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Perda Gestacional/Neonatal - Uma Lembrança aos Pais (NILMDTS)

jan 06

Recentemente conheci a organização sem fins lucrativos Now I Lay Me Down to Sleep (NILMDTS), através da internet.

Cheryl Haggard and Sandy Puc’ fundaram a NILMDTS em 2005, depois que o recém-nascido de Cheryl, Maddux, faleceu. A NILMDTS oferece aos pais enlutados a oportunidade de terem uma lembrança concreta de seus amados filhos, através de fotos registradas por um profissional - e sem nenhum custo para a família! Todos os fotógrafos são voluntários no projeto.

Cheryl Haggard e Maddux (Foto: NILMDTS)

Cheryl Haggard e Maddux (Foto: NILMDTS)

“Nós acreditamos que essas imagens servem como um passo importante no processo de luto da família, honrando o legado da criança.”

A princípio a ideia pode soar estranha, ou até mórbida. Mas a história de Stacy Rader esclarece a importância desse projeto:

Ela descobriu que seu filho Caelan não ia sobreviver, depois de apresentar uma grave piora na UTI Neonatal, e imediatamente descartou a idéia de tê-lo fotografado. “Eu pensei, ‘Você não tira fotos desses momentos terríveis na vida.'” Mas algo mudou quando o enfermeiro Eugene aproximou-se dela, emocionado, e pediu para ela chamar a NILMDTS. Ele disse que ela iria querer essas fotos, que representaria o seu legado. Stacy estava tão desnorteada que lembra pouco da experiência. Mas com o tempo, ela passou a ser tremendamente grata pelas memórias. “(…) eu consigo lembrar de detalhes que começaram a desaparecer com o tempo. Eu posso sentir o cheiro, e até mesmo sentir Caelan novamente. Sou muito grata por ter feito as fotos; elas são tudo o que tenho.”, diz Stacy.

“Durante muitos anos, as famílias que sofreram uma perda gestacional ou neonatal foram silenciados por uma sociedade que tornou este assunto um tabu. Todas as famílias devem ter o direito de compartilhar seus filhos, mesmo que tenham morrido.” NILMDTS

Wendy Williams perdeu sua filha Olivia e diz que as fotos tiradas pela NILMDTS tem feito uma enorme diferença em seu processo de luto. “Nos dias em que eu sinto falta dela, eu posso folhear seu álbum de fotos, e lembro-me da maneira que me senti quando a segurei.”, desabafa Wendy. “Algumas mulheres optam por não ter fotos tiradas e isso é perfeitamente OK”, ela acrescenta. “Sou muito feliz por ter dito sim”.

NILMDTS

Veja o vídeo da organização (em inglês)

Por que o humor é tão importante para as crianças? - Pais & Filhos

jan 03

Seu filho provavelmente já gargalhou com suas caretas, histórias e trapalhadas. Mas, a partir dos 5 anos de idade, as crianças já começam a desenvolver sua própria forma de fazer humor para contar piadas a todos os que estão dispostos a entrar na brincadeira.

“Crianças entre 5 e 6 anos adoram experimentar o que as pessoas acham engraçado e o que não acham”, explica Janette Benson, professora de psiquiatria da Universidade de Denver, nos Estados Unidos. “O humor é uma ótima forma de elas quebrarem o gelo e fazerem amigos, por isso vale muito a pena incentivá-las a contar piadas ”. Com algumas ideias, vai ficar fácil deixar sua casa cheia de sons de risadas todos os dias.

Criança de 2 anos desenhando

Brincando por aí
Por volta dos 5 anos, as crianças já sabem que as piadas são feitas de perguntas, respostas e risadas. Por isso, começam a fazer algumas brincadeiras com esse padrão. Muitas delas não vão fazer nenhum sentido, mas é importante incentivar a contar piadas e não ignorá-las, se divertindo junto e participando.

Trocar seu repertório de brincadeiras com o que seu filho está desenvolvendo é muito saudável. De acordo com Paul McGhee, autor do livro Entendendo e Promovendo o Desenvolvimento do Humor Infantil, os pais também devem ajudar as crianças ao sofisticarem o humor ao longo dos anos.

Ria de tudo o que puder
Rir de si mesmo é uma forma de ver a vida de maneira mais leve, e até de encontrar soluções para problemas. As crianças podem começar a perceber isso desde cedo. (…)

Um estudo da Universidade de Stanford e do Hospital para Crianças Lucile Packard, ambos nos EUA, mostrou que a parte do cérebro infantil responsável pela sensação de recompensa é ativada quando as crianças passam por uma situação engraçada, mesmo que seja assistindo a um filme ou vendo uma careta que você faz.

Humor é para todos
Você não precisa adicionar “comediante profissional” a todos os papéis que já representa todos os dias, mas tente encontrar momentos para dar risada com seus filhos. Fazer barulhos estranhos, fingir que fala com algum personagem, brincar de safári dentro do quarto…

Todas essas brincadeiras (e muitas outras) vão mostrar para a criança o lado bem-humorado da vida. Mas existe também outro benefício: “As famílias são mais fortes quando têm bom humor”, diz a professora de psiquiatria.

Dividir piadas com seus filhos vai criar oportunidades para melhorar a conversa e a força da relação de vocês. Falando em conversa, o humor é uma ótima ponte para falar com as crianças sobre bom comportamento também. Se a criança começa a contar piadas mais fortes, é hora de mostrar que ela não está sendo engraçada, mas desrespeitosa.

Exagerado…
Crianças em idades escolares adoram um exagero. É comum para elas dizerem que “nadaram mil metros sem parar” ou que “o cachorro é maior que minha casa”. Como o exagero é muito comum quando falamos de comédia, esse pode ser um meio de ajudar seu filho a contar piadas e desenvolver sua habilidade natural para fazer humor. (…)

Nem tudo é riso
Algumas vezes, as crianças falam coisas que não fazem sentido para nós de forma séria. Nessa hora, é melhor prestar atenção e não dar risada. O problema pode ser uma piada para você, mas para a criança é algo que está preocupando.

Leia a matéria completa aqui, no site da Pais & Filhos

Leitura dá acesso a 70% mais palavras para as crianças - Crescer

dez 29

Estudo realizado na Universidade da Califórnia comparou transcrições de diálogos comuns que as pessoas têm com os pequenos e a mesma quantidade de textos retirados de livros infantis

Se você já sabia que ler para o seu filho desde muito cedo é importante, agora, tem mais um motivo para continuar separando um tempo na rotina para essa atividade. Além de todos os benefícios que a leitura traz para o desenvolvimento e para o vínculo, pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, chegaram à conclusão de que a leitura dá acesso a 70% mais palavras do que as conversas que pais e mães costumam ter com a criança.

“O ponto principal é que, claramente, há mais palavras únicas no texto de livros de imagens do que em um discurso direcionado a uma criança. Acho que o principal benefício dos livros é que eles introduzem novos assuntos e novas palavras que, geralmente, ficam de fora do escopo da rotina de uma criança”, explica Jessica Montag, uma das responsáveis pelo estudo.

Silvana Augusto, educadora e pesquisadora em Educação Infantil, concorda. “Apesar de ser a mesma língua, a leitura tem uma linguagem que não é igual a da fala. Ela amplia as possibilidades e possibilita um avanço na capacidade de representação da criança, quando ela quer se expressar”, explica.

leitura

Desde cedo

Há quem pense que é bobagem ler para um bebê desde cedo, já que ele “não vai entender nada mesmo”. Nada disso! Ler para uma criança nos primeiros meses de vida faz diferença, sim. “Eles podem não entender o conteúdo da história, mas compreendem o ritmo, a maneira como a mãe e o pai falam quando estão lendo um texto”, diz Silvana. Duvida? Preste atenção no rosto de um bebê enquanto a mãe conversa com ele. Depois, veja como a expressão dele muda quando ela lê um livro. “Eles percebem a mudança, arregalam os olhos, sorriem, tentam…”, descreve a especialista.

Mágica e curiosidade

Além de ampliar o vocabulário e de favorecer o desenvolvimento, ajudando os bebês a perceberem diferenças no comportamento e na maneira de falar quando alguém lê, o contato com a literatura também conta no desenvolvimento da escolaridade. “Para uma criança, a estabilidade da escrita é quase uma mágica. Eles pensam: ‘Como é que quando a minha mãe pega esse livro, ela conta essa história de um jeito e, aí, minha professora pega o mesmo livro e conta a mesma história, do mesmo jeito?’ Para as crianças, é um mistério - e isso desperta a curiosidade e a vontade de entender como aquilo funciona, ou seja, o desejo de aprender a ler e a escrever, mais tarde”, explica a educadora.

(Leia a matéria completa aqui, no site da Crescer)

O recém-nascido reconhece a mãe?

dez 27

Sim! Veja como isso acontece e por que é importante para a formação do vínculo entre eles

Você já deve ter reparado que, normalmente, o recém-nascido tende a parar de chorar quando vai para os braços da mãe. Qual o segredo desse colo “mágico”? Um dos pioneiros a decifrar esse mistério foi o psiquiatra britânico John Bowlby (1907-1990), autor da Teoria do Apego. Ele dizia que a criança já nasce com as ferramentas emocionais necessárias, digamos assim, para se vincular aos pais.

dormir

Essa capacidade impressionante de interagir desde os primeiros minutos de vida, algo reforçado posteriormente por diversos pesquisadores, é reforçada por meio dos cinco sentidos. “Mesmo que não enxergue muito bem ao nascer, o bebê ‘percebe’ a mãe desde o início”, explica o pediatra neonatal Luiz Renato Valério, do Hospital Pequeno Príncipe (PR).

Além do olhar, esse reconhecimento, de acordo com o especialista, se dá também por meio do cheiro, da voz e do toque. Estudos mostram, por exemplo, que o bebê é capaz de identificar o odor materno desde o sexto dia. Já a voz, como a audição começa a se desenvolver por volta da 20ª semana de gestação, pode ser que ele a reconheça mesmo antes de nascer. “O útero não tem isolamento acústico”, brinca Valério. E, por último, no colo da mãe, o contato pele a pele aquece e tranquiliza o bebê – até porque, ali, ele escuta os batimentos cardíacos que lhe são familiares.

E qual a importância disso tudo? A princípio, de acordo com a psicóloga e psicopedagoga Ana Cássia Maturano, o bebê acredita que ele e a mãe são uma coisa só – e, ao traduzir e atender as necessidades dele, ela faz a ponte entre ele o mundo que o cerca, tornando-se sua referência inicial. “As primeiras sensações e vivências, que se baseiam no modo como o mundo lhe foi apresentado e estruturado, vão moldar a identidade dele, ou seja, o seu modo de ser”, afirma Cássia. Em outras palavras, essa interação inicial irá influenciar não só o apego entre mãe e filho, mas também na construção de seus vínculos futuros.

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Matéria do site da Crescer

O Segundo Sol (Documentário)

dez 07

No dia 30 de novembro foi lançado em Belo Horizonte, MG, o documentário independente O Segundo Sol. Realizado por Fabricio Gimenes e Rafaella Biasi, o documentário traz histórias reais de pessoas que passaram pela experiência da perda gestacional e neonatal, além de pontos de vistas de profissionais. No dia 05 de dezembro, último sábado, o documentário completo (e de graça!) foi publicado no YouTube. Eu só tive a oportunidade de assistir hoje - na verdade, acabei de assistir e corri aqui pra contar pra vocês!

o segundo sol - maternidade no diva

O documentário surgiu da própria experiência da perda. Nossa intenção é produzir um material capaz de inspirar as pessoas e despertar empatia, através de histórias reais de superação - por isso o batizamos de “O Segundo Sol”. Fabricio Gimenes e Rafaella Biasi

Estou encantada, muito muito muito feliz. Apesar do tema delicado, o documentário é baseado na superação das famílias; em como é possível ver a luz no fim do túnel e dar um significado à morte de um filho. (Como fez a Flavia Camargo, mãe do Igor e autora de QUATRO LETRAS, entrevistada de ontem do Divã!).

Que obra linda! Histórias de amor, superação, união, compaixão… gratidão! A cada minuto eu me sentia mais feliz por ver esse tema sendo abordado de maneira tão especial, e finalmente recebendo a atenção que tanto merece! A participação dos profissionais é maravilhosa - o documentário tornou possível a união da teoria e da realidade. Os pontos discutidos por eles é de extrema importância, e ajudarão os “pais de anjos” que assistirem ao filme, e que não puderam contar com ajuda profissional.

Um dos principais motivos pelo qual a perda gestacional ainda é um tabu é o fato de não falarmos sobre o tema. Nós entendemos que você, que não passou por esse trauma, não saiba como agir conosco. É normal, afinal esse tema nunca foi uma pauta constante. Fabricio Gimenes e Rafaella Biasi

Fabricio e Rafaella, obrigada por dividirem o Miguel conosco. Parabéns pela bela iniciativa e tenham a certeza de que esse documentário ajudará muitas pessoas!

Meu respeito e gratidão a todos os pais que contaram suas histórias no filme, e aos profissionais que me deram orgulho de ser psicóloga perinatal/obstétrica!

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