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A mãe que não amamenta não é menos mãe

fev 11

Oi mamães, tudo bem? O assunto de hoje é amamentação. Às vezes é difícil, ou até impossível, para a recém-mãe amamentar. O que para algumas é opção, para muitas é um fato, sem margem para escolhas.

A realidade é que muitas mulheres que não puderam/conseguiram amamentar seus filhos sentem-se terrivelmente culpadas por não terem dado “o melhor” ao seu bebê, e sentem-se um fracasso como mãe. Isso aconteceu com você? Pois é… pelo menos uma mãe que você conhece já se sentiu assim. Ao ler artigos que promovem o aleitamento materno em jornais e revistas, essas mulheres tem o sentimento de inadequação. Não amamentar pode trazer muita frustração e insegurança às mães que sonhavam tanto com esse momento.

mamadeira-amamentar

Eu sou a favor do aleitamento materno, e não tenho dúvidas dos benefícios do leite materno para o bebê. O que me preocupa é a rigidez, o preconceito e o julgamento - práticas que geram insegurança e muita culpa em mulheres que AMAM seus filhos, mas se sentem inadequadas!

“E no fundo é realmente isso que importa: a qualidade do contato que se faz ao amamentar. Uma mamadeira bem dada pode ser muito mais valorosa do que uma mamada em um peito frio, de uma mãe impaciente ou sem contato algum.” Karin Fromm

O que realmente faz diferença no desenvolvimento psicoafetivo da criança é a interação da mãe com o bebê no momento da alimentação, seja oferecendo o seio ou a mamadeira. A mãe que não amamenta não é menos mãe!

História Dalva & Mariana - Amamentação

jan 12

Mais um depoimento sobre amamentação de uma mamãe apaixonada!
Confira as histórias da Marília, Tati, Jana, Rachel.

Mariana sendo amamentada Maternidade no Divã

Mariana sendo amamentada

“Às 18:15 do dia 09/09/09 nasce Mariana. E sim, foi um dos momentos mais incríveis da minha vida.
Dois dias depois estávamos em casa e eu com todas as dúvidas e medos de qualquer mamãe de primeira viagem. E uma delas era a amamentação.
Num primeiro momento foi difícil. “Será que vou conseguir? Será que vou ter leite suficiente? Será que ela vai pegar o peito?” Mas minha vontade, persistência e a ajuda super valiosa da minha irmã, contribuíram para que desse tudo certo.
E hoje eu tenho uma saudade imensa desses momentos de cumplicidade, que só mãe e filho tem. A mãozinha no meu colo, o olhar dentro do meu, a procura insistente pelo seio quando estava no meus braços e sentia meu cheiro, as pausas pra descanso, tudo valeu a pena.
Mariana sempre foi muito gulosa, e eu pra falar a verdade não segui a risca nenhum protocolo de horários e vezes que deveria amamentar. Estava sempre a disposição dela.
Amamentei 1 ano e 7 meses e não me arrependo, porque nada poderia substituir essa etapa nas nossas vidas. E para além disso, saber que minha filha crescia saudável só me motivava ainda mais seguir adiante.
O meu prazer em amamentá-la era tanto quanto o dela ao saciar sua fome. Um outro fator muito importante nesse processo foi o apoio do papai. Ele esteve ao nosso lado nesse momento nos ajudando e fortalecendo todo um vínculo familiar. Tive esse prazer em minha casa e só tenho a agradecer. Hoje, com quase 4 anos Mariana é uma criança saudável, inteligente, esperta, que desenvolve muito bem as mais diversas atividades em casa e na escolinha. Por fim, amamentação foi um momento de troca, uma experiência rica na maternidade. SIMPLESMENTE AMOR.”

 

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Amamentação na UTI Neonatal

out 10

Depois de diversos depoimentos sobre amamentação e da última história da Marília, hoje o post é sobre a amamentação na UTI Neonatal.

Sabe-se que o melhor alimento para o bebê é o leite materno. Contudo, muitos dos bebês prematuros ou que apresentam desconforto respiratório não poderão ser amamentados no início da internação. A alimentação do bebê na UTI começa com soro glicosado na veia (nutrição parenteral), depois leite materno ou artificial através da sonda, seguido pela chuquinha (uma mamadeira pequena e fácil de ser sugada), e, por último, no seio materno. É importante que a UTI utilize leite materno para os prematuros, e que haja um banco de leite ou lactário que possibilite às mães armazenarem o leite.

Maldonado (1985) sugeriu que a interação entre a mãe e o bebê na situação de alimentação é o primeiro evento social na vida da criança. A questão da amamentação é um ponto importante na vida das “mães de UTI”. É comum ouvir delas grande insatisfação por não poderem amamentar seus filhos desde o início de suas vidas. Muitos dos bebês internados não são capazes de sugar, deglutir e respirar ao mesmo tempo. Por isso, são alimentados através de uma sonda que vai da boca até o estômago.

A maioria dos bebês ficam em “dieta zero” nas primeiras horas de internação, o que significa que ainda não está se alimentando de leite. Mesmo assim é importante que a mãe faça a ordenha para evitar que tenha problemas no seio e para que a produção seja mantida até que o recém-nascido possa recebê-lo. É comum ouvir reclamações das mães quanto à extração do leite quando seus bebês ainda não estão sendo alimentados. Muitas se entristecem por terem que jogar fora o leite retirado e ficam desanimadas a irem ao lactário. “Por que vou tirar leite se meu filho ainda não pode se alimentar dele?” é uma questão frequente nos primeiros dias da internação do bebê.

O ambiente do lactário é geralmente descrito como frio e pouco acolhedor. É comum que nos primeiros dias a produção de leite seja pequena, ainda mais quando o parto foi cesariana e prematuro. Por vezes as mães não conseguem retirar nada nas primeiras idas ao lactário, o que gera mais uma vez a sensação de serem mães incapazes, ruins e insatisfatórias para seus filhos. É importante que a mãe saiba que a maioria das mães começaram como ela, tirando pouco, e que a produção vai aumentando com o tempo. É essencial uma conversa sobre o lactário, alimentação e amamentação com as mães para que se reduza a culpa e que ela conheça dados de realidade de um contexto que é desconhecido pela maioria.

É sabido que as emoções afetam a produção de leite materno, através de mecanismos psicossomáticos específicos. Tranquilidade, calma e confiança são fatores que favorecem bom aleitamento. Por outro lado, medo, fadiga, dor, ansiedade e depressão podem provocar fracasso na amamentação. Além disso, um ambiente favorável é de extrema importância, transmitindo apoio e encorajamento. Sendo assim, principalmente na UTI, a postura da equipe de saúde é um ponto que influencia muito na decisão e na continuidade de amamentação. Deve-se oferecer informações e apoiar a mãe que deseja amamentar, mesmo que no início seu leite não seja fornecido diretamente do seu seio para o bebê.

*

Fonte:

MALDONADO, M. T. P. Psicologia da gravidez. Petrópolis : Vozes, 1985.

Amamentação - Marília & Henrique

out 06

Vocês se lembram que falamos sobre amamentação aqui durante a Semana Mundial de Aleitamento Materno? Recebemos muitos depoimentos e a seguir temos a história da Marília e do Henrique!

“Oi, meu nome é Marilia, tenho 30 anos e sou psicóloga.
Tive o Henrique em setembro de 2011. Ele nasceu no começo da noite, e como sou portadora de uma cardiopatia, após o parto, fui levada para a Unidade de Terapia Semi-Intensiva, por precaução, onde passei a noite e parte da manhã.
Por conta de todo o (longo!) período em que ficamos separados, foi dado ao Henrique o leite artificial. Quando ele começou a mamar no peito, ainda não tinha força para sugar direito, então no próprio hospital eu recebi a orientação de complementar a minha mamada com o reforço do leite artificial. Além disso, ele era muito dorminhoco e preguiçoso, e acabava sempre dormindo no meu peito tão logo começava a mamar. Mas para mim estava tranquilo, pois ele pegava o peito direitinho e ainda tomava o reforço depois. É verdade que ele acabava tomando muito pouco leite do meu peito, mas eu não me preocupava, pois achava que estava ok com o reforço.

E assim foi…até a primeira consulta com o pediatra. Ele não concordou com isso, disse que o bebê fica confuso com dois estimulos de bicos diferentes, e que era para eu insistir muito no peito, que o bebê estava gordinho e tinha uma “reserva” para perder, se necessário fosse, e para eu só dar o reforço em último caso. Aí eu fiquei preocupada. As primeiras mamadas após a consulta foram muito tensas, ele desistia do peito muito rápido, e eu ali insistindo, ele chorando, eu chorando…maaas, logo no dia seguinte, ele já pegou direitinho e não largou mais! Como eu parei de trabalhar pra cuidar dele, ele teve amamentação exclusiva no peito, até começarem a entrar o suquinho e as frutas. Quando eu precisava sair e ele tinha que mamar na mamadeira, ele não aceitava de jeito nenhum! E isso estava ficando complicado também…aí quando ele já estava com uns 6 meses, comecei a tirar meu leite para dar na mamadeira, mais ou menos uma vez por dia, para que ele fosse acostumando.

Quando ele estava com quase 9 meses, meu leite começou a secar naturalmente, bem aos poucos, e como ele já estava acostumado com a mamadeira, foi super tranquilo o desmame. Mais para ele do que para mim, inclusive. No começo eu sentia falta, fica um vazio. É incrível poder amamentar…são tantas trocas que fazemos naquele momento, que é difícil até nomear o sentimento que fica! Eu tive muita sorte, minha experiência com amamentação foi muito tranquila. A única coisa que me incomodava bastante, no começo, naquela fase em que ainda existia receio de ele recusar o peito, eram as pessoas que ficavam a minha volta, olhando, esperando, deixando transparecer a tensão delas também. Mas isso também passou e ficou só a parte boa! Ah, e aquele papo de que a mulher emagrece rapidinho amamentando, pra mim é balela! Eu até engordei…é muuuuita fome, gente, mas muita! Hahaha”

 

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Fala, mamãe! Aleitamento – Tatiana

ago 06

Olá pessoal! Hoje é o último post do especial “Fala, mamãe!” na Semana Mundial de Aleitamento Materno 2013. Passaram por aqui depoimentos da Rachel e da Janaína. A história de hoje é da Tatiana e do seu filho Billy, que nasceu na Irlanda. Como será que foi o incentivo à amamentação em outro país? Vamos descobrir agora! (Obrigada Taty pela participação!)

“Billy nasceu na Irlanda, onde a preferência é pelo parto normal/natural e onde o bebê é entregue à mãe assim que nasce e colocado ao peito para começar a mamar. Essa experiência aproxima mamãe e bebê imediatamente e é incrível segurar seu bebê nos braços e já poder alimentá-lo.

Não tive muitos problemas ao amamentar, como dor ou leite empedrado. Nas primeiras horas de vida, Billy teve um pouco de dificuldade em sugar, mas logo aprendeu o que precisava fazer. Billy foi alimentado exclusivamente pelo leite materno e no peito até os 6 meses de idade, quando começou com papinhas e sucos. Mesmo assim ele continuou mamando no peito, primeiramente 5 vezes ao dia, e aos poucos diminuímos para duas vezes: ao dormir e ao acordar. Essa fase durou até os 13 meses, quando Billy parou de pedir o peito.

Amamentar foi uma experiência maravilhosa, uma das melhores partes do começo da maternidade.”

Tatiana Franey, tradutora, praticante de yoga, adora ler e brincar com Billy

Tatiana e Billy

Obrigada a todos que acompanharam o especial Fala, mamãe - Aleitamento!
Nessa quinta teremos surpresas pro Dia dos Pais!