Adoção - A construção da Maternidade
dez 18
Segundo a psicóloga Vera Iaconelli, diretora do Instituto Brasileiro de Psicologia Perinatal Gerar, ter um filho, natural ou adotado, implica em que abandonemos mesmo a fantasia que durante uma vida, desde que éramos crianças, cultivamos sobre ter filhos, sobre maternidade e paternidade. “De certo modo, todos nós somos adotados. Faz parte da função materna abandonar o bebê sonhado, idealizado, e acolher o bebê real, que, no início, é um desconhecido. Essa adaptação sempre demora um tempo, sempre tem um estranhamento, seja um filho saído de nossa barriga ou não”, diz.
“Toda criança, em algum momento, seja adotada ou não, vai testar seus pais”, diz Vera Iaconelli. Normalmente, ela faz isso quando já se sente segura, ou seja, depois de algum tempo. Portanto, por mais que seja difícil, essa fase pode indicar que tudo está indo bem.
“A gravidez é um evento social de enorme reconhecimento. Quando ela não acontece, mas ainda assim novo um filho irá formar parte da família, é importante comunicar isso, partilhar a novidade e significar essa chegada”, diz a psicóloga Vera Iaconelli. “Tanto para que a criança tenha um lugar, quanto para que a mãe seja socialmente reconhecida.”
“Toda mãe, adotiva ou não, quando o filho nasce ou chega, sente estranhamento, medo e até um humor meio triste, o chamado baby blues”, explica Vera. Isso acontece porque as mulheres, nesse momento, precisam abandonar a imagem do filho sonhado, aquele que elas imaginaram tantas vezes, desde a infância, para dar lugar ao filho real. “Não é porque nasceu de nossa própria barriga que a criança deixa de ser uma estranha”, diz Vera. “Esse estranhamento é comum, faz parte da adaptação, da chegada, e acontece com filhos naturais ou adotados.” Diante de tantas mudanças, lembre que é comum sentir ambivalência, insegurança, tristeza. Nessas horas, procure dividir os sentimentos com outras mulheres, com pessoas próximas, e ter muita calma. É preciso se dar um tempo para conhecer o seu filho e para se conhecer como mãe.
(Trechos do artigo Maternidade não é instinto. É construção.)




Eu tenho 2 filhas do coração, que são minha vida!!! São filhas, são minhas. Muito amor!!! Dalila e Veronica, eu amo vcs!!!
Eu amo ser mãe!!