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Admiring Autism – Quebrando os mitos sobre autismo

No último 28 de abril, saiu uma reportagem muito interessante no site BBC News UK sobre a inglesa Sara Dunn, que desde que seu filho foi diagnosticado como autista, vem tentando “desafiar os mitos que cercam o autismo” com sua câmera. Sara e seu noivo tem um filho de dois anos chamado Frank. Inicialmente eles se perguntavam se Frank era surdo, até que um médico mencionou a possibilidade de autismo.

A fotógrafa decidiu documentar suas experiências de seu filho e de outras famílias afetadas pelo autismo, através da fotografia. Ela permanece com as famílias por 48 horas para tirar as fotos, e deseja organizar uma exposição pública de seu trabalho, Admiring Autism.

Frank (© Sara Dunn)
Frank (© Sara Dunn)

“Algumas pessoas disseram-me que não acreditam em autismo, que meu filho é somente uma criança travessa. Falaram que crianças autistas não sabem amar. Eles sabem”, afirma Sara. “Nós pensamos que teríamos uma luta complicada, por todas as histórias de horror que ouvimos sobre a demora do diagnóstico, mas foi fácil com Frank, devido à gravidade de suas necessidades”, disse ela. Ele tinha 23 meses de idade quando diagnosticado como autista. O pediatra de Frank afirmou que foi a primeira vez que diagnosticou uma criança com menos de dois anos. “Foi muito difícil, estou otimista sobre isso agora, mas na época eu vivi um luto – foi uma bifurcação na estrada”, explicou Sara.

Após o diagnóstico, ela decidiu começar a tirar fotos de Frank para ajudá-la a lidar com a condição do filho. “Eu fiz isso, inicialmente, para me lembrar que há dias bons e há pequenas realizações. Mas, antes que percebesse, também passei a fotografar os dias ruins para mostrar os profissionais envolvidos”, disse ela. “Através da fotografia, eu percebi os pequenos triunfos que ele tem. Mais contato visual regular, mais abraços, começando a entender comandos simples como ‘banho’ ou ‘suco’, é um bom lembrete de quão agradáveis essas crianças são”. Ela acrescentou que as imagens a ajudaram a lidar com os “colapsos de Frank e quando ele me bate”.

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Frank (© Sara Dunn)

Depois de postar suas fotos em mídias sociais, outras famílias em todo o Reino Unido começaram a entrar em contato para dizer que eles também estavam passando por uma experiência semelhante. Ela decidiu, então, saber mais sobre os altos e baixos do autismo, passando horas com outras famílias. “A parte de permanecer muitas horas é importante. Apenas ir, tirar uma foto e ir embora não faz sentido, porque isso não é o que representa o que realmente é a vida dessas pessoas”, explica Sara.

Sara sugere que suas imagens “mostram coisas que as pessoas podem pensar que as pessoas autistas não fazem, como beijos, abraços e sorrisos”. Ela espera expandir sua coleção, Admiring Autism, para cobrir a vida das crianças mais velhas e adultos com autismo. A National Autistic Society chamou sua ideia de um “projeto inspirador”.

Sara disse que tinha medo do futuro, mas as fotos foram ajudando a criar uma pequena comunidade para compartilhar suas preocupações e experiências. “Nós devemos admirar essas crianças, mas também devemos admirar os pais e educadores, pois eles passam por muitas lutas, e passam por isso tendo que seguir em frente, todos os dias”.

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Artigo baseado integralmente na matéria da BBC News.

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