crianças maiores, por vezes, os pais sentem-se excluídos e podem até sentir ciúmes.

Quando o bebê nasce é natural que ele fique mais próximo à mãe pois, nos primeiros meses após o nascimento, a mulher fica muito identificada com o filho, e ambos passam por uma fase de transição e separação - do útero materno para o mundo real, da relação diádica mãe-bebê para as relações com terceiros. A presença do pai é fundamental nesse momento para inserir a criança no convívio social e também para o estabelecimento das regras e limites.

O pai tem uma função fundamental no desenvolvimento da criança para que ela possa desenvolver um sentimento de amor e proteção. Ele pode (e deve!) desempenhar algumas funções e auxiliar nos cuidados com o bebê. A aproximação do pai com o filho tem de se dar desde a gestação. Mesmo que ele não sofra as alterações corporais que a mulher sofre nesse período, ele não deve ser somente um espectador.

Pai-bebê Maternidade no divã

© Aurelie and Morgan David de Lossy/cultura/Corbis

Durante a gravidez o pai pode participar acariciando ou passando óleo na barriga, além de conversar com o bebê. Participar na decoração do quartinho do bebê é mais uma maneira de construir um espaço para esse bebê, e tornar-se mais disponível psiquicamente para receber esse membro na família. Podemos dizer que o pai passa pela gestação psíquica desse filho. Ao nascer um bebê, nascem um pai e uma mãe.

É interessante que os pais participem das consultas médicas, acompanhem os exames e as ultra-sonografias, conversem com outros pais, ou seja, envolvam-se com o universo infantil. Depois do nascimento do filho, os pais devem tentar ir às consultas com o pediatra a fim de acompanhar o desenvolvimento e tirar as dúvidas.

Após o nascimento do bebê o pai pode oferecer suporte à mãe, que se sentirá mais cansada e debilitada por conta do parto e das alterações hormonais, além de todas as mudanças psíquicas e emocionais relacionadas ao puerpério. É comum que os homens sintam medo de segurar o bebê no colo por se sentirem desajeitados e incapazes de dar segurança para uma serzinho tão pequeno. Esse medo tem de ser enfrentado e superado! Trocar fraldas, dar banho, ninar o bebê podem ser atividades prazerosas tanto pro pai como pro bebê, além de ser uma ótima oportunidade para que eles estreitem a relação.

Pai-bebê Maternidade no divã

© Sharie Kennedy/LWA/Corbis

É comum que as mães fiquem de olho, vigiando o que os pais estão fazendo. Algumas até criticam e interrompem os pais no meio da atividade porque “ele não está fazendo direito”. Para que o pai consiga aproximar-se do filho e possa adquirir confiança, a mãe deve confiar e permitir que ele desempenhe várias funções.

Existem diversas formas dos pais se aproximaram dos filhos desde a gestação até depois do nascimento. Criar laços e fortalecê-los só trará benefícios para ambos. Você, papai, não tenha medo de se aventurar nesse novo universo. E você, mamãe, permita e incentive a aproximação do parceiro com o filho. Uma família unida e que divide as funções é mais saudável e mais feliz!