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Fala, papai! Especial Dia dos Pais - Paulo

ago 11

 

Depois do depoimento emocionante do João, papai da Tereza, hoje teremos mais um relato que comprova que amor de pai também é lindo e merece ser olhado com carinho e atenção.

O Paulo é pai do Antônio Bento e escreveu esse texto em seu blog pouco tempo depois do nascimento do filho. Não poderia deixar de compartilhar com vocês! (Obrigada Paulo por permitir a divulgação!)

“No dia que em que vi meu filho pela primeira vez, fui tomado instintivamente por um particular senso de proteção que nunca havia sentido antes por ninguém. Algo que me fez descer ao berçário da maternidade discretamente apenas para ter a certeza de que ele estava lá, que me acordou durante as primeiras noites para checar se ele estava bem e, mesmo muito cansado, me fez niná-lo de madrugada observando a perfeição do rosto dele.

Há exatamente dez meses que venho provando de sentimentos diversos, sem saber bem como descrevê-los. Para nós homens, é muito difícil realizar e digerir certas coisas. Costumamos agir no automático, alguns com uma prudência fria, principalmente quando se trata de experiências novas, vivas, com dois olhos, braços, pernas e que te chamarão de pai assim que conseguirem.

Como todos sabem, não geramos nossos filhos, dividindo com eles o que comemos e sentimos durante nove meses. Nossa relação acaba por ser criada em fatos concretos, palpáveis, nem por isso menores ou improfundas. O que sentimos é apenas diferente, ao nosso tempo.

Após as duas primeiras e turbulentas semanas, durante minhas reflexões, como num flashback, me perguntei “Por que chorei nas ultras? Por que fiz hidroginástica aos sábados e inúmeros cursos com a minha mulher? Por que viajei até tão longe para comprar produtos de qualidade? Por que perdi meu sono refletindo sobre como prepararia tudo para a chegada do bebê? Por que estourei meus limites de crédito e passei noites em claro tentando planejar o futuro?” e a resposta veio enquanto acariciava a cabeça ainda carequinha do meu filho: “porque sempre te amei”.”

Paulo e AB Maternidade no divã

Paulo e Antônio Bento

Feliz Dia dos Pais!

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ago 08

“Sabe, desde sempre tive vontade de ser Pai. Em parte, acho que por ter vivido um relacionamento bem próximo com o meu Pai; mas também por sentir falta desse relacionamento por mais tempo, pois meu Pai deixou o plano físico quando eu tinha 17 anos. Eu sentia no íntimo que precisava compartilhar este amor que me “sobrava”, mas nunca tive com quem conversar sobre isso. Alguém que me alertasse dos medos que surgiriam desde o momento em que, junto com minha esposa, decidíssemos gerar um bebê, e que eu precisaria “guardar” esse medo dentro de mim para confortar a futura mamãe nos momentos difíceis, que minhas preocupações e minha carga de trabalho aumentariam desde o “Positivo”, mas junto aumentaria minha alegria. Que eu poderia sentir dores cortantes no peito que fariam chorar escondido no banheiro, mas em contrapartida eu cresceria como nunca. Eu gostaria que alguém tivesse me avisado que no momento em que visse aqueles dois risquinhos no palitinho plástico, eu teria vontade de virar um super-herói e criar um campo de força que protegesse a mamãe e aquele “feijãozinho” de todo mal, dor e preocupações que pudessem atingi-los, pois ali eles já seriam as coisas mais importantes da minha vida. Eu queria tanto estar preparado e já ter todas as respostas quando ouvisse aquele coraçãozinho bater no Ultrassom; mas não estava.

AINDA BEM! Ainda bem que não me avisaram, que não me disseram como seria, que problemas eu enfrentaria e que dores eu sentiria. Porque mesmo que tentassem, não conseguiriam atingir a intensidade do Amor que a Tereza gera em mim. Um Amor que me dá forças para enfrentar, segurança para decidir, sabedoria para ouvir e para ignorar quando necessário. Mas que, ao mesmo tempo, me faz ter medo até de atravessar a rua, me desconcentra do trabalho pensando em chegar em casa logo, me faz lembrar o dia inteiro daquele rostinho… Ninguém poderia ter me explicado como é bom ver aquele “sorrisinho banguelo”, quando abro a porta e quando Ela me vê logo que acorda. Como é gostoso e gratificante deixar de fazer coisas que eu gosto, só pra sentir o toque dela no meu rosto ou no meu cabelo. Como é maravilhoso pegá-la no colo e abraçá-la como primeira atividade da manhã, e como nada mais faz sentido se não for para ter estes prazeres junto com Ela.

Hoje eu sei o quão intenso é ser Pai, e quanto Amor ser Pai nos gera. Aliás, hoje eu sei o que é de verdade Amar, e agora entendo que aquele Amor que eu achava estar “sobrando” dentro de mim, na verdade eu estava cultivando para o momento certo de ele florescer.

Se é que isto é possível, deixo um conselho aos futuros Papais: todas as respostas estão dentro de vocês; só depende do que cada um está cultivando. Cultive o Amor, e feliz paternidade.”

Joao e Tereza Maternidade no Divã

João e Tereza

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