As crianças e a separação dos pais
jan 23
A separação conjugal está se tornando cada vez mais comum. Relação desgastada, brigas, falta de desejo sexual, desarmonia - o processo de divórcio é doloroso para qualquer casal. E as crianças? Como os filhos ficam diante do fim do casamento dos pais? Essa experiência, que já não é fácil para os pais, pode se tornar devastadora para as crianças, quando elas tornam-se alvo das disputas e depositário das frustrações dos pais.

A separação do casal pode gerar um sentimento de insegurança nas crianças. Mas, manter um casamento por causa dos filhos é um dos erros mais frequentes que acontecem. Uma separação amigável é infinitamente melhor para uma criança do que uma convivência desarmônica e conflituosa.
”Insistir em um casamento acabado só prolonga a exposição da criança à convivência estressante entre os pais.” Bebê Abril
A comunicação entre o casal é fundamental para que medidas sejam tomadas a fim de minimizar os impactos do divórcio na vida do filho. É essencial que ele seja comunicado do que está acontecendo, mas as explicações e a quantidade de informações devem ser adequadas à sua capacidade de compreensão. Não se pode pensar que a criança não sabe que está acontecendo algo diferente, ou que não entende. Pode ser que ela não compreenda efetivamente o que é um divórcio, mas ela sabe que as coisas mudaram, ela sente, e por isso tem que ser comunicada.
É importante que ambas as partes do ex-casal estejam presentes no anúncio da separação. O filho deve saber que, independente das mudanças que fatalmente irão acontecer, o vínculo com ambos os pais não está ameaçado. A comunicação reforça um sentimento de segurança e de confiança da criança em seus pais, e isso é fundamental para uma boa relação e uma melhor elaboração da separação. Quando decidido, a criança deve ser informada com quem irá morar, como e quando terá contato com um ou outro.
A criança deve sentir que pode expressar seus sentimentos de tristeza e insatisfação. Suas preocupações devem ser exteriorizadas, a fim de que não se transformem em culpa e dúvidas - “será que eles estão se separando por minha causa?”, “será que eu fiz alguma coisa errada?”. O filho deve compreender que essa é uma decisão do casal, e não dos pais.

Um dos maiores erros cometidos pelos pais no processo de divórcio é incentivar o filho a tomar partido por um progenitor. Denegrir a imagem do outro, principalmente quando este está ausente, é uma falha grave frequentemente cometida pelos casais. Evitar brigas na frente das crianças e não falar mal do ex-companheiro são medidas importantíssimas para amenizar os inevitáveis traumas.
É interessante que os pais comuniquem à escola sobre o processo que estão passando, e pedirem para que sejam informados caso haja alguma mudança no comportamento e no rendimento escolar. Além disso, é essencial que a criança continue mantendo contato com as duas famílias: avós, primos, tios e todos os outros com quem tinham relação antes da separação.
Filhos de pais separados não tornam-se adultos traumatizados. O que diferencia uma experiência traumática de uma não-traumática é como a separação se deu, qual posição essa criança ocupou durante o processo, e quais condutas foram tomadas pelos pais a fim de suavizar as dores, os medos e conflitos derivados da situação. Mesmo que o sofrimento seja inevitável, afinal a separação interfere em toda a vida familiar, se feita de forma adequada e preocupada com a criança, ela continuará saudável e equilibrada, sentindo-se amada e segura.
Não hesite em contatar um profissional caso não seja possível enfrentar essa situação sozinho(a). O psicólogo pode auxiliar na elaboração da separação pelos membros do casal e para a criança, minimizando assim possíveis traumas e conflitos.










Olá, gostei muito tb da sua matéria. estou fazendo meu TCC da pós, falo sobre como a separação dos pais interfere na educação dos filhos, se vc tiver mais conteúdos me envie por favor.
Oi Adriana, tudo bem?
Em breve publicarei mais coisas sobre separação!
Obrigada! Bjs
Oi Maria Cecília! Adorei o post. Muito esclarecedor. Imagino a angustia de um casal que vive a dor da separação em ter que comunicar a decisão à criança. Não deve ser nada fácil, mas quando nos colocamos no lugar da criança percebemos a importância de não adiar a decisão. Beijos, Gisa Hangai
Oi Gisa! Obrigada pela visita. A situação realmente é bastante delicada, mas com cuidado conseguimos interferir menos na vida da criança! Beijos!
Ótimo texto Ciça! Vale como uma lição para nós, pais separados. É fundamental que ambas as partes queiram o bem da(s) criança(s) e ajam efetivamente para isso! Bjs
Obrigada Bernardo! Bjs
Oi querida, adorei a abordagem… tudo o que vc falou deve ser levado em consideração no momento da separação, mas o que vemos por aí é ao contrário, é triste, mas é a realidade, pais separados precisam ir de encontro com textos como esses pra refletir
Adorei o blog, bjss
http://cphilene.wordpress.com/
Olá Cris, obrigada pelo comentário!
O momento do divórcio é uma fase muito difícil para os casais. Entretanto, não podemos esquecer dos pequenos que também vivem esse período de mudanças!
Obrigada pela visita.
Beijos, Maria Cecília