Depoimento: Meu filho morreu de uma doença evitável por vacina
fev 23
O filho de Linda morreu de uma doença evitável por vacina; aqui está o que essa mãe quer que você saiba:
Quando meu filho Gabriel era pequeno, ele implorarava, chorarava e até mesmo hiperventilava quando ia tomar vacina. Como muitas crianças, ele tem aversão a agulhas e ficava chateado por vários dias se ele soubesse que iria ao médico.
Quando ele era criança, nós falávamos sobre por que as vacinas são tão importantes: iriam impedi-lo de ficar doente. Agora, aos 8 anos, ele sabe a verdade mais dolorosa da nossa família: seu irmão morreu de uma doença que é hoje evitável por vacina.
Nosso primeiro filho, Phoenix, um menino brilhante, alegre, que me tornou mãe, tinha 7 meses e 4 dias quando morreu de Neisseria meningitidis, a meningite bacteriana que o matou menos de 12 horas depois de seu primeiro sintoma.

Phoenix Anderson
Durante meses após a morte de Phoenix, sempre que eu ia dormir, sonhava que estava tentando salvá-lo novamente. Eu fiquei louca tentando juntar as peças do quebra-cabeça para tentar identificar quando e onde meu filho tinha sido exposto. Eu nunca encontrei.
Eu esperava desesperadamente que uma vacina seria desenvolvida para proteger as crianças como Phoenix. Eu esperava que isso acontecesse enquanto eu estivesse viva, para que eu pudesse presenciar. E aconteceu. Há alguns meses, a FDA aprovou uma vacina para ser usada nos EUA. Essa vacina já estava disponível na Europa e no Canadá, mas não nos EUA. Por enquanto ela é recomendada para as crianças acima de 10 anos. Eu acredito que em algum momento ela será aprovada para uso em crianças menores.
No dia em que eu ouvi sobre a decisão da FDA, eu mal podia acreditar. Eu estava profundamente grata por todas as vidas que ela poderia salvar. Mas ao mesmo tempo, sabia que tinha sido tarde demais para Phoenix.
Conforme eu lia sobre o surto de sarampo se espalhando por todo o país, eu não pude evitar de pensar que nós simplesmente esquecemos. Não vemos mais essas doenças; elas não parecem reais. Eu sei que os pais que optam por não vacinar seus filhos realmente acreditam que estão fazendo o melhor para eles. Eles amam seus filhos tanto quanto eu. Mas o que eu quero que eles saibam é que eu daria qualquer coisa - eu trocaria todo o resto da minha vida para voltar no tempo pela oportunidade de dar ao Phoenix a vacina que teria salvado sua vida.
Queremos acreditar que somos invencíveis e que nada pode afetar nossos filhos. Temos acesso aos melhores cuidados médicos. Muitas das doenças mortais que varreu comunidades já foram erradicadas devido à vacinação. Esquecemos do perigo dessas doenças - até agora, quando a Disneyland tornou-se o marco-zero para um surto de sarampo que se espalha rapidamente entre os visitantes não vacinados.
Vacinar o seu filho significa admitir o possível - que o bicho-papão é real e existem doenças que podem matá-lo.
Anualmente, no Dia das Mães, eu vou ao cemitério onde Phoenix está enterrado para lavar seu túmulo. Eu vou também para uma parte mais antiga do cemitério, onde as crianças foram enterradas há tanto tempo que as suas famílias não estão mais vivas para cuidar de suas sepulturas. Espero que um dia, daqui a alguns anos, quando eu me for, outra mãe faça isso para Phoenix.

Linda e Phoenix
Eu só posso imaginar como os pais de quase um século atrás teriam adorado saber que agora temos uma vacina contra a gripe. A verdade é que, mesmo que desejemos o contrário, nem sempre podemos proteger os nossos filhos. Mas podemos dar aos nossos filhos todas as chances que nos for possível.
Há muita raiva e hostilidade agora em torno da questão da vacinação. Mas para mim, o que realmente vem em mente é a memória de um pequenino bonito, brilhante, e que era todo o amor.
Em poucos anos, Gabriel vai ter idade suficiente para tomar a vacina para a Neisseria meningitidis tipo B. E então eu vou dizer a ele, como eu faço depois de todas as suas outras vacinas, “Você está seguro.”… É o melhor que posso fazer.
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Linda Annette Dahlstrom Anderson é um escritora e editora no Fred Hutchinson Cancer Research Center. Vive em Seattle (EUA) com o marido, Mike, e seu filho, Gabriel.
Texto original (em inglês) AQUI



Que história triste
Mas é tão importsnte disseminar essas informações. É um absurdo o que está acontecendo na Disney da Califórnia! Muitas crianças nao sendo vacinadas…. Precisamos vacinar nossos filhos!!! Parabéns Maernidade no Diva pela coragem de se posicionar em um tema tão polêmico.