Como deixar de ser um pai ansioso e aproveitar seu filho
jul 06
O texto a seguir é uma adaptação do artigo de Janet Lansbury, que pode ser lido integralmente aqui (em inglês).
*
A intensa pressão que muitos pais sentem para desempenhar bem o papel de educadores e formadores de seres humanos, combinada com todos os desafios físicos dessa fase - a privação do sono, alterações hormonais, a recuperação no pós-parto, etc. - pode facilmente jogar os pais num ciclo de ansiedade. Esta situação é agravada nos casos em que o bebê enfrenta complicações de saúde ou outros problemas.
Através dos ensinamentos de Magda Gerber, Janet Lansbury aprendeu que uma abordagem ansiosa, em pânico, tende a criar ainda mais dificuldades para os bebês. Por sua vez, o desconforto deles vai amplificar as ansiedades dos pais, e assim o ciclo começa. Em outras palavras, a chave para criar uma criança menos estressada e mais auto-confiante, e para aproveitar a experiência como pais, pode ser acalmar a nós mesmos - os adultos.

Simples não significa necessariamente fácil, mas Magda sugeriu que os pais comecem mudando sua perspectiva e, essencialmente, confiando na competência inata dos filhos. Em termos práticos, isto significa:
- Em vez de se sentir responsável por prevenir ou acabar com o choro, primeiro aceite-o, para que possa entender e atender com precisão o que está sendo comunicado.
- Em vez de assumir que todas as queixas do bebê refletem uma necessidade intensa e necessitam de uma ação imediata, deve-se entender que os bebês choram para expressar uma ampla gama de pensamentos e sentimentos. Apesar de toda a comunicação da criança merecer uma resposta rápida e reconhecimento, uma resolução urgente e imediata do problema é apenas ocasionalmente necessária.
- Em vez de tentar distrair e entreter as crianças a todo tempo, confie na capacidade inata das crianças para brincarem e divertirem-se.
- Em vez de agir por medo, conduzir todo o processo com confiança nas competências básicas da criança.


