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Vou conseguir amar meu segundo filho como amo o primeiro?

Às vezes você se sente tão consumida pelo o amor que sente pelo primogênito que é difícil imaginar ter amor o suficiente para dar ao segundo filho.

Eu sou fã do Tiago e da Gabi – acompanho o canal do casal no YouTube desde o começo da gestação da Manuh. Esses dias o Tiago postou uma reflexão sobre o medo de não amar o segundo filho. Fiquei pensando sobre o assunto e resolvi vir refletir por aqui também!

segunda-gravidez

Seguem alguns depoimentos que encontrei sobre o assunto:

“Eu entrei em pânico no momento em que descobri que estava grávida porque eu não sabia se eu poderia amar outra criança o tanto que amava meu filho. Eu chorei muito, e me senti muito culpada por estar sendo responsável por uma mudança tão grande na vida do meu primeiro filho. Geralmente sou muito racional, então fiquei chocada com meus sentimentos! Mas quando segurei minha bebezinha no colo pela primeira vez, me apaixonei. Ela ama o irmão, e ele a ama também. Hoje me sinto boba por ter ficado tão preocupada durante a gravidez. Nós nos divertimos muito juntos e eu os amo muito!” Liz

“No meu nono mês de gravidez, eu sentava no chão do quarto do meu filho e chorava enquanto lia para ele, lamentando que o nosso tempo juntos, sozinhos, estava chegando ao fim. Eu até mesmo me ressentia do fato de que, apesar da minha vontade de ter um segundo filho, existiria outro ser humano que precisaria de mim e que prejudicaria minha relação com meu filho perfeito. Eu pensava: como eu poderia amar alguém tanto quanto amo o meu primeiro filho? (…) Então, meus receios eram infundados. Eu não tive, nem por um minuto, que fingir que amo meu segundo bebê tanto quanto amo seu irmão mais velho. Isso veio totalmente naturalmente. (…) ele tornou nossa família mais rica com sua presença, deixou a mim e seu pai mais descontraídos e nos tornou melhores pais!” Darcy

“Quando minha primeira filha nasceu em 2002, eu estava totalmente obcecada. Eu não podia acreditar que eu poderia amar alguém tanto quanto eu a amava. Para mim, ela era o significado do amor e da vida. Mas quando eu pensei em ter um segundo filho (…) eu me perguntava como eu poderia “compartilhar” o tempo e a atenção que eu dava a minha filha. Foi perturbador pensar o quão rejeitada ou traída ela poderia se sentir, ao me ver dando meu tempo, atenção e amor para outra pessoa. (…)” Kelly

Você está esperando o segundo filho? O poema a seguir deve ser impresso e colado em todos os cômodos da casa! rs

“Eu caminho segurando a sua mãozinha de 2 anos de idade, aquecendo-me do brilho da nossa relação mágica. De repente, sinto um chute, como se algo me lembrasse que o nosso tempo sozinhas é limitado. E eu me pergunto: como eu poderei amar outra criança como eu te amo?
Então ele nasce, e eu o vejo. Eu assisto a dor que você sente por ter que me dividir, como nunca me compartilhou antes. Eu ouço você me dizendo de sua própria maneira, “Por favor, ame somente a mim”. E ouço-me dizer a você, da minha maneira: “eu não posso” – sabendo que, na verdade, eu nunca poderei novamente.
Você chora. Eu choro com você. Eu quase vejo o novo bebê como um intruso na relação preciosa que nós tínhamos. Uma relação que nunca conseguiremos ter novamente.
Mas então, sem perceber, encontro-me ligada a esse novo ser, e me sinto culpada. Eu tenho medo de deixá-la perceber que estou gostando dele, como se eu estivesse traindo você. Mas então eu noto uma mudança em você: o ressentimento primeiro vira curiosidade; em seguida, vira proteção e, finalmente, torna-se afeição genuína.
Mais dias passam, e nós estamos nos adaptando a uma nova rotina. A memória dos dias com apenas nós 2 está desaparecendo rapidamente. Mas algo mais está substituindo aqueles momentos maravilhosos que compartilhamos, só nós 2. Há novos tempos – só que agora, somos três.
Eu vejo o amor entre vocês crescer, a maneira de olhar um para o outro, como se tocam. Eu vejo como ele adora você – como eu já te adoro há tanto tempo. Eu vejo como você fica animada a cada uma das novas realizações de seu irmão. E então eu começo a perceber que eu não tirei algo de você, eu dei-lhe algo.
Eu observo que já não tenho medo de compartilhar meu amor abertamente com vocês 2. Percebo que o meu amor por cada um de vocês é diferente, como vocês também são, mas é igualmente forte.
E a minha pergunta é finalmente respondida, para minha surpresa! Sim, eu posso amar outra criança tanto quanto eu te amo – mas de forma diferente. E, apesar de eu perceber que você tem que compartilhar meu tempo, agora eu sei que você nunca vai precisar dividir meu amor. Há amor o bastante para vocês dois. Eu amo vocês dois. E agradeço-lhes por abençoarem minha vida.”
(Autor Desconhecido)*

*tradução livre por mim, texto em inglês aqui.

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