Maternidade no Divã | Psicologia, Maternidade e Desenvolvimento infantil <data:blog.pagetitle/>

Meu filho não larga a chupeta, e agora?

dez 12

Chupeta - Maternidade no Divã

image by: Tom Merton

A sucção, para os bebês e as crianças até dois anos, é muito importante. Eles não sugam apenas para saciar a fome, mas também para suprir a necessidade de sugar. Além disso, a sucção é um recurso que o bebê dispõe para se acalmar e é fundamental para o amadurecimento psíquico.

Pode-se dizer que a criança descobre o mundo pela boca. Desde o nascimento até por volta dos 24 meses é comum que a criança leve à boca todos os objetos que esteja manipulando, experimentando tudo o que existe. Nessa fase, a chupeta não deve ser vista somente como vilã, uma vez que ela conforta a criança na ausência do seio materno.

“O uso da chupeta tem aumentado muito nas últimas três décadas. (…) sociedade moderna, que até já incorporou a chupeta no vestuário do bebê” (VALLE et al.)

A Associação Brasileira de Odontopediatria e o Ministério da Saúde preconizam que o uso da chupeta deva ser eliminado até, no máximo, os 3 anos – a época ideal seria até os 2 anos. Além disso, espera-se que nessa faixa etária a criança já tenha outras atividades e possua outros interesses, desligando-se do hábito de chupar chupeta.

Parar de usar chupeta é mais fácil que parar de chupar dedo, mas como acabar com esse hábito da criança? O processo de retirar a chupeta pode ser iniciado com a visita a um odontopediatra. Existem alguns recursos que os pais podem lançar mão na hora de eliminar o uso da chupeta: avisar, aos poucos, que está chegando a hora de parar de chupar chupeta, propondo que a criança escolha outro acessório mais adequado para sua idade; evitar que o objeto fique tão disponível como antes; criar histórias – dar a chupeta pro Papai Noel, pro Coelhinho da Páscoa, ou deixá-la embaixo do travesseiro para a fada da chupeta pegá-la – fazer uso da fantasia sem medo!

“É essencial que a mãe evite usar com insistência a chupeta como “rolha” para que o bebê incomode o mínimo possível. É importante que a mãe saiba que o único canal de comunicação com o bebê é o choro e que ela tem que aprender a lidar com isso e com a ansiedade gerada dentro de si. (VALLE et al.)”

O ideal é que esse processo seja gradual e com colaboração da criança, minimizando os traumas, evitando que se altere seu equilíbrio físico-psicológico. Os pais tem que ser pacientes e carinhosos, compreendendo o papel afetivo da chupeta na vida da criança.

Marly do Valle e colaboradores sugerem que os pais fiquem atentos quanto ao fato de que:

- A amamentação natural é fundamental e deve ser sempre que possível a primeira escolha, diminuindo a necessidade de sucção extra;
- É conveniente alimentar a criança acostumada à mamadeira com um bico ortodôntico que obriga a criança exercitar a musculatura facial;
- Os pais devem tomar consciência da presença do hábito: observem seu filho, como e em quais condições o hábitos ocorrem, qual a freqüência e como a criança sente-se a respeito;
- Nunca criticar, ridicularizar ou aplicar uma punição por estar sugando a chupeta ou dedo. Essas atitudes podem reforçar o hábito;
- Em casos de uso da chupeta, ela não deve ser deixada à mão e nem presa à correntinhas ou presilhas nas roupas, para que o hábito não seja estimulado;
- O bico da chupeta deve corresponder ao formato do palato e usado na posição correta.”

Resultado: Concurso Cultural - Aprendi com meu bebê

dez 10

Dia 28 de novembro lançamos o Concurso Cultural “Aprendi com meu bebê” e hoje anunciaremos os dois vencedores!

Recebemos frases lindas, foi difícil escolher só duas! Estão curiosos para saber o resultado?
Mini me Fotos II

  • Frase vencedora (sandália feminina): Ana Maria Sanches Gonçalves - “Aprendi com meu bebê que filho é como um passaporte para um parque de emoções, primeiro dá um friozinho na barriga, nas diferentes fases, cada passo se transforma em grandes atrações e nossa vida vira uma montanha russa de novas sensações!!!”
  • Frase vencedora (sandália masculina): Rayanne do Valle - “Aprendi com meu bebê que a maior dor pode se tornar a maior felicidade, que o maior choro é sempre o de emoção e alegria, e o mais importante…. Que melhor coisa do mundo é ser MÃE e poder ter um pedacinho do tudo nas mãos!”

Parabéns Ana Maria e Rayanne! Por favor, enviem o endereço completo para [email protected] para que possamos enviar os prêmios!

Os prêmios são da Mini Me e, se você não ganhou, pode acessar o site da loja para conferir os produtos lindos que eles tem! O Divã confia e apóia esse parceiro!

Shoppings criam um horário especial para crianças autistas visitarem o Papai Noel

dez 08

Embora muitas famílias gostem de tirar fotos das crianças sentadas no colo do Papai Noel, algumas podem simplesmente não gostar dessa experiência. Visitar o bom velhinho muitas vezes exige que os pequenos suportem barulho e multidões, esperem na fila por longos períodos, e, em seguida, sentem-se no colo de um estranho fantasiado. Crianças com autismo podem achar essa experiência confusa ou assustadora.

Shoppings no Canadá e nos EUA estão fazendo um esquema especial para que crianças com autismo possam usufruir de uma das magias do Natal: tirar fotos com o Papai Noel. Visitar o bom velhinho e ter um retrato com ele é um ritual de Natal em todo o mundo. Entretanto, as filas, a lotação e o barulho dos shoppings são pouco tolerados pelos autistas.

Nesse ano, no Canadá, 9 estabelecimentos, gerenciados pela Oxford Properties, estão abrindo mais cedo para que essas crianças possam passar um tempinho com o Papai Noel. Antes do shopping abrir para o público em geral, essas famílias podem entrar a fim de evitar multidões. Além disso, as luzes e a música são baixinhas, o que promove um ambiente mais calmo e prazeroso para as crianças com esse transtorno. Para estas visitas especiais, folhetos são preparados para ajudar as famílias a explicarem aos seus filhos o que estará acontecendo.

gabe-natal-autismo

Gabe Champagne é um menino canadense de 9 anos. Ele adorou visitar o Papai Noel no Square One Shopping Centre, em Toronto, em um horário especial para crianças com autismo. (J.P. MOCZULSKI / THE CANADIAN PRESS)

O Calgary Southcentre Mall, em Calgary/Alberta, foi o primeiro (e único) shopping a adotar a sessão de fotos especial para autistas, em 2012. A ideia surgiu com a gerente Krista Moroz, depois que sua amiga, mãe de uma criança com autismo, lamentou que seu filho provavelmente nunca conheceria o Papai Noel.

Nos Estados Unidos, no Lynnhaven Mall, em Virginia Beach, Penny Madsen ficou emocionada ao ver seu filho Cylus pulando no colo do Papai Noel: “Ele é um grande garoto, mas tem muita aversão a outras pessoas, estranhos geralmente. É muito difícil fazer com que ele realmente se envolva com as pessoas, por isso, quando ele simplesmente pulou na cadeira do Papai Noel, ele realmente me comoveu”.

Jeremy Bossom conhecendo o Papai Noel em Calgary, Canadá.

Jeremy Bossom conhecendo o Papai Noel em Calgary, Canadá.

***UPDATE***

Descobrimos que shoppings na Austrália também já adotam essa medida!

High Point Shopping Mall, MELBOURNE. (Photo: Eddie Jim)

High Point Shopping Mall, MELBOURNE. (Photo: Eddie Jim)

 

Fontes:
CTV News / UW Autism Center / wvec.com

6 de dezembro - Dia de São Nicolau

dez 06

O Natal está chegando e podemos encontrar a figura do Papai Noel por todos os cantos.

Mas, você sabe a origem do bom velhinho?

sao-nicolau

São Nicolau (imagem Cristã)

São Nicolau realmente existiu, foi um bispo em Mira (atual Turquia). Ele pertencia a uma família abastada e desde cedo dava sinais da sua bondade. Um dia, Nicolau ouviu sobre uma cidade no Ocidente em que as pessoas passavam fome, inclusive as crianças. Então, ele reuniu nozes, maçãs, frutas secas e grãos de trigo, além de pães de mel preparados pelas mulheres da cidade, e encheu um navio com os alimentos. A viagem demorou muito tempo e a embarcação chegou à cidade quando já era noite. Cestas com os alimentos foram deixadas nas portas das casas, mas os moradores não chegaram a ver quem as deixou lá. Todas as pessoas comeram as delícias e a alegria reinou na cidade!

Certa vez, Nicolau soube que 3 pobres moças não tinham os dotes para o casamento e por isso o próprio pai, no desespero, aconselhou a prostituição. O bispo então jogou pela chaminé da casa das moças três bolsas com o dinheiro suficiente para os dotes das jovens. Era na chaminé onde se secavam as meias, e daí vem o hábito das crianças, em alguns países, deixarem meias na chaminé à espera dos presentes!

Outras histórias contam que Nicolau saía à noite, envolto num manto e com um gorro a fim de não ser reconhecido enquanto levava alimento, dinheiro e até mesmo brinquedos para famílias e crianças que passavam necessidades. Ele fazia questão do anonimato ao fazer suas boas ações. Sua atitude se espalhou e começou a ser imitada por algumas freiras que, no dia de São Nicolau, saíam de madrugada e distribuíam anonimamente cestas com frutas e outros alimentos. Esse gesto passou a ser imitado por outras pessoas e assim se estabeleceu a tradição de trocas de presentes no Natal.

São Nicolau não tinha barriga rechonchuda, nem usava roupas vermelhas ou botas pretas - era alto, esbelto, vestia um tipo de batina branca e mitra, comuns aos bispos da época. Mas então de onde vem o Papai Noel tal como conhecemos hoje? Em 1822, Clement C. Moore escreveu um poema para seus filhos, chamado “Uma visita de São Nicolau”, no qual narrava a história do velhinho que passava em um trenó puxado por renas e entrava nas casas pelas chaminés. O primeiro desenho retratando a figura do Papai Noel como conhecemos nos dias atuais foi feito por Thomas Nast e foi publicado em 1866. A última característica incluída na figura do Papai Noel é sua blusa vermelha e branca. Essa imagem se popularizou de vez, depois do uso que a Coca-Cola fez dela em suas propagandas. Por volta de 1931, a empresa contratou um desenhista que recriou o Papai Noel: um velhinho gorducho, com um sorriso simpático e vestido com as cores da marca da Coca-Cola.

papai-noel-coca-cola

Fonte:
História por imagem

Baby Blues - O que é isso?

dez 05

© Stockbyte

© Stockbyte

O baby blues é um distúrbio transitório de humor que tem início nos primeiros dias após o parto. Geralmente a incidência dos sintomas diminui a partir do décimo dia do puerpério. No Brasil, 50% a 80% das mães sofrem do baby blues. Por ser tão comum, alguns autores acreditam se tratar de uma condição fisiológica. O pós-parto é, naturalmente, um momento de fragilidade psíquica.
O baby blues se caracteriza por um estado de fragilidade e hiperemotividade. Normalmente os sintomas depressivos são leves e são acompanhados de irritabilidade, tensão, indisposição, tristeza e sentimentos de inadequação – falta de confiança de sua capacidade para cuidar do bebê. Essa alteração no humor é coerente com a elaboração psíquica que acontece nessa fase: transformação da filha em mãe, alterações corporais, conciliação da vida sexual com a maternidade, etc.
Por não comprometerem o funcionamento social e a relação mãe-bebê, é comum que esse quadro seja confundido com as alterações hormonais comuns a todas as gestantes, e passe despercebido.

A família tem um papel fundamental para auxiliar a mãe nessa fase de tristeza. A compreensão e o apoio dão segurança para essa mulher que, além de lidar com os sentimentos negativos, ainda convive com a culpa de não estar sentindo o que é idealizado pela mídia e pela sociedade: um sentimento de completude, de realização, de elevada auto-estima. Quando um bebê nasce, nasce também uma mãe. Ou seja, do mesmo modo que o recém nascido leva um tempo para se habituar a sua nova rotina e à vida no mundo real, essa “mãe recém-nascida” precisa ser aceita e compreendida para poder adaptar-se e assumir psiquicamente esse novo lugar.
A remissão dos sintomas é, geralmente, espontânea. Mas, atenção! Se o baby blues persistir por mais de três semanas, é conveniente realizar uma avaliação médica e psicológica, pois isso pode apontar para uma depressão pós-parto. O blues puerperal é um fenômeno trivial e fugaz, tão comum a ponto de ser considerado normal, e ele precisa ser distinguido da depressão pós-parto mais grave e prolongada.

*

Esse artigo foi escrito pela psicóloga Maria Cecília (Maternidade no Divã) e originalmente publicado no blog Quem está chegando.