Reprodução Assistida - Valéria

set 15

Falamos recentemente aqui no blog sobre reprodução assistida.

Pedi, na nossa página no facebook, para que mães que tiveram filhos através da reprodução assistida nos procurassem para contar sua história. Recebemos muitas respostas e todas, pouco a pouco, serão publicadas aqui no blog. São histórias de perseverança e, principalmente, de amor. Acompanhe o primeiro depoimento - a história de Valéria.

Ultra Maternidade no Divã Isadora

Isadora!

“Comecei o tratamento com 28 anos (levando-se em conta que foi todo feito pelo SUS, então demorou 1 ano e meio entre os primeiros exames e o procedimento da ICSI propriamente dita) e engravidei com 30 anos.

No nosso caso, descobrimos cedo e por acaso, com 21 anos, que meu marido possui agenesia de canal deferente, que impede a saída dos espermatozóides. Assim, não tentamos engravidar, pois sabíamos da condição de que somente poderíamos ter nosso bebê através de reprodução assistida. Assim, quando decidimos que era a hora, comecei a pesquisar clínicas e acabei descobrindo o HC da USP em Ribeirão Preto, que faz o tratamento gratuitamente, pelo SUS (excluindo-se apenas a medicação).

No nosso caso, o único meio viável era a ICSI (Injeção Citoplasmática Supra Interina), indicação unânime dos médicos da equipe.

Fomos abençoados logo na primeira tentativa! Tive 9 folículos, desses, 3 fertilizaram, mas um parou de crescer, e foram implantados 2 embriões, dos quais, Isadora permaneceu!

Casal Maternidade no Divã Isadora

Valéria, seu marido e Isadora

Não tivemos outros filhos, pois temos que passar por todo o procedimento novamente, como não há chance de engravidarmos naturalmente. Como não tive embriões congelados (pois nessa hipótese, obrigatoriamente, teríamos tentado novamente), optamos por não fazer um novo tratamento. Estamos amadurecendo a ideia de, a médio prazo, talvez, adotar uma criança.

Eu acho que nós ficamos MUITO tensos. Eu tive uma gravidez completamente normal (com direito a alguns enjoos e azia, risos), mas ficávamos sempre com medo de alguma coisa estar errada. Medo de perdermos o bebê, coisas que todo casal grávido sente, mas eu acho que nós sentíamos em maior proporção…

O pior momento do tratamento, sem dúvida nenhuma, é após a implantação dos embriões. Tivemos que esperar LONGOS 14 dias até fazer o exame de sangue para confirmar (ou não) a gravidez. É um período de angústia, ansiedade, incerteza, já que não há garantia nenhuma que dará certo. Me lembro de ter cólicas, e chorar, achando que ia menstruar (depois eu fiquei sabendo que é um dos sintomas da nidação).

Quando fiz o BETA e deu positivo, eu comecei a chorar, liguei pra todo mundo, MAS não acreditava. Achava que era “efeito colateral” dos hormônios… só acreditei mesmo uma semana depois, quando refiz o exame (risos).

Isadora Nasceu Maternidade no Divã

O nascimento da Isadora

Eu acho que o que mais existe é um “auto preconceito” com relação à infertilidade. As pessoas se sentem inferiores porque tem problemas de fertilidade e acabam escondendo da família, dos amigos, que estão fazendo tratamento.

Minha opinião é que isso é medieval. O fato de não poder engravidar naturalmente não muda a pessoa, nem o casal. Na época que comecei o tratamento, eu criei um blog (ativo até hoje, aos trancos e barrancos: http://pumpkinjuice.com.br) para aliviar um pouco a ansiedade, e de repente, um comentário, e outro e mais outro… no fim, encontrei MUITAS pessoas que passavam pela mesma situação (muitas das quais tenho contato até hoje). Recebemos muito apoio e carinho de nossa família e amigos (reais e virtuais). Todo mundo acompanhando, torcendo e vibrando! Eu brinco que Isadora deve ter sido quase tão esperada quanto o bebê Real… risos

Aos casais que lutam para ter um filho, eu digo apenas para que sigam seu coração. Eu acredito que reprodução assistida é estar no momento certo, com o embrião certo. O caminho é tortuoso, mas vale a pena!”

A família da Isadora Maternidade no Divã

A família da Isadora

 

A história da Sofia

ago 29

Mamãe: Alessandra

Bebê: Sofia

Data de nascimento: 16 de março de 2012

Peso de nascimento: 730g

Sofia no colo da mamãe, aos 8 dias de vida, pesando 680g

“Minha gestação foi super planejada! Engravidei de Sofia depois de passar por dois abortos. Após uma série de exames, foi descoberta uma incompatibilidade sanguínea entre mim e meu marido e fiz um tratamento com vacinas feitas do sangue dele. Além disso, tomava uma injeção subcutânea na barriga diariamente para evitar coagulação. A gestação estava sob controle, pois tinha o acompanhamento do obstetra, nutricionista, cardiologista e fazia hidroginástica.

Em decorrência de um sangramento, fui direto à maternidade e fiquei internada com o diagnóstico de um hematoma externo a placenta. O motivo? De acordo com a equipe médica, a tal da incompatibilidade sanguínea. Tentamos prolongar a gravidez, mas meu organismo não aceitou. Sendo assim, tivemos que interromper a gestação, pois minha filha entrou em sofrimento. Quando Dr. Silvio Rios (o anjo na minha vida) me disse: “Vamos ter que tirar a Sofia e colocá-la num útero artificial. Aqui fora ela vai se desenvolver como se tivesse dentro de você.” Como assim? Apesar do enorme baque, sempre confiei na competência dele e acima de tudo SEMPRE CONFIEI EM DEUS. Ligamos para os familiares que ficaram assustados! Mas em poucas horas, a maternidade já estava cheia de familiares e amigos dando o MAIOR APOIO!

Em 16/03/2012 numa sexta-feira chuvosa às 22h09min, Sofia chorou e eu DESABEI em lágrimas de FELICIDADE! INEXPLICÁVEL o que eu senti por aquela menina cheia de personalidade, vontade própria e atitude que nasceu de 27 semanas e três dias pesando 730 gramas medindo 33 cm.

A vida na UTI neonatal não é nada fácil. Foram 77 dias intensos vivendo emoções JAMAIS vividas. A sensação era que te colocaram amarrada dentro de uma montanha russa sem freio e você sente MEDO, mas MUITO MEDO….Voltar para casa e deixar sua filha em uma incubadora, entubada, com acessos nas veias, monitoramento cardíaco e respiratório foi a MAIOR BATALHA que travei na minha vida. Nesses dias repensei os meus conceitos, pedi PERDÃO pelos meus pecados, REZEI infinitamente e pedi que DEUS fosse MISERICORDIOSO comigo. Com a competência de uma equipe composta por técnicas de enfermagem, enfermeiras, fisioterapeutas, psicólogas e médicas mais otimismo, pensamento positivo e FÉ, mas MUITA FÉ, VENCEMOS essa batalha. Deus foi muito BONDOSO, pois me ABENÇOOU com o MEU MAIOR E MELHOR PROJETO DE VIDA: SOFIA!

A pequena guerreira vitoriosa nos deu uma lição de vida e mostrou que devemos ser mais agradecidos ao simples ato de acordar, respirar, olhar, ouvir, andar, sorrir, chorar, ser menos ansiosos, mais pacientes, ter mais compaixão com o próximo e principalmente que o tempo divino é diferente do nosso e que DEUS está sempre no controle. Só POSSO e só DEVO AGRADECER o resto da minha vida por esse PRESENTE DIVINO. 2012 foi o ano do paradoxo, pois ao mesmo tempo em que foi o ano mais feliz da minha, foi o ano mais angustiante! Um mix de choro x riso / tensão x alívio / incerteza x certeza / tristeza x alegria / escuridão x luminosidade, mas REPLETO DE ESPERANÇA E MUITA FÉ!

Descobri que ser MÃE é ser contagiada pelo o amor “dos Is”! É isso mesmo, o amor maternal é Inexplicável, Incondicional, Imensurável, Irracional, Incrível, Incontrolável, Inenarrável, Inigualável, Infindável… Sofia é o NOSSO PEQUENO MILAGRE super saudável sem sequelas toda serelepe com 1 ano e 3 meses.”

Sofia no seu primeiro aniversário!

Fala, mamãe! Aleitamento – Tatiana

ago 06

Olá pessoal! Hoje é o último post do especial “Fala, mamãe!” na Semana Mundial de Aleitamento Materno 2013. Passaram por aqui depoimentos da Rachel e da Janaína. A história de hoje é da Tatiana e do seu filho Billy, que nasceu na Irlanda. Como será que foi o incentivo à amamentação em outro país? Vamos descobrir agora! (Obrigada Taty pela participação!)

“Billy nasceu na Irlanda, onde a preferência é pelo parto normal/natural e onde o bebê é entregue à mãe assim que nasce e colocado ao peito para começar a mamar. Essa experiência aproxima mamãe e bebê imediatamente e é incrível segurar seu bebê nos braços e já poder alimentá-lo.

Não tive muitos problemas ao amamentar, como dor ou leite empedrado. Nas primeiras horas de vida, Billy teve um pouco de dificuldade em sugar, mas logo aprendeu o que precisava fazer. Billy foi alimentado exclusivamente pelo leite materno e no peito até os 6 meses de idade, quando começou com papinhas e sucos. Mesmo assim ele continuou mamando no peito, primeiramente 5 vezes ao dia, e aos poucos diminuímos para duas vezes: ao dormir e ao acordar. Essa fase durou até os 13 meses, quando Billy parou de pedir o peito.

Amamentar foi uma experiência maravilhosa, uma das melhores partes do começo da maternidade.”

Tatiana Franey, tradutora, praticante de yoga, adora ler e brincar com Billy

Tatiana e Billy

Obrigada a todos que acompanharam o especial Fala, mamãe - Aleitamento!
Nessa quinta teremos surpresas pro Dia dos Pais!

Fala, mamãe! Doação de leite materno - Janaína

ago 04

Olá pessoal, tudo bem?

Para continuar com nosso especial Semana Mundial de Aleitamento Materno, hoje vamos falar sobre um tema pouco abordado: a doação de leite materno.

E, para isso, vamos falar sobre a história da Janaína e da Tereza!
Janaína é médica veterinária e mãe da linda Tereza. Em seu blog Jana divide com os leitores a história da Tereza desde a gestação, e contou que ela fez 6 meses, foram introduzidos em sua dieta alimentos novos, uma vez que até então ela só se alimentava de leite materno. “Começamos com suco de laranja lima, que ela adorou! Com a banana maçã não tivemos muito sucesso. O mamão papaia foi rejeitado no primeiro dia mas depois ela aceitou super bem. E ontem ela experimentou a pêra, que no começo estranhou bastante mas depois gostou e comeu tudo.”. Jana disse que percebeu que o leite materno não estava mais sendo suficiente, e que a bebê passou a acordar no meio da noite com fome. Além disso, o médico dela acompanhou toda essa mudança alimentar (importantíssimo!).

“Meu nome é Tereza e eu tenho 6 meses”

Dia 01 de agosto, no primeiro dia da SMAM 2013, a Jana foi a um evento na Maternidade Escola Cachoeirinha (São Paulo, SP), onde é doadora de leite materno. Em seu blog ela contou um pouco de sua percepção sobre o evento, além de comentar e incentivar a doação de leite (e gentilmente permitiu a reprodução aqui no Divã!):

“Além de uma palestra sobre a importância do aleitamento materno, também assitimos um teatrinho super divertido, onde os atores eram funcionários do hospital.
Várias doadoras estavam presentes e trocar idéias e experiências foi realmente muito gratificante. (…) Infelizmente quantidade de doações de leite ainda é muito baixa, cerca de 10% do que eles realmente precisam para manter os bebês prematuros.
Doar leite não dói, não muda seu corpo, não reduzirá a quantidade de leite para o seu bebê, não custa dinheiro, e você salva vidas com algo tão simples. É tão gratificante!!!!
Mamães que estão amamentando: pensem nisso. Procure a maternidade mais próxima e se informe.”

Obrigada Jana por dividir conosco essa experiência e parabéns pela sua atitude!

Janaina e Tereza

E você? Já doou leite materno? Tem alguma dúvida? Conta pra gente! [email protected]

Tem alguma dúvida em relação à doação? clique aqui

 

 

 

Fala, mamãe! Aleitamento - Rachel

ago 01

Olá pessoal! Conforme contei aqui, hoje começa a Semana Mundial de Aleitamento Materno 2013.

Em 1991 a Aliança Mundial de Ação pró-Amamentação – WABA foi fundada, e em 1992 a Semana Mundial de Aleitamento Materno foi criada, com o propósito de ser veículo para promoção da amamentação.

Em homenagem a esse evento celebrado em 120 países, o blog Maternidade no Divã apresenta o “Fala, mamãe! Aleitamento”, seção que mostrará, durante a Semana Mundial de Aleitamento Materno, depoimentos de mães que gentilmente nos contaram como foi a fase de amamentação de seus filhos.

Fala mamãe 0021

A primeira história é da Rachel, mamãe do Juan e do Theo.

“Meu nome é Rachel Patrício, tenho 29 anos e sou estudante de Nutrição na Unifesp-BS. Sou mãe de dois meninos, Juan, de 10 anos e Theo, de 6 anos.
Quando tive Juan, além de ser muito nova (tinha 18 anos), recebi pouca orientação em relação à amamentação. Tive fissuras mamilares, não compreendia as questões de manejo e a amamentação foi um processo muito sofrido, que só deu certo com muita insistência. A pouca orientação que tive partiu da pediatra, como o controle de horários para amamentar e uma possível introdução de fórmula para “complementar” a amamentação. Muito pitaco de parentes e com muito esforço consegui amamentar exclusivamente até os 6 meses. Juan desmamou com 1 ano.
Quando tive Theo, aos 22 anos, a situação era outra. No Hospital em que ele nasceu (e onde foi feito todo o pré-natal), houve cursos sobre amamentação, preparo dos seios para a amamentação, a importância do neném ser amamentado nas primeira meia hora pós-parto, a amamentação em livre demanda e o alojamento conjunto. Com Theo pratiquei a cama compartilhada, ele foi amamentado em livre demanda, exclusivo até os seis meses. Nunca soube o que é uma mamadeira ou uma chupeta. Tive a oportunidade de amamentá-lo até os 3 anos e foi uma experiência incrível. A amamentação foi extremamente agradável, uma das experiências mais realizadoras da minha vida.”

Rachel Aleitamento Maternidade no divã

Rachel e seus meninos

Quer dividir sua história? Conte pra gente! [email protected]