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Recém-mãe tira a própria vida: Depressão Pós-Parto em silêncio

Recentemente uma notícia abalou os Estados Unidos. Allison Goldstein, mãe de uma menina de 4 meses, se suicidou, provavelmente devido a uma Depressão Pós-Parto (DPP). Ela escreveu um e-mail de despedida para sua família, no qual expressou seu sofrimento e sua dificuldade em pedir ajuda. “Sinto muito por não ter conseguido explicar a minha dor e procurar ajuda”, disse a americana de 32 anos.

Mother In Nursery Suffering From Post Natal Depression

Ela não estava sozinha nesta luta. Estima-se que 900.000 mulheres sofrem de DPP a cada ano nos EUA, mas apenas 15% delas recebem tratamento profissional. Claramente, muito mais esforço deve ser feito para educar as mulheres grávidas e suas famílias sobre transtornos de humor na fase perinatal. Precisamos continuar lutando contra o estigma da doença mental, de modo que as pessoas não sintam vergonha de procurar ajuda!

O senso comum acredita que a depressão pós-parto é tipicamente marcada por mudanças óbvias em hábitos de sono ou alimentares, crises de choro, raiva, ansiedade - no entanto, os sintomas da DPP são numerosos e variados, e nem todos podem ser vistos externamente . Muitos destes sintomas são invisíveis aos amigos, colegas e até mesmo à família. A realidade é que depois do parto há muita ênfase no bebê. É muito importante perguntar para mãe: como você está? Como você está lidando com todas essas mudanças? Estudos afirmam que o suicídio é a principal causa de morte entre as mulheres no primeiro ano pós-parto.

Na verdade, a maioria dos sintomas de DPP são internos, e incluem sentimentos de culpa, inutilidade, vazio, apatia, desesperança e desespero. Algumas mães escondem esses sentimentos, e enterram essas emoções. Algumas mães mantem isso em segredo, porque temem ser julgadas. Sentem-se inadequadas como esposas, mães e mulheres, e sentem que estão falhando! Allison Goldstein não demonstrou seu sofrimento, e para ela sua única saída foi tirar a própria vida.

Peça ajuda

A pressão da sociedade para “ser a mãe perfeita” pode dificultar a busca por ajuda, mas é extremamente importante que você obtenha a ajuda que precisa para proteger você e seu bebê. Em primeiro lugar, peça ajuda de familiares e amigos. Participe de um grupo de apoio para as novas mães, que podem dar-lhe um lugar seguro para compartilhar seus sentimentos. Se os sintomas não desaparecem dentro de duas semanas ou se você tem pensamentos obsessivos sobre auto-agressão ou ao bebê, converse com seu médico imediatamente.

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