Leis anti-fumo reduzem nascimentos prematuros e visitas hospitalares na infância
ago 22
A instauração de leis anti-fumo em locais públicos e locais de trabalho na América do Norte e na Europa foi rapidamente seguida por grandes quedas nas taxas de nascimentos prematuros, e crianças que vão ao hospital com crises de asma, de acordo com a primeira revisão sistemática que examina o efeito dessa legislação anti-fumo sobre a saúde infantil, publicada na revista The Lancet. A análise de 11 estudos feitos nesses países mostrou que as taxas de nascimentos prematuros e de atendimentos por asma foram reduzidos em 10%, apenas um ano depois das leis entrarem em vigor.
Atualmente, apenas 16% da população mundial vive sob leis antifumo, e 40% das crianças em todo o mundo são regularmente expostas ao fumo passivo. Até o momento, a maioria dos estudos analisaram o impacto da proibição de fumar nos adultos, mas as crianças representam mais de um quarto de todas as mortes e podem perder mais da metade de anos de vida saudável devido à exposição ao fumo passivo.
A pesquisa liderada por Jasper Been, da Maastricht University, na Holanda, encontrou reduções significativas no parto prematuro e ataques graves de asma na infância, assim como um declínio de 5% nas crianças que nascem muito pequenas para a idade gestacional (PIG), após a introdução das leis anti-fumo. “Esta pesquisa demonstrou o potencial que a legislação antitabagista oferece para reduzir nascimentos prematuros e crises de asma na infância”, diz o co-autor Professor Aziz Sheikh, do Hospital Brigham and Women, EUA, e da Universidade de Edimburgo, Reino Unido. “Os muitos países que ainda estão por cumprir a legislação antitabagista devem, à luz destes resultados, reconsiderar suas posições sobre esta importante política de saúde.”
(Leia o texto completo, em inglês, aqui)






