Maternidade no Divã | Psicologia, Maternidade e Desenvolvimento infantil <data:blog.pagetitle/>

*Feliz Natal*

dez 24

O Divã deseja a você e sua família um Feliz Natal!

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Meu filho chupa dedo, e agora?

dez 19

Chupar dedo ou chupeta é chamado de hábito de sucção não-nutritiva. O ato de sugar satisfaz o bebê afetivamente e gera um sentimento de prazer e de segurança. Esse hábito pode começar desde a vida intra-útero – alguns pais contam que conseguiam ver o filho chupando dedo no ultrassom.

Alguns fonoaudiólogos dizem que, em geral, chupar dedo pode ser mais nocivo que chupar chupeta, uma vez que a chupeta pode ser jogada fora, esquecida, tirada pelos pais, enquanto o dedo está sempre disponível – tornando-se um vício mais difícil de ser retirado. Chupar dedo pode alterar a arcada dentária e fazer a criança respirar pela boca, pois deixa sua musculatura oral flácida. Essas questões podem ocasionar disfunções no sono e atrapalhar o desenvolvimento da fala.

© Emma Kim/cultura/Corbis

© Emma Kim/cultura/Corbis

Geralmente a criança deixa de chupar dedo naturalmente. Entretanto é possível que os pais tomem algumas medidas para evitar que esse hábito se prolongue durante a infância. Se o pequeno levar a mão à boca enquanto dorme e os pais estiverem perto, devem retirá-la com cuidado. Se a criança chupa dedo também durante o dia, enquanto está acordada, é essencial que os pais procurem substituir atividades em que ela fica de mãos vazias, por outras mais criativas como desenhar com lápis, giz, tinta, montar objetos, brincar de massinha de modelar. É interessante que os pais observem em quais situações a criança leva a mão à boca, assim poderão impedir mais facilmente, além de compreender quais circunstâncias geram mais ansiedade e medo, e poder conversar sobre isso com elas.

Brigar ou colocar substâncias com sabor/aroma fortes (como pimenta) no dedo são medidas que não funcionam, além de poderem piorar o hábito. Discutir ou reclamar com a criança desencadeará mais ansiedade o que culminará no dedo na boca. Os pais devem proporcionar à criança um ambiente seguro e tranquilo, para que aos poucos ela possa substituir o hábito de chupar dedo para outras atividades que use as mãos.

Se o pequeno não abandonou esse hábito com o passar do tempo pode ser útil levá-lo a um profissional. Crianças mais velhas devem ser levadas a um fonoaudiólogo, que em sua avaliação verificará a necessidade de um encaminhamento ao psicólogo.
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Leia sobre o uso da chupeta aqui.

Meu filho não larga a chupeta, e agora?

dez 12

Chupeta - Maternidade no Divã

image by: Tom Merton

A sucção, para os bebês e as crianças até dois anos, é muito importante. Eles não sugam apenas para saciar a fome, mas também para suprir a necessidade de sugar. Além disso, a sucção é um recurso que o bebê dispõe para se acalmar e é fundamental para o amadurecimento psíquico.

Pode-se dizer que a criança descobre o mundo pela boca. Desde o nascimento até por volta dos 24 meses é comum que a criança leve à boca todos os objetos que esteja manipulando, experimentando tudo o que existe. Nessa fase, a chupeta não deve ser vista somente como vilã, uma vez que ela conforta a criança na ausência do seio materno.

“O uso da chupeta tem aumentado muito nas últimas três décadas. (…) sociedade moderna, que até já incorporou a chupeta no vestuário do bebê” (VALLE et al.)

A Associação Brasileira de Odontopediatria e o Ministério da Saúde preconizam que o uso da chupeta deva ser eliminado até, no máximo, os 3 anos – a época ideal seria até os 2 anos. Além disso, espera-se que nessa faixa etária a criança já tenha outras atividades e possua outros interesses, desligando-se do hábito de chupar chupeta.

Parar de usar chupeta é mais fácil que parar de chupar dedo, mas como acabar com esse hábito da criança? O processo de retirar a chupeta pode ser iniciado com a visita a um odontopediatra. Existem alguns recursos que os pais podem lançar mão na hora de eliminar o uso da chupeta: avisar, aos poucos, que está chegando a hora de parar de chupar chupeta, propondo que a criança escolha outro acessório mais adequado para sua idade; evitar que o objeto fique tão disponível como antes; criar histórias – dar a chupeta pro Papai Noel, pro Coelhinho da Páscoa, ou deixá-la embaixo do travesseiro para a fada da chupeta pegá-la – fazer uso da fantasia sem medo!

“É essencial que a mãe evite usar com insistência a chupeta como “rolha” para que o bebê incomode o mínimo possível. É importante que a mãe saiba que o único canal de comunicação com o bebê é o choro e que ela tem que aprender a lidar com isso e com a ansiedade gerada dentro de si. (VALLE et al.)”

O ideal é que esse processo seja gradual e com colaboração da criança, minimizando os traumas, evitando que se altere seu equilíbrio físico-psicológico. Os pais tem que ser pacientes e carinhosos, compreendendo o papel afetivo da chupeta na vida da criança.

Marly do Valle e colaboradores sugerem que os pais fiquem atentos quanto ao fato de que:

- A amamentação natural é fundamental e deve ser sempre que possível a primeira escolha, diminuindo a necessidade de sucção extra;
- É conveniente alimentar a criança acostumada à mamadeira com um bico ortodôntico que obriga a criança exercitar a musculatura facial;
- Os pais devem tomar consciência da presença do hábito: observem seu filho, como e em quais condições o hábitos ocorrem, qual a freqüência e como a criança sente-se a respeito;
- Nunca criticar, ridicularizar ou aplicar uma punição por estar sugando a chupeta ou dedo. Essas atitudes podem reforçar o hábito;
- Em casos de uso da chupeta, ela não deve ser deixada à mão e nem presa à correntinhas ou presilhas nas roupas, para que o hábito não seja estimulado;
- O bico da chupeta deve corresponder ao formato do palato e usado na posição correta.”

Shoppings criam um horário especial para crianças autistas visitarem o Papai Noel

dez 08

Embora muitas famílias gostem de tirar fotos das crianças sentadas no colo do Papai Noel, algumas podem simplesmente não gostar dessa experiência. Visitar o bom velhinho muitas vezes exige que os pequenos suportem barulho e multidões, esperem na fila por longos períodos, e, em seguida, sentem-se no colo de um estranho fantasiado. Crianças com autismo podem achar essa experiência confusa ou assustadora.

Shoppings no Canadá e nos EUA estão fazendo um esquema especial para que crianças com autismo possam usufruir de uma das magias do Natal: tirar fotos com o Papai Noel. Visitar o bom velhinho e ter um retrato com ele é um ritual de Natal em todo o mundo. Entretanto, as filas, a lotação e o barulho dos shoppings são pouco tolerados pelos autistas.

Nesse ano, no Canadá, 9 estabelecimentos, gerenciados pela Oxford Properties, estão abrindo mais cedo para que essas crianças possam passar um tempinho com o Papai Noel. Antes do shopping abrir para o público em geral, essas famílias podem entrar a fim de evitar multidões. Além disso, as luzes e a música são baixinhas, o que promove um ambiente mais calmo e prazeroso para as crianças com esse transtorno. Para estas visitas especiais, folhetos são preparados para ajudar as famílias a explicarem aos seus filhos o que estará acontecendo.

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Gabe Champagne é um menino canadense de 9 anos. Ele adorou visitar o Papai Noel no Square One Shopping Centre, em Toronto, em um horário especial para crianças com autismo. (J.P. MOCZULSKI / THE CANADIAN PRESS)

O Calgary Southcentre Mall, em Calgary/Alberta, foi o primeiro (e único) shopping a adotar a sessão de fotos especial para autistas, em 2012. A ideia surgiu com a gerente Krista Moroz, depois que sua amiga, mãe de uma criança com autismo, lamentou que seu filho provavelmente nunca conheceria o Papai Noel.

Nos Estados Unidos, no Lynnhaven Mall, em Virginia Beach, Penny Madsen ficou emocionada ao ver seu filho Cylus pulando no colo do Papai Noel: “Ele é um grande garoto, mas tem muita aversão a outras pessoas, estranhos geralmente. É muito difícil fazer com que ele realmente se envolva com as pessoas, por isso, quando ele simplesmente pulou na cadeira do Papai Noel, ele realmente me comoveu”.

Jeremy Bossom conhecendo o Papai Noel em Calgary, Canadá.

Jeremy Bossom conhecendo o Papai Noel em Calgary, Canadá.

***UPDATE***

Descobrimos que shoppings na Austrália também já adotam essa medida!

High Point Shopping Mall, MELBOURNE. (Photo: Eddie Jim)

High Point Shopping Mall, MELBOURNE. (Photo: Eddie Jim)

 

Fontes:
CTV News / UW Autism Center / wvec.com

Baby Blues - O que é isso?

dez 05

© Stockbyte

© Stockbyte

O baby blues é um distúrbio transitório de humor que tem início nos primeiros dias após o parto. Geralmente a incidência dos sintomas diminui a partir do décimo dia do puerpério. No Brasil, 50% a 80% das mães sofrem do baby blues. Por ser tão comum, alguns autores acreditam se tratar de uma condição fisiológica. O pós-parto é, naturalmente, um momento de fragilidade psíquica.
O baby blues se caracteriza por um estado de fragilidade e hiperemotividade. Normalmente os sintomas depressivos são leves e são acompanhados de irritabilidade, tensão, indisposição, tristeza e sentimentos de inadequação – falta de confiança de sua capacidade para cuidar do bebê. Essa alteração no humor é coerente com a elaboração psíquica que acontece nessa fase: transformação da filha em mãe, alterações corporais, conciliação da vida sexual com a maternidade, etc.
Por não comprometerem o funcionamento social e a relação mãe-bebê, é comum que esse quadro seja confundido com as alterações hormonais comuns a todas as gestantes, e passe despercebido.

A família tem um papel fundamental para auxiliar a mãe nessa fase de tristeza. A compreensão e o apoio dão segurança para essa mulher que, além de lidar com os sentimentos negativos, ainda convive com a culpa de não estar sentindo o que é idealizado pela mídia e pela sociedade: um sentimento de completude, de realização, de elevada auto-estima. Quando um bebê nasce, nasce também uma mãe. Ou seja, do mesmo modo que o recém nascido leva um tempo para se habituar a sua nova rotina e à vida no mundo real, essa “mãe recém-nascida” precisa ser aceita e compreendida para poder adaptar-se e assumir psiquicamente esse novo lugar.
A remissão dos sintomas é, geralmente, espontânea. Mas, atenção! Se o baby blues persistir por mais de três semanas, é conveniente realizar uma avaliação médica e psicológica, pois isso pode apontar para uma depressão pós-parto. O blues puerperal é um fenômeno trivial e fugaz, tão comum a ponto de ser considerado normal, e ele precisa ser distinguido da depressão pós-parto mais grave e prolongada.

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Esse artigo foi escrito pela psicóloga Maria Cecília (Maternidade no Divã) e originalmente publicado no blog Quem está chegando.