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Meu filho não larga a chupeta, e agora?

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A sucção, para os bebês e as crianças até dois anos, é muito importante. Eles não sugam apenas para saciar a fome, mas também para suprir a necessidade de sugar. Além disso, a sucção é um recurso que o bebê dispõe para se acalmar e é fundamental para o amadurecimento psíquico.

Pode-se dizer que a criança descobre o mundo pela boca. Desde o nascimento até por volta dos 24 meses é comum que a criança leve à boca todos os objetos que esteja manipulando, experimentando tudo o que existe. Nessa fase, a chupeta não deve ser vista somente como vilã, uma vez que ela conforta a criança na ausência do seio materno.

“O uso da chupeta tem aumentado muito nas últimas três décadas. (…) sociedade moderna, que até já incorporou a chupeta no vestuário do bebê” (VALLE et al.)

A Associação Brasileira de Odontopediatria e o Ministério da Saúde preconizam que o uso da chupeta deva ser eliminado até, no máximo, os 3 anos – a época ideal seria até os 2 anos. Além disso, espera-se que nessa faixa etária a criança já tenha outras atividades e possua outros interesses, desligando-se do hábito de chupar chupeta.

Parar de usar chupeta é mais fácil que parar de chupar dedo, mas como acabar com esse hábito da criança? O processo de retirar a chupeta pode ser iniciado com a visita a um odontopediatra. Existem alguns recursos que os pais podem lançar mão na hora de eliminar o uso da chupeta: avisar, aos poucos, que está chegando a hora de parar de chupar chupeta, propondo que a criança escolha outro acessório mais adequado para sua idade; evitar que o objeto fique tão disponível como antes; criar histórias – dar a chupeta pro Papai Noel, pro Coelhinho da Páscoa, ou deixá-la embaixo do travesseiro para a fada da chupeta pegá-la – fazer uso da fantasia sem medo!

“É essencial que a mãe evite usar com insistência a chupeta como “rolha” para que o bebê incomode o mínimo possível. É importante que a mãe saiba que o único canal de comunicação com o bebê é o choro e que ela tem que aprender a lidar com isso e com a ansiedade gerada dentro de si. (VALLE et al.)

O ideal é que esse processo seja gradual e com colaboração da criança, minimizando os traumas,  evitando que se altere seu equilíbrio físico-psicológico. Os pais tem que ser pacientes e carinhosos, compreendendo o papel afetivo da chupeta na vida da criança.

Marly do Valle e colaboradores sugerem que os pais fiquem atentos quanto ao fato de que:

– A amamentação natural é fundamental e deve ser sempre que possível a primeira escolha, diminuindo a necessidade de sucção extra;
– É conveniente alimentar a criança acostumada à mamadeira com um bico ortodôntico que obriga a criança exercitar a musculatura facial;
– Os pais devem tomar consciência da presença do hábito: observem seu filho, como e em quais condições o hábitos ocorrem, qual a freqüência e como a criança sente-se a respeito;
Nunca criticar, ridicularizar ou aplicar uma punição por estar sugando a chupeta ou dedo. Essas atitudes podem reforçar o hábito;
– Em casos de uso da chupeta, ela não deve ser deixada à mão e nem presa à correntinhas ou presilhas nas roupas, para que o hábito não seja estimulado;
– O bico da chupeta deve corresponder ao formato do palato e usado na posição correta.”

8 thoughts on “Meu filho não larga a chupeta, e agora?

    1. Shairane, ainda tem tempo para isso se tornar um problema… mas veja as dicas para evitar que esse hábito se prolongue além do adequado! Obrigada pela visita.

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