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O que levar pra Maternidade - Mala do bebê

out 27

Já começou a pensar na mala do bebê? Arrumá-la e deixá-la pronta significa que o grande dia está próximo, né?!

Pensando nisso, a Baby Planner Aline Daniele Jafet nos deu dicas do que levar pro seu bebê pra maternidade!

“Minha recomendação é que a mala comece a ser arrumada a partir da trigésima sexta semana para mamães que não apresentem gestação de risco ou gemelar. Para estes casos é prudente que a gestante prepare a malinha com mais antecedência. Quanto menos preocupação nos últimos meses de gravidez melhor, evite desgaste e correria na hora de arrumar as malas!

O que não pode faltar na mala?

6 macacões - tamanho RN ou P (acompanhe o crescimento do seu bebê pelo ultrassom e demais exames. O médico pode te dar uma estimativa de peso e tamanho do pequeno para o nascimento). Dê preferência para os macacões com abotoação na frente para facilitar a troca de fraldas e roupa.

6 bodies - o bodie será colocado em baixo do macacão. Eles podem ser substituídos por camisetas do tipo pagão.

6 calças com pés - estas calças também são conhecidas como “mijão”.

2 casaquinhos - evite lã felpuda ou sintética. Prefira os casaquinhos com botões na frente e que não precisem passar pela cabeça.

2 mantas - de tecidos mais leves para o verão e mais pesados para o inverno. Recomendo mantas de lã ou fleece para o frio e as malhas de algodão para o verão. Procure sempre as antialérgicas e bem macias. As mais ásperas, como as de lã, que podem pinicar, devem ser usadas com uma vira manta por dentro, um tecido de fralda de algodão bem fininho ou uma fralda de pano. Algumas gestantes preferem comprar ou mandar confeccionar uma manta para cada conjuntinho de roupa. Eu recomendo que seja providenciado duas mantas de cores neutras, que combinem com todos os conjuntinhos levados para a maternidade.

© Biramar

© Biramar

6 pares de meias: caso o bebê nasça no inverno ou a temperatura esteja baixa.

3 fraldas de tecido/paninho de boca: perfeitos para serem usados para apoiar a cabeça do bebê nos ombros. As mamães mais exigentes, usam desta técnica para evitar o contato direto do rosto do bebê com a roupa ( contato com sujeira e demais impurezas). Caso você tenha este perfil, não se intimide, peça para as visitas utilizarem a fralda ao pegarem o seu bebê no colo.

6 saquinhos de tecido/envelopes: muito procurados para organizar as roupas. A grande maioria vem com uma tag ou etiqueta para colocar o nome da mãe, do bebê e o número do quarto. Você pode inclusive colocar a ordem que você quer que as roupinhas sejam usadas. Exemplo: dia do nascimento ou saída da maternidade e etc.

1 escova para cabelos - escolha uma escova de cerdas macias.

Meninas, não se preocupem em levar os seguintes itens (no caso de hospitais e maternidades particulares):
Toalha; Fralda descartável; Pomada contra assaduras; Algodão; Cotonete; Hidratante.

Dica: É muito importante que as roupas sejam escolhidas conforme a estação do ano (temperatura) prevista para o nascimento do bebê, lavadas com sabão neutro, líquido ou em pedra, e passadas.

Verique a lista de recomendação de enxoval para a maternidade do seu hospital de escolha.”

E você? Já arrumou a mala do seu bebê? Tem alguma dúvida? Comente!

 

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Amamentação na UTI Neonatal

out 10

Depois de diversos depoimentos sobre amamentação e da última história da Marília, hoje o post é sobre a amamentação na UTI Neonatal.

Amamentação Maternidade no Divã

© Fuse

Sabe-se que o melhor alimento para o bebê é o leite materno. Contudo, muitos dos bebês prematuros ou que apresentam desconforto respiratório não poderão ser amamentados no início da internação. A alimentação do bebê na UTI começa com soro glicosado na veia (nutrição parenteral), depois leite materno ou artificial através da sonda, seguido pela chuquinha (uma mamadeira pequena e fácil de ser sugada), e, por último, no seio materno. É importante que a UTI utilize leite materno para os prematuros, e que haja um banco de leite ou lactário que possibilite às mães armazenarem o leite.

Maldonado (1985) sugeriu que a interação entre a mãe e o bebê na situação de alimentação é o primeiro evento social na vida da criança. A questão da amamentação é um ponto importante na vida das “mães de UTI”. É comum ouvir delas grande insatisfação por não poderem amamentar seus filhos desde o início de suas vidas. Muitos dos bebês internados não são capazes de sugar, deglutir e respirar ao mesmo tempo. Por isso, são alimentados através de uma sonda que vai da boca até o estômago.

A maioria dos bebês ficam em “dieta zero” nas primeiras horas de internação, o que significa que ainda não está se alimentando de leite. Mesmo assim é importante que a mãe faça a ordenha para evitar que tenha problemas no seio e para que a produção seja mantida até que o recém-nascido possa recebê-lo. É comum ouvir reclamações das mães quanto à extração do leite quando seus bebês ainda não estão sendo alimentados. Muitas se entristecem por terem que jogar fora o leite retirado e ficam desanimadas a irem ao lactário. “Por que vou tirar leite se meu filho ainda não pode se alimentar dele?” é uma questão frequente nos primeiros dias da internação do bebê.

O ambiente do lactário é geralmente descrito como frio e pouco acolhedor. É comum que nos primeiros dias a produção de leite seja pequena, ainda mais quando o parto foi cesariana e prematuro. Por vezes as mães não conseguem retirar nada nas primeiras idas ao lactário, o que gera mais uma vez a sensação de serem mães incapazes, ruins e insatisfatórias para seus filhos. É importante que a mãe saiba que a maioria das mães começaram como ela, tirando pouco, e que a produção vai aumentando com o tempo. É essencial uma conversa sobre o lactário, alimentação e amamentação com as mães para que se reduza a culpa e que ela conheça dados de realidade de um contexto que é desconhecido pela maioria.

É sabido que as emoções afetam a produção de leite materno, através de mecanismos psicossomáticos específicos. Tranquilidade, calma e confiança são fatores que favorecem bom aleitamento. Por outro lado, medo, fadiga, dor, ansiedade e depressão podem provocar fracasso na amamentação. Além disso, um ambiente favorável é de extrema importância, transmitindo apoio e encorajamento. Sendo assim, principalmente na UTI, a postura da equipe de saúde é um ponto que influencia muito na decisão e na continuidade de amamentação. Deve-se oferecer informações e apoiar a mãe que deseja amamentar, mesmo que no início seu leite não seja fornecido diretamente do seu seio para o bebê.

 

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Fonte:

MALDONADO, M. T. P. Psicologia da gravidez. Petrópolis : Vozes, 1985.

Intolerância à Frustração

out 03

© Katrina Wittkamp

© Katrina Wittkamp

Você já pensou em que mundo quer deixar pras próximas gerações? O que você tem feito para cuidar do planeta? Pode ser que alguém já tenha te perguntado isso ou que você mesmo já tenha se questionado. Mas, hoje proponho uma reflexão diferente: que filhos estamos deixando para o planeta?

“Os pais movidos pela angústia e pela crença de que a criança é frágil e não aguenta a verdade, passam a superprotegê-la. A intolerância dos pais à dor e à frustração se torna a medida para lidarem com o filho.” Luciana Saddi

Educar é difícil. Ouço relatos de mães que contam que dizer “não” gera um sofrimento profundo, como se estivessem privando seus filhos. É comum ver pais que compensam a ausência, devido à intensa jornada de trabalho, com presentes. As crianças não sabem mais esperar, querem tudo para ontem e já não sabem lidar com frustrações.

É natural os adultos desejarem proteger as crianças, pois elas realmente inspiram alguns cuidados e carinhos, e são dependentes. Mas, tudo em excesso é ruim. Sem o equilíbrio necessário é provável que, ao tentar minimizar os sofrimentos da criança e poupá-la de se frustrar, estaremos contribuindo para que ela sofra mais no futuro. A frustração é necessária para um desenvolvimento infantil sadio. Aprender a perder e a ouvir “nãos” é um desafio. Além disso, quando a criança encontra uma saída para lidar com o desconforto que a frustração gera, está praticando um exercício de criatividade.

“Frustração é um sentimento de tristeza ou aborrecimento diante da expectativa não realizada.” Brasil Escola

Ao superproteger a criança ou satisfazer imediatamente as vontades, a fim de evitar que ela sinta-se frustrada, estamos dificultando nela a compreensão da realidade do mundo. Na vida adulta, para se satisfazer os desejos é necessário muito trabalho e dedicação. Ao dizer “não” para a criança, estamos permitindo que ela desenvolva a capacidade de adiar gratificações - uma habilidade essencial para a vida em sociedade.

A criança que não conhece a privação pode tornar-se um adulto que não reconhece a existência do outro, pois cresce acreditando em sua onipotência. Crianças que não ouvem “não” tendem a tornar-se adultos infantilizados. Elas podem ter comportamentos “rebeldes” a partir da inconstância na definição dos limites. É através dos limites e das frustrações que elas aprenderão que existem regras e perceberão que nem sempre suas necessidades serão satisfeitas imediatamente - é essencial aprender a esperar.

Semana do Bebê - UNICEF

ago 25

A Semana do Bebê é uma estratégia de mobilização social que tem como objetivo tornar prioridade na agenda dos municípios brasileiros o direito à sobrevivência e ao desenvolvimento de crianças de até 6 anos. A Semana do Bebê é apoiada pelo UNICEF e conta com o apoio da Pampers, Sanofi e RGE.

Semana do bebê Maternidade no divã

A Semana do Bebê é apoiada pelo UNICEF

A ideia é incentivar os municípios para que realizem, durante uma semana, uma grande mobilização em favor da primeira infância. Idealizada pelos professores Odon Frederico Cavalcanti Carneiro Monteiro e Salvador Célia, e pelo radialista Pedro Raymundo Dias, a Semana do Bebê chegou em 2013 à sua 14º Edição no município de Canela (RS). Ao longo desses anos, a Semana do Bebê deixa de herança o aprendizado do trabalho em rede, uma realidade sem possibilidades de retrocesso no município, e um novo olhar em relação ao bebê. Reconhecendo essa boa prática, o UNICEF sistematizou a metodologia da Semana do Bebê e está ajudando a promovê-la em centenas de municípios brasileiros. E, veja só, a mobilização já ultrapassou a fronteira do Brasil, chegando a países como Argentina, Uruguai e até Portugal!!!

Mas por que é importante a atenção à primeira infância? Estudos comprovam que os 6 primeiros anos de vida são fundamentais para o desenvolvimento integral de meninas e meninos. Nessa fase da vida, a criança desenvolve grande parte do potencial cognitivo que terá quando adulto. Sendo assim, a atenção integral nessa faixa etária tem impacto decisivo nos processos de aprendizagem e de construção de relações sociais, e de fatores que influenciarão a vida afetiva, profissional e social!

 

Semana do bebê Rio de Janeiro Maternidade no divã

3ª Semana do Bebê Carioca e 2ª Semana da Educação Infantil: Múltiplos Olhares para a Primeira Infância

Esse ano haverá a congregação da 3ª Semana do Bebê Carioca e a da 2ª Semana da Educação Infantil, eventos da promovidos pelas Secretarias de Saúde e de Educação da Cidade do Rio de Janeiro, no período de 25 a 30 de agosto de 2013. [Programação aqui]

 

CONFIRA AQUI A LISTA DOS MUNICÍPIOS E SUAS SEMANAS DO BEBÊ

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Fontes: http://www.unicef.org.br e http://www.semanadobebe.org.br

 

A comunicação particular dos bebês prematuros

ago 22

Maternidade no divã

Image by RubberBall Productions

Por ter nascido antes do tempo previsto, o recém-nascido é exigido a ter respostas especiais ao que lhe é oferecido pelo mundo externo que permitam sua sobrevivência ou a estabilidade de seu estado clínico. O bebê prematuro se depara com diversas exigências de processos fisiológicos, como manter a temperatura corporal, respirar, sugar, engolir. Por necessitar privilegiar a manutenção biológica, esse bebê tem um investimento menor de respostas a partir das estimulações sociais e afetivas enviadas pelo ambiente cuidador: pais e equipe. Essa comunicação particular dos bebês prematuros é capaz de fortalecer o movimento de negação do nascimento por parte das mães. Já que esses bebês, por causa da idade gestacional e da maturidade própria de seu desenvolvimento, apresentam padrões distintos de respostas dos bebês nascidos a termo. Qualquer manuseio pode cansar o recém-nascido prematuro, que se encontra inteiramente voltado para sua auto-regulação. A comunicação dos bebês prematuros é peculiar, uma vez que eles apresentam padrões distintos de respostas dos bebês que nascem a termo (MARSON, 2008). É comum ver as mães passarem horas olhando para seu bebê na incubadora, procurando ao menos um sinal que mostre que ele a reconhece. Nos primeiros dias a mãe pode sentir-se desconfortável, uma vez que seu bebê não interage muito, mas com o passar tempo ela aprenderá a decodificar e decifrar os sinais de comunicação do seu bebê.

É comum que os pais dos bebês internados suponham que ocupam um papel secundário na internação do filho. Essa falsa impressão se deve à crença de que o neonato está sobrevivendo graças à equipe médica ou em função dos aparelhos. Sendo assim, os pais podem ter a ideia de que não são necessários para o bebê. Somada a isso está a frustração com as escassas respostas do recém-nascido ao ambiente, sua economia de sinais interativos. (BRAGA & MORSCH, 2003)

Mas calma! Depois de um tempo que o bebê está internado as coisas melhoram: a mãe passa a sentir-se mais confiante e presente na vida de seu filho. Começa a se comunicar melhor com seu bebê, e muitas vezes é ela quem traz informações importantes sobre o estado dele. É frequente que a mãe note algo diferente no seu bebê até antes da equipe. A maioria das mães tem uma relação muito estreita com seus bebês, o que faz com que os médicos levem em conta todas as observações que ela faz acerca de seu filho.

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Fontes:

BRAGA, N. A. e MORSCH, D. S. Os primeiros dias na UTI. Em: Quando a vida começa diferente: o bebê e sua família na UTI Neonatal / Maria Elizabeth Lopes Moreira, Nina de Andrade Braga e Denise Streit Morsch (orgs) – Rio de Janeiro : Editora FIOCRUZ, 2003.

MARSON, A. P. Narcisismo Materno: quando meu bebê não vai para casa… Em: Rev. SBPH v.11 n.1 Rio de Janeiro jun. 2008.